11 de novembro de 2008

A Arte a votos

O problema é concerteza meu mas não consigo perceber a utilidade de se elegerem as "sete maravilhas" do que quer que seja. Em Portugal a moda é recorrente. O Ministério da Cultura "apoia" formalmente a eleição da nossa história da diáspora. Os "portugueses" vão poder "eleger" via mail ou SMS os nossos sete melhores monumentos espalhados pelo mundo. Graças a Deus não nos ficamos por obras posteriores ao 25 de Abril de 74. Ia ser renhido tão parca a produção. Contudo "promover" a história deste modo pode ser a negação da própria História pois a visão isolada e desintegrada de um qualquer objecto artístico, somente pela sua forma material, leva a uma subjectividade incipiente, superficial. Vão dizer que tudo não passa de um concurso, mal grado a ignomínia de se nivelar o artefacto artístico pela quantidade do voto popular (disponível a alinhar nesta brincadeira). Pois. O que o país precisa é de concursos. Vêm aí mais dois. Para se elegerem os melhores das autarquias e os melhores para o país....