1 de outubro de 2008

Por um "capitalismo" e por um empreendorismo com ética

O proteccionismo, o estatismo e o colectivismo acabam, sempre, por empobrecer, fechar horizontes, levar à substituição da manteiga pelos canhões e artificializar monopolistas. Tudo o que se opõe ao capitalismo acaba por escravizar e imobilizar. No fundo, o que os inimigos do capitalismo pretendem - à esquerda como à direita - é restaurar uma sociedade de serviçais do Estado, quando não uma sociedade de ordens. Ora, estas sociedades fechadas e privadas de competição, ao invés de desenvolverem a justiça, acabam por colectivizar a pobreza. Esta não é a crise do capitalismo. É a crise de uma distorção do capitalismo, como é o fim da ilusão que o mundo é uma aldeia. O mundo não é uma aldeia, a liberdade económica das nações e dos povos estriba-se na segurança garantida por regras que evitem o desinvestimento, as "relocalizações" e a especulação. Foi essa atenção ao balanceamento entre o interesse colectivo e as justas aspirações individuais que fez a riqueza do Ocidente. A ele temos, pois, de voltar: voltar à produção, à empresa, ao trabalho e ao lucro.


In Combustões