19 de dezembro de 2008

O plutocrata de merda


O Natal que se vê não é o Natal. É um outro natal que nos querem oferecer à força. Vá lá, este natal ainda se ouve falar mal do materialismo, do excesso de prendas, do capitalismo, mas tudo a reboque da crise. Fossem outros os motivos. O "Pai Natal", esse, está em grande. Esse grande porco, luxurio e seboso, pró-pedófilo, que quer substituir-se nos valores desta quadra paira por todo o lado. Todos enfiam o barrete, desse ícone da Coca-cola! Faz parte da imaginação das crianças!! Dizem. Qual criança? A ociosa que há em nós? Depois a culpa é do comércio! É? No Porto desfilaram 12000 "pais natais" para o Guinness! Quais são os valores que este personagem-fetiche porta? Qual o alcance psicológico que provoca nos mais novos, sabendo-se que a educação começa, logo aí, na tenra idade? Eu sei. Tudo pelo inverso do Natal de inspiração católica. Não somos uma República laica (qual cadela)? Os valores do altruísmo, da inspiração familiar, do ascético e místico, do desprendimento, foram substituídos pelos embrulhos e pela felicidade fugaz e empacotada. Querem celebrar o "pai natal"? Celebrem, mas escolham outro dia, lá para Agosto, pode ser que ele apareça mais magro, com uns liftings e a barba feita. Plutocrata de merda...