28 de novembro de 2008

26 de novembro de 2008

Não basta entregar a "declaração de interesses" no Tribunal Constitucional é necessário entregar a declaração de "desinteresses" no tribunal popular

Podem ser patrocinadores honestos, honestos de antes-de-ontem, desonestos, o que é necessário é o povo saber, durante as campanhas, quem ajuda financeiramente a "eleger" os presidentes da República para assim se perceber a composição da "carta" do sr. presidente. Não é uma causa de presidência. Está em causa a essência do Regime.

25 de novembro de 2008

Não há estômago que aguente...

Comprar um jornal é absorver o oportunismo, o ressabiamento, o facciosismo. Basta ler os títulos. Que "rigor"! A "notícia" que devia possuir "isenção" transformou-se em crónica parcial a cheirar a pagamento à vista. É tempo de se procurar as "novas" na literatura. A tinta que corre nos jornais já provoca esgares.

Poesia sem hipocrisia


Que mão é essa, que enfreando os mares
De mar circunda a agigantada terra?
Quem é que accende luminosos globos?
Rutilos astros?

Tu, que ao homem, a quem déste o genio,
Verteste a essencia do Teu Ser mais puro,
Perdôa ao vate que tentou sagrar-Te
Canticos d'alma

Atheus descrentes, que dizeis acaso
As maravilhas que a Razão deslumbram...
Vêde este quadro! Não sentis no peito
Jubilos santos?

Negai, agora, se podeis ainda,
A Omnipotencia da grandeza etherea...
Que existe um DEUS – hão de attestal-o eternos
Lucidos mundos!



António Pinheiro Caldas
"Gloria a Deus"; Maio de 1864. Poesias (2ª edição)

24 de novembro de 2008

...corre-lhes nas veias


A "Democracia" corre-lhes nas veias! Não há um político, um só, que não seja apologista da "via democrática". Palavra tão linda e tão vã, tão à mercê da blasfémia. Se são eles – os políticos – que articulam a democracia e se a Democracia não funciona então o mal está neles... ou na Democracia. Há que limpar ou jorrar as veias destes homens e deste regime, porque a continuar como parece que vai continuar vamos ser só nós a verter para a cabidela.

23 de novembro de 2008

esquerda-direita, ....er



Fala-se na crise dos partidos à direita. Quais? Fala-se na crise da ideologia dos partidos à direita. O Liberalismo? A maior parte das peças jornaleiras que leio são abjectas, faciosas e provocadoras para o juízo imparcial. Toda a colagem retrospectiva, ideacional, com a "direita" tem o travo da evocação Salazarista, os anos perdidos, o conservadorismo (existe algo mais conservador que o comunismo?), o fascismo. Já cansa o argumento mas o facto é que a "esquerda" insiste e vive da enxaqueca da "direita" que nunca o foi. Se há constatação plausível é um pleno de omissão ideológica em todos os partidos em prol das diversas demagogias. A maior evidência está nos partidos que não se dizem extremistas, PS, PSD, CDS, mas mesmo nos outros a "ideologia", da cartilha ao líder, é uma vulgar isca panada. Política com partidos, mal paridos, como os que temos não fazem falta. A verdade é que "eles" são todos iguais! Eles, os partidos...Urge uma militância cívica que saiba ler e perceber os valores que nos tolheram e que precisamos erguer e construir. Um povo que não se deixe iludir pelo ilusionismo do "marketing político", que tenha a liberdade para optar sem medo de perder o emprego ou o "tacho". Se a direita que gostavam de fazer renascer for como esta direita-esquerda então ela bem pode ir a enterrar porque basta a existente esquerda-direita. Aliás o Socialismo é hoje uma gorda hermafrodita que toma a aparência que quer.

22 de novembro de 2008

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Tempo de promessas


Vivemos um tempo de promessas. Em qualquer recanto o político-profeta, sem escrúpulos, que navega ao sabor das contingências, promete o futuro dos outros em prol do seu próprio, da sua seita, do seu grupo. Ao prometer-se o futuro esmagou-se o presente, comprometeu-se um futuro, calou-se o passado. Criou-se o crime de opinião, do pensamento autónomo-criativo. Pior, criou-se a vontade de não lutar! Para quê? A felicidade que nos prometem, em bandeja, já traz a liberdade, a igualdade material e a fraternidade.

Pormenores....


Num seu recente artigo o cronista Vasco Pulido Valente tece uma fórmula para resumir a razão da "gafe" da sra. Manuela Ferreira Leite  a propósito de um "período de 6 meses de ditadura" (vi as declarações da presidente do PSD e não fiquei com outra dilação para lá da ironia). Para Vasco Pulido Valente o artifício proposto por Manuela Ferreira leite é uma "ideia" velha que "vem da velha Monarquia Constitucional". Porque não foi o, naturalmente irónico, Vasco Pulido Valente mais longe? Ou mais perto? Porque não conotar a "ideia" com a República, esta, ou a Romana, podre de velha?

16 de novembro de 2008

Tudo a eito


Um dos graves sentimentos que os regimes socialistas/comunistas têm passado, ao longo dos anos, é a noção da diluição das "diferenças" entre cidadãos, confinadas no âmbito das "lutas de classes". Se não for por magia será por força decretada. Todos devemos ser iguais! Esta linha de pensamento básico não faria mal ao mundo não fosse ela ser o anáthema dos ditos regimes que a praticaram. Uma outra visão, mais precisa, e que eu intransigentemente defendo, é estarmos em igualdade ante a lei – a que devemos estar todos linearmente sujeitos. Esta visão objectiva do homem perante uma lei comum, para todos, é a forma mais interessante de se perceber o que move alguns homens a desejarem a "natureza comum" para todos, quiçá, inspirados na origem comum que advém dos progenitores "Adão e Eva"! Curiosamente, esse desejo de acabar com as diferenças de origem, esbarram sempre nas diferenças do homem! Ideia incongruente quando os mesmos que querem abolir as diferenças sociais procuram, ao mesmo tempo, distinguir e particularizar as minorias pelo direito às suas diferenças. Sendo que aqui as diferenças já se tornam um direito. É pois por aí que eu não consigo imaginar uma sociedade homogénea, indistinguível. Uma sociedade onde todos de fraque, ou fato-macaco e com o mesmo chip mental pudéssemos vir a ter algo de distinto a partilhar. 

O problema a que temos assistido sobre a reforma da Educação, em particular a oposição dos professores às mudanças do sistema de avaliação, não é mais do que uma reacção ao fenómeno de tentativa de regularização do ensino, rumo aos novos valores das esquerdas modernas. Impor regras gerais para todos e esquecer que uma sala de aulas é um espaço de pessoas com diferentes realidades é um erro ignóbil cuja principal vítima será o aluno, futuro cidadão. A "natureza comum" – a "ideia-comum" –, que pretendem que venhamos a ter, não pode ser feita à custa de passagens administrativas e imposições de presença nas salas de aula. Os professores estão agora a sentir o peso da lei que, para além de decretar o ensino para todos, lhes impõem rácios e metas, políticas, mesmo que estas sejam o adverso do que devia ser o objectivo do consagrado ensino: formar, educar, construir, partilhar, criar o sentimento do mérito e o valor da responsabilidade. A Escola substituir-se aos alunos e dizer – menino, agora vais até a faculdade! é algo que repugna a ideia de personalidade e de "liberdade", apregoada.

Portugal continua a progredir, dizem, é da nossa natureza. Enquanto o "mérito" não vingar e a sociedade não se erguer dos complexos, os "partidos", as "cunhas" e os "doutores" farão o resto. Do resto que nos resta...

14 de novembro de 2008

Uma vaga


Novembro começou com uma "vaga" de protestos. Dos sindicatos, dos professores, agora dos alunos. Virão os pais. os pais dos pais, os avós. Todos contestam o mesmo? Todos se exprimem da mesma maneira? Uns atiram ovos, outros preferem cartazes. Alguns, palavras. Uns preferem entrar na escola e dar porrada. Outros chamam palavrões e colocam on-line. Não se pode falar de falta de oportunidades para o povo se possa exprimir e dar vazão a uma vaga. Por estes dias, por vias da Educação, o português mostra a cada passo a forma como gosta de se exprimir, digamos, o que de melhor apreendeu nesta lição dos últimos 34 anos de formação.....

11 de novembro de 2008

A Arte a votos

O problema é concerteza meu mas não consigo perceber a utilidade de se elegerem as "sete maravilhas" do que quer que seja. Em Portugal a moda é recorrente. O Ministério da Cultura "apoia" formalmente a eleição da nossa história da diáspora. Os "portugueses" vão poder "eleger" via mail ou SMS os nossos sete melhores monumentos espalhados pelo mundo. Graças a Deus não nos ficamos por obras posteriores ao 25 de Abril de 74. Ia ser renhido tão parca a produção. Contudo "promover" a história deste modo pode ser a negação da própria História pois a visão isolada e desintegrada de um qualquer objecto artístico, somente pela sua forma material, leva a uma subjectividade incipiente, superficial. Vão dizer que tudo não passa de um concurso, mal grado a ignomínia de se nivelar o artefacto artístico pela quantidade do voto popular (disponível a alinhar nesta brincadeira). Pois. O que o país precisa é de concursos. Vêm aí mais dois. Para se elegerem os melhores das autarquias e os melhores para o país....

10 de novembro de 2008

Estamos cheios deles


Segundo nos é dado a ver, a todos, a República Portuguesa deve ter a maior percentagem de "antifascistas" e "resistentes antifascistas" do mundo. Nos media exaltam as biografias, de 3 linhas, destes personagens que nunca dão o salto para o próximo parágrafo, de um qualquer outro tema e para quem a "história de Portugal" se resume a 3 décadas e tal. Presumo que até deva existir uma "associação" com quotas mas sem partilhas de consciência. São personagens-piolhos que se atiram à cabeça e ao âmago em busca de fotos de grupo e inscrições nos manuais oficiais do regime. É caso para dizer: estamos cheios deles!

7 de novembro de 2008

A guilhotina

Com Obama ou sem Obama, os profetas da virtude exaltam o ar da "democracia" que parece, dizem, emanar por estes ventos da liberdade e igualdade social a que chegamos. Com "Obamas" ou sem "Obamas", os profetas indicam-nos o caminho da -pública, a grande casa branco-suja da nossa admiração. Pena sermos todos iguais mas nos quedarmos a viver numa fila, imensa fila, lentamente, cujo fim à vista é o estrado da guilhotina – essa da "liberdade, igualdade, fraternidade" – que nos espera com o nosso voto preenchido na mão, pronta para nos "libertar" das injustiças do mundo. 

Quem escreve assim tem de ser lido.

Nos EUA, como em Portugal, a presidência está cativa desde o primeiro dia. O presidente é um homem de facção, de partido, amigo de muitos lóbis e inimigo de muitos outros lóbis. Ignorá-lo é, permita-se-me a rudeza, um clamoroso atestado de ignorância política. O verdadeiro sino da Liberdade, aquele que soa em defesa do bem-comum, aquele que concita a unidade em momentos de perigo e que conclama à grandeza dos vencedores face aos vencidos, que perdoa e aplica a justiça, que não olha à riqueza e à pobreza, que representa o passado, o presente o futuro, não se funda em ideologia alguma e não é contra nada nem ninguém, mas por todos, é a monarquia. Sabemos quanto perdemos como comunidade de destino ao vermos partir o Rei, substituído por homens de mil e um artifícios, oprimidos por constrangimentos, incapazes de discernirem o interesse colectivo. Enquanto não compreendermos a tragédia da república, seremos sempre escravos e mandaretes de lóbis.


5 de novembro de 2008

Obamarada


Estou um pouco aliviado por toda esta roda-viva em torno das eleições americanas ter chegado ao fim. Como já li, em vários sítios, ganhou um afro-americano, negro, que por causa disso, vai fazer toda a diferença. Também já li, que foram as vastas minorias, entre as quais a "gay", que fizeram a diferença – no voto. Li sobre isto em sítios Portugueses, altamente bem informados e bem escalonados por insuspeitos cronistas, bem pensantes. Espero que lá para sexta, desta ou da outra semana, já possa ler mais qualquer coisa objectiva ou séria na nossa imprensa. Por cá, para além desta Obamarada externa, continua quase tudo na mesma. Porque por cá não mudam os homens. Mudam as crises. As más parece que estão a ser benvindas, pois umas tapam as outras! É como o fogo. Às vezes combate-se as chamas com uma chama maior. Mas não é de bombeiros que os nossos governantes precisam. O que os nossos governantes querem é "Obamas" para anestesiar os buracos mentais que eles provocam nos nossos encéfalos.