28 de julho de 2008

A Temática

Na década de 80 eu achava que tinha jeito para escrever. Gostava do improviso e da ironia. Aliás, ainda acho que uma boa "figura de estilo" ajuda a resolver algumas expressões menos polidas! Como não tinha, nem tenho, pudores e aprecio a sinceridade, por mais rústica, a minha temática era variada e bem focada: No Portugal à frente dos nossos olhos, lá estavam os "azeiteiros", os parolos, os "pobres de espírito", o "povo" e o seu colorido, os políticos, essas vitimas, a "ordem" social, a esquecida nobreza, etc. Num campo de maior importância, a infinita problemática do amor! Noutro campo fundamental/principal, a pormenorização dos verdadeiros problemas, a desgraça interior de cada indivíduo ou a imensa felicidade das pequenas coisas, tal como apreciar a musicalidade do "bater dos chinelos das velhas do rancho da Areosa....".

Hoje, constato que a "temática crítica" aumentou e muito, principalmente neste quintal: Portugal está mais abastardado do que nunca, nem sei se ainda somos um país (em linguagem futebolística, sem ligação dos sectores...), azeiteiros não faltam, em qualquer lugar, os "pobres de espírito" passaram a pobres "de facto", o povo é agora o "povão", diluído em classes A,B,C,D ou 1,2,3,4, os políticos estão cada vez mais decadentes e "desculpabilizados" das suas responsabilidades; e quanto à esquecida "nobreza", nunca se viram tantos "nobres da república", qual (en)comendas, sem esquecer tantos pretendentes a um "trono" aquecido pelos cagueiros desta república.

Vamos a ver.