7 de setembro de 2008

Sopeirismo avermelhado

O tempo está mauzito para a praia e assim, recomendo-vos uma incursão nos blogs da esquerda chique. Comecem pelo 5 Dias e sigam os links, porque se torna hilariante: Obama, Avante, velhas relíquias baladeiras, argumentos esfarrapados desculpabilizando os crimes de Estaline e do comunismo, enfim, o costume. Este sopeirismo avermelhado e bem alimentado por décadas de repasto saído dos tachos organizados pela cozinha de serviço aos comensais do sistema, continua com as mesmas manias herdadas dos antigos métodos prosseguidos pelos heróicos predecessores: lavagem ao cérebro, diabolização do outro, branqueamento da figura deste ou daquele escroque, obsessivo reescrever da história, omnipresente moral - já reparam que muitos tiveram uma pesada educação religiosa? - e a frenética actividade tendente a consolidar o círculo de influências. Fazem-me sempre lembrar aqueles competentes generais que organizavam a sua frente em profundidade: primeiro, os campos de minas, seguindo-se a infantaria entrincheirada, os canhões anti-tanque e na derradeira posição, as unidades móveis para a contra-ofensiva. É claro que não convém esquecer a artilharia pesada, bem situada muito por detrás do dispositivo, pois esta é vital para o constante martelar do incauto adversário. É esta artilharia pesada que está todos os dias na televisão e jornais, bem industriada pelos serviços de informação cativa dos amigos alapardados nas empresas públicas, fundações, ministérios, museus e porque não (?), em rendosos lugares do sector da economia e finança. É esta a esquerda que temos. Despótica, arrogante, monopolista, egoísta, falcatrueira e materialista no pior sentido que a palavra consumismo encerra. Com esquerda assim, nem vale a pena existir direita, pois trata-se de uma férrea oligarquia, onde a nulidade é amplamente colmatada pela comunhão de interesses, cumplicidade e profundo desprezo pelo outro. Que coisa!

Nuno Castelo Branco in Estado Sentido