26 de julho de 2008

O Baptismo

Algures no ano de 1984, em caminhada por uma rua de Matosinhos, pensava num nome para uma banda de música que eu havia formado juntamente com o meu irmão e mais 3 amigos de ocasião musical. Bem, não era apenas o nome para uma banda era mais um "nome" que representasse o espírito de inconformismo e a prestação que eu julgava poder dar ao mundo. Nesses idos anos eu pensava que o mundo gostava de ser confrontado. Durante esse passeio o nome nasceu: "Os Carvalhos do Paraíso". A banda foi efémera mas ficaram várias dezenas de letras e músicas que escrevi e que ainda hoje canto com vaidade. Nos próximos tempos, paulatinamente, irei aqui editar algum reportório. Sem pudores. Neste novo palco vou representar "Os Carvalhos do Paraíso". Não (somente) a "música" mas todo seu conteúdo interventivo e actualizado. Porque naqueles idos de 1984-1987 eu dizia coisas que achava que não iria ter coragem para repetir mais tarde. Pensava coisas que achava de "ares de juventude". Sonhava soluções que atirava para utopia. A "sarna regimental" obriga-me a ressurgir. O limbo cybernético será o palco. Não espero público nem publicidade. Não espero palmas, nem abraços, nem pedido de encores. Eu e os colaboradores, deste blogge, gostamos de entoar em silêncio.