29 de setembro de 2008

2010, odisseia no vazio



Se a memória e a experiência ante-presente são o mote para a construção consciente do futuro é necessário rememorar para não prosseguirmos no erro do vazio e da mentira.

27 de setembro de 2008

Pescadinha de rabo na boca ou uma boa fase para as "esquerdas"



Esta fase está boa para as esquerdas. Por cá, onde vivemos num socialismo bacoco e mal conduzido, as hostes já se arpoaram. Pelos blogges, pela imprensa, a culpa está encontrada: o Estado liberal. Liberal? Regime liberal? Num país onde os estado gasta mais de 50% do PIB com os encargos do funcionalismo público e mais 20% com compromissos de manutenção deste Estado corrupto de coisas? Como disse, esta fase está boas para as esquerdas e o reboque dado pela crise financeira internacional veio a calhar! Apesar da nociva experimentação esquerdista falhada, o extremismo está de volta com mais "carinho e cuidados" para todos nós, e o povo, vitima dos abutres, vota outra vez no mesmo pois tem medo de perder a mama da loba. Esta fase está boa para os esquerdistas profissionais avivarem. Em vez de assumirem os erros ideológicos, que conduz a um estado controleiro, corrupto, e à regulação e submissão do indivíduo, atiram com mais do mesmo. Atiram com o medo da fome depois de eles se fartarem de comer.

Jet Man



Entretanto, enquanto este mundo se entretêm a ver a queda das bolsas e as quedas dos bancos, este homem mostra o que é a coragem. Tivesse 0,1% da população esta determinação e segurança! Nesta civilização saloio-tecnológica com que nos confrontamos o risco que queremos correr é sempre o dos outros. Também, a culpa é dos outros. O pensamento dos outros. A inveja por causa dos outros. Quanto mais eu assisto a esta virtualização dos valores e ao constante apelo político das "esquerdas modernas" para a uniformização dos interesses, os actos individuais, positivos, de quem não se rege nem pensa pelos outros nem por maiorias tem sempre a minha admiração. Seja com uma asa às costas, seja com uma caneta na mão.

25 de setembro de 2008

E alguém se preocupa com isto?? Será pior a tosse?


Depois de ler isto (pode até não ser um nº correcto mas não deve andar longe pois as últimas 2 custaram 45 milhões!) – as próximas eleições vão custar 100 milhões de euros ao erário público – acho que não tem mal nenhum as empresas de tabaco terem pago a "estrelas" para promover o uso do tabaco! É pena as tabaqueiras não quererem aliciar as nossas "estrelas" políticas que nos desgovernam e nos usam como se fossemos cinzeiros....

Estrelas de Hollywood recebiam fortunas para promoverem hábito de fumar. E depois?

Ao ler esta notícia ainda fiquei com pior impressão das lindas somas de dinheiro que as actuais "estrelas" recebem para promover porcarias de todo o género. E que tal começar pela nossa(?) Selecção de Futebol que tem uma bela marca nas camisolas a promover uma cervejola?

22 de setembro de 2008

Tony de carreira




Tony. Nome português de sucesso. Carreira. Coincidência ou propósito? Local, pavilhão Atlântico, Lisboa, 20 000 pessoas dançam ao longo de 2 horas. 20 anos de "carreira". 2 dias consecutivos. Transmissão RTP, 3h00, sem descanso. Com licença. Tony. O que tens? Que outros, como tu, não têm? Não são as notas, os tons! É o estilo? Gostamos muito de "pouco"? Ou gostamos pouco do "muito"? Bem hajas, Tony, por seres muito para muitos portugueses. E para fechar ao estilo cantarico... mesmo que a tua música seja o básico chavão/ quem dera a muito "artista" ter o teu público na mão. Voto em ti, Tony, vai já para primeiro/ prefiro a tua música, que à actuação do outro azeiteiro...

20 de setembro de 2008

Um dia, este país vai ter uma monarquia, não por a monarquia ter reconquistado este país mas por este país não querer mais esta república

Entretanto, estamos nesta lama de interesses privados a levar com a ladainha dos direitos colectivos, dos direitos adquiridos, do "despertar", como se o calendário tivesse começado em 1910, das inequívocas conquistas de Outubro e de Abril, orientados para o admirável "mundo  novo", e tudo isto com o carinho e cuidado dos vigilantes politiqueiros deste regime. Há que mudar. E não se resolve a origem da dor ministrando sempre uma anestesia.

19 de setembro de 2008

O meu querido afilhado


O meu, único, afilhado é filho de uma das pessoas que mais gosto. Um Amigo, de provas dadas mesmo nas muitas alturas em que eu não fui reciproco de tal mercê. Creio, que qualquer que seja o meu rumo, o meu afilhado terá nas breves palavras que lhe vou oferecendo um meio de me conhecer. Para já, enquanto cresce, será através da generosidade dos seus pais que ele me poderá alcançar. Folgo o futuro para o acolher entre o meu núcleo familiar como se fosse meu. E lhe dizer: Sabes Max? A graça de eu te ter é a prova de que o amor, a amizade, não tem no tempo um obstáculo, ao invés, é esse tempo que derrama os sentimentos como herança. E um dia, Max, o meu amor, o meu "tempo", será teu! Já é teu! Mesmo sem eu estar.

O meu afilhado


O meu afilhado tem um blogge. Acho que começa a dar os passos certos...
Gosto muito de ti, Max. E muito pela saudade de poucas vezes estarmos juntos.

18 de setembro de 2008

Claro amor


Como é claro o amor. Como é fácil. Como é possível viver sem ele?
Como é bom imaginar-me em raios de água, a desaparecer ao som de uma voz, que me diz, à minha frente, atrás de mim, que eu me perdi. Como é claro o amor. Como a luz que me olha como se eu tivesse acabado de nascer.



in-éditos, 1996

13 de setembro de 2008

Os meus heróis


Apesar da pouca visibilidade dada pelos nossos média aos jogos Paralímpicos, de Pequim, tenho conseguido acompanhar os resultados. Estou orgulhoso. Sinto-me um deles. Quem me dera! E quando, em pormenor, reparo que são portadores de uma deficiência enalteço, ainda mais, a coragem e o sentido que comportam. Ontem, ao ver as imagens na Eurosport dos nossos atletas a gritar Portugal, Portugal, chorei. Talvez não só emocionado pelo evento. 
Cada vez mais, custa-me conviver nesta sociedade, civil e política, alheada e cega pelos novos "valores da modernidade", onde dizem que nos querem todos "iguais" mas tratam tantos (por muitas razões) com deliberada indiferença. Nesta sociedade medíocre sem valores pátrios ou colectivos tudo soa a "caridade", "subsídio". Nesta política onde o que importa só é importante por "agenda". Perdemos o altruísmo. Agora criamos "relações". De poder. De favor. Relações de interesse. Relações de moda. Atiram-nos o tempo dos jovens-adultos, perfeitos, bonitos – eleitores. E agora surgem os Adultos-jovens.
Num Estado que favorece, com o rendimento mínimo de inserção ou outrem, dezenas de milhares de pessoas portadoras de saúde e muito tempo para trabalhar, ouvir falar das dificuldades que alguns jovens, ou adultos, deficientes têm em arranjar dinheiro para uma cadeira de rodas, ou para uma prótese, é no mínimo caricato. Mas já nada me admira neste resto de país em contínuo caminho para o socialismo.
Para os atletas com deficiência, os que foram e os que não foram a Pequim, o meu obrigado. Pela coragem, pela força e pelo exemplo que dão. Que são.

7 de setembro de 2008

Sopeirismo avermelhado

O tempo está mauzito para a praia e assim, recomendo-vos uma incursão nos blogs da esquerda chique. Comecem pelo 5 Dias e sigam os links, porque se torna hilariante: Obama, Avante, velhas relíquias baladeiras, argumentos esfarrapados desculpabilizando os crimes de Estaline e do comunismo, enfim, o costume. Este sopeirismo avermelhado e bem alimentado por décadas de repasto saído dos tachos organizados pela cozinha de serviço aos comensais do sistema, continua com as mesmas manias herdadas dos antigos métodos prosseguidos pelos heróicos predecessores: lavagem ao cérebro, diabolização do outro, branqueamento da figura deste ou daquele escroque, obsessivo reescrever da história, omnipresente moral - já reparam que muitos tiveram uma pesada educação religiosa? - e a frenética actividade tendente a consolidar o círculo de influências. Fazem-me sempre lembrar aqueles competentes generais que organizavam a sua frente em profundidade: primeiro, os campos de minas, seguindo-se a infantaria entrincheirada, os canhões anti-tanque e na derradeira posição, as unidades móveis para a contra-ofensiva. É claro que não convém esquecer a artilharia pesada, bem situada muito por detrás do dispositivo, pois esta é vital para o constante martelar do incauto adversário. É esta artilharia pesada que está todos os dias na televisão e jornais, bem industriada pelos serviços de informação cativa dos amigos alapardados nas empresas públicas, fundações, ministérios, museus e porque não (?), em rendosos lugares do sector da economia e finança. É esta a esquerda que temos. Despótica, arrogante, monopolista, egoísta, falcatrueira e materialista no pior sentido que a palavra consumismo encerra. Com esquerda assim, nem vale a pena existir direita, pois trata-se de uma férrea oligarquia, onde a nulidade é amplamente colmatada pela comunhão de interesses, cumplicidade e profundo desprezo pelo outro. Que coisa!

Nuno Castelo Branco in Estado Sentido

6 de setembro de 2008

Será do acordo Hortográphico?

Pois. Será que começamos a assistir à chegada dos primeiros diamantes, lapidados na interpretação do acordo (?) refundido da "língua Portuguesa"? Leiam sem pasmo este especimen que entrou caixa do correio dentro.

A ver (com atenção)

Sugere-se calma antes de iniciar a visualização. Não convém atender telemóveis nem ter ligado outras fontes de som, que não as deste filme. Sugere-se, também, que se preparem para o "stress" que pode provocar estas delicadas matérias. Aconselhado somente para maiores de idade intelectual.

5 de setembro de 2008

100 000 dele


Parece-me crer, face às mais recentes notícias, que a justiça finalmente chegou a Portugal. Após este juiz do processo "Paulo Pedroso versus prisão preventiva" (que ainda não transitou em julgado) ter visto que um outro anterior juiz cometeu um "erro grosseiro" podemos acreditar que a justiça vai sair injusta aos Portugueses. É que se todos os "erros grosseiros" sairem a 100 000 euros – só por danos morais – é necessário o banco de Portugal começar a imprimir notas visto o erário público não as ter em número suficiente. E não esquecer, quem paga é o povo. Julgo que os "erros grosseiros" se deviam estender à prestação dos políticos, dos autarcas e dos directores-gerais. Vai ser bonito. Entretanto, vamos esperar para ver como vão ser deliniadas/quantificadas as indeminizações aos antigos alunos da Casa Pia!!

2 de setembro de 2008

... como voas, Camarada!


Após a leitura, fugaz, de várias notícias opinativas sobre a Justiça feita a um ex-deputado Socialista cujo teor versa a "honorabilidade" do dito político face ao sistema judicial tenho para mim que a eficácia da justiça, neste regime, se mede pelo estardalhar da passarada. E, nem mais, vem aí o Outono. É hora dos abutres tomarem os seus lugares nos secos braços-galhos desta (encar)quilhada república. Piam alto. Para que ouçamos fino.

... como somos fortes, Camaradas!


Depois desta não notícia reafirmo uma precisa ideia: 
– Não importunem os "Camaradas".

1 de setembro de 2008

Senão assim


Como é que a minha vida podia ser senão assim? Assim como sou eu sou feliz no meu mundo miúdo, pequeno como o teu olhar, de meigo azul, imenso como o mundo visto de longe. Olha. Giro em volta de ti até ao fim dos dias, assim, quando os meus olhos se fecham e o meu coração se abre. Com medo de adormecer.

Lugar


Passeio por um lugar que conheci antes de visitar. Encanto de uma paisagem que as imagens não retratam. Paraíso de um lugar onde as letras deixam de o ser. É um corpo. Bordado. Decorado. Para eu estar. Andar despido. Num coração, com mar.

1994