29 de julho de 2008

A temática da queixinha corruptazinha

Nada mais irritante do que fazer queixinhas e birras a partir da puberdade. Quando se cresce, em princípio, também se evolui nos "miolos". Neste país, por hábito, a idade da queixinha mantêm-se para lá dos setenta; a queixinha inconsequente! A verdadeira queixa ganha outros moldes! Não há dia que não leia uma queixinha de um político ou de um "responsável" para fora e para dentro, para o partido, para a "sociedade". Na moda, da queixa, está a Corrupção – tema grave e querido de todos os "honestos" e honestos. Antigos ministros, antigos deputados, antigos "directores-gerais" (etc), a uma voz declamam a cartilha dos horrores, qual decadência contemporânea, que é a corrupção e numa figura de estilo demais original dizem: está "enraizada" na nossa cultura de lés a lés! À poucos dias voltou ao templo o João Cravinho, cavaleiro da ordem da santa honestidade, proferir aquilo que 10 milhões de habitantes insinuam em uníssona voz. Perante tamanha insistência, da parte do cavaleiro, eu deixei de acreditar! Acho que não passa de um queixinhas. Se assim não for que diga às "entidades competentes" o que viu ou o mal que (lhe) nos andam a  fazer! Diga alto e em bom tom onde começa a corrupção e onde ela está a desfiar (iconográficamente não é bem um "novelo" mas mais em forma de "teia") por estes dias. Não se acanhe. Deve começar por cima. Fica-lhe bem. Descalce o Regime, financiamentos das campanhas políticas, partido a partido, financiamento para as eleições à Presidência, universo autárquico, compadrio. Da próxima vez não faça queixas nem olhe para o lado. Seja concreto, que já tem idade para isso.

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