10 de agosto de 2008

Ontem. Hoje. Sempre.

(...) República e desprestígio, eis uma redundância. Que eu saiba, nenhuma república jamais se conseguiu firmar - e até justificar - sem o apelo ao que de mais desprezível se esconde no recesso da mente humana: a inveja. Entre nós, a velha meretriz é epítome das vergonhas, desastres e desmandos que se abateram sobre o século XX português.
Ora, há muito que compreendi e resolvi o problema da República. Para mim, ela não existe; ou antes, é-me tão verosímil como serão para os ateus as aparições marianas. Nunca tive ânsias de poder nem fui fadado para servir à mesa uns ricaços broncos com pretensões ao trono de pechisbeque do "mais alto magistrado". Em minha casa, na parede, o retrato do último chefe de Estado português - D. Manuel II - aguarda há 95 anos que um sucessor o venha substituir. Não irei certamente desfigurar as paredes com um "deles" . Essa troupe à Trimalcião que vá buscar votos e serviçais a outros lares.


In Combutões, 28.12.2005