8 de agosto de 2008

E tu

No campo é tudo mais genuíno. As pessoas, os sabores, os cheiros. Quando chove cheira a terra molhada. Vem o vento e mistura tudo: alecrim, urze, fumos das lareiras e malmequeres silvestres. No campo de que falo não chega a haver solidão. No campo de que falo tu brincas em todos os lagos e lugares. Ver-te no campo é bom. É bonito. Há montanhas e tu. Casas brancas e tu. Ninhos nas árvores e telhados, e tu. Há espaço e há tempo. Às vezes também há mar. E saudades de ti.