30 de dezembro de 2009

Um "problema"


Por estes dias, abundam copiosas peças sobre o problema da natalidade. Um ou outro texto focam-no de facto; na maioria das opiniões a questão da "natalidade" surge pela sustentabilidade futura da segurança social, vulgo: futuros pagantes de impostos! Aqui e ali vai-se escrevendo a palavra "família". De onde ouço falar muito da "família" é das hostes do fisco: ajudas para cá, ajudas para lá – incentivos, subsídios de 100 euros por cada feto não abortado. A forma como a "família" é abordada neste socialismo é preocupante. Falo do socialismo-néon-ADSL que procura impingir e potenciar uma modernidade [a todos os (des)níveis] social composta por "ocasionais", por "unidos", por "ajuntados", por "casamentos"-Gay, pelos "micro" e "móno" parentais. O adjectivo "família tradicional", ou lá o que isso for, não-fractura/não-factura. Este Socialismo que vejo cada vez com mais adeptos é uma miragem para a solução da sustentabilidade da segurança social, por várias razões. Uma miragem onde cada um dos adeptos vai procurar regalar-se com os proveitos dos filhos dos outros e principalmente à custa da ambição dos que se tornam "ricos" cujos filhos são sempre para estes adeptos: os filhos da pu... .
O "problema" da natalidade começa na educação. Primeiro no berço – em "casa", depois na escola. Continua na opção responsabilidade-sim, responsabilidade-não, aborto-sim, aborto-não, continua na formação moral do indivíduo, na experimentação familiar e social, continua no exemplo legislativo que a governação dá ou orienta, continua pelo pendor do regime, na confrontação de valores, na resistência afectiva que cada indivíduo tem face aos obstáculos das ingerências sociais, materiais e até espirituais e continua até nos depararmos com o primeiro filho. Até nos depararmos como mais um núcleo da Família que agora somos, tão eminentes como aqueles que nos precederam. Depois os "problemas" continuam; a ser outros e a ser os mesmos.
O "problema" da natalidade de que se fala por estes dias não tem nada a ver com o que eu escrevi no parágrafo anterior. Tem a ver com a falta de pessoas-contribuintes. Tenham elas "famílias" ou não. Tenham elas desejos, ou não. O "problema" é que este socialismo é uma máquina de triturar valores, ansejos e ambições, de passar tudo no passe vite e oferecer-nos como ementa uma receita que dá mais vómitos do que forças para laborar. Uma política de tasco que nos cobram como artigo de luxo...

28 de dezembro de 2009

Longitude


Em antítese aos meus argumentos publicados no post anterior – a facilidade com se esboroa a história em patéticas teorias de conveniência e conivência política –, eu tenho descoberto nos artigos do investigador Miguel Castelo Branco uma harmonia e correcção de argumentos que são exemplares. Falo das experiências vividas em África e na Ásia pelo investigador, experiências, diria, de alma. Profundas, sem procura de expiação ou complexos. Para quem não sabe o Miguel Castelo Branco é um português natural de Moçambique. Nas suas viagens e vivências estará o segredo para o seu estado sincero e de boa consciência no que escreve – e ensina. A minha tese é corroborada pela semelhança endógena que deparo no comportamento moral e intelectual com o seu irmão Nuno Castelo Branco, também autor no blogge "Estado Sentido".
Para aqueles que retêm na sua memória apenas o que lhes fica em cima da pele ou dou um exemplo do que é viver com aquilo que fica impregnado no âmago:

" (...) Há dias encontrei uma velha professora universitária nos arquivos nacionais. Eu estava na companhia de um americano que ali também faz investigação. A senhora, nos seus setenta anos, perguntou-me o que ali fazia. Naturalmente, estando ela sentada, não fiquei de pé nem me sentei na cadeira vazia que ela me indicara. Vergei as pernas e coloquei-me, como o fazem os thais, num nível inferior à cabeça da professora. O americano, esse ficou de pé, com as manápulas nos bolsos e a mascar pastilha-elástica. No fim, perguntou-me: "que raio de posição a tua, até parece que lhe deves alguma coisa". A típica atitude do ocidental, que olha para os professores como pessoas que não possuem predicados para fazer dinheiro; logo refugiam-so no ensino. São dois mundos."

Miguel Castelo Branco, in Combustões

Os pais da "culpa"


O ano ainda não findou e os jornais e revistas já fazem a crónica do ano findo. O suplemento "Ipsilon" do jornal Público entrevista uma "escritora" que publicou um dos "livros do ano"! Trata-se de uma vitima do "colonialismo" que agora conta toda a verdade sobre os hipócritas das colónias, esses portugueses que foram para o ultra-mar desprezar os pretos e expor os seus complexos. O livrinho chama-se "Caderno de Memórias Coloniais". Não o vou ler. Basta-me a entrevista tão inócua quanto esclarecedora. Sobre a autora, que se diz filha de um "electricista" que ia às "casas dos senhores da alta" fazer as instalações, não posso tecer comentários pois não a conheço, sobre o tema acho que está muito actual. O tema gira à volta do pai da autora, da sua vida familiar. O que a autora propõe é a generalização da sua "paternidade" e experiência. Porque sim ou porque: "Eu não suportava ouvi-lo dizer coisas como "os pretos são uns cães"; "[no livro, Isabela Figueirado chama a Lourenço Marques um campo de concentração com cheiro a caril]"; "A minha mãe tinha muito medo que eu fosse brincar com meninos pretos, porque sabia que eu não fazia a distinção"...
A revisitação está na ordem do dia e o regime e os bandalhos que programaram a descolonização necessitam pontualmente destas "prendas" – quanto mais exacerbadas melhor – para fortificar o ego revolucionário e inquisidor ante o inimigo fascista que ainda "habita" em muitos portugueses e não "compreende" porque a descolonização se fez como fez; e para quem se fez.

23 de dezembro de 2009

Escrito numa oferta neste Natal


Querida filha Joana
Não me chames pai natal, chama-me pai.
Deves estar surpreendida com esta oferta, nesta altura. Não percebo a razão de se dar prendas no Natal. O Natal devia ser a única prenda que se devia dar e aceitar mas para isso deviamos ter a Fé – desse amor. Um amor que desde cedo eu senti a falar em orações enquanto olhava o presépio onde dormia um menino muito mais desprotegido do que eu. O mesmo menino que agora me protege.
Aceita esta oferta não como uma prenda mas como um prémio bem merecido. Afinal, não são todos os pais que se podem orgulhar de ter uma filha que faz com que muito do amor do Natal seja uma presença, todos os dias.


Maria

O Natal representa, não uma epifania circunstancial de alívio da má consciência, mas a consciência de Isabel denotada na Palavra: presença permanente e jubilatória do Espírito Santo na Fé consagrada de Maria, Mãe de Deus.


João Gonçalves, in Portugal dos Pequeninos

14 de dezembro de 2009

OBSERVAÇÕES CRÍTICAS A RESPEITO DE UMA HISTÓRIA LITERÁRIA DO PORTO - I parte

Começamos hoje, ainda que pontualmente, uma colaboração neste blogge de Júlio Amorim de Carvalho.
O texto que se segue é a primeira parte de um artigo sobre uma recente obra editada que se reporta à "história literária do Porto".

Artigo de:
Júlio Amorim de Carvalho


Ao visitarmos, há dias, a loja de um alfarrabista, no Porto, deparou-se-nos uma obra recentemente editada, volume de boa qualidade gráfica, com título que desperta, sem dúvida, interesse. Era a História literária do Porto através das suas publicações periódicas. Autor : Alfredo Ribeiro dos Santos. Ao consultarmos o vistoso livro, fomo-nos detendo ora num ou noutro nome de personalidade portuense ou relacionada, em dado momento, com o Porto – personalidade que tivéssemos conhecido ou que conhecêssemos pessoalmente (como Álvaro Ribeiro, Carlos Bastos – cujo espólio se conserva, em parte, na Casa Amorim de Carvalho –, José Marinho, Pedro Veiga, Fidelino de Figueiredo, Pinharanda Gomes, António José de Brito, o nosso primo Nadir Afonso…); ora em nomes que mais directamente interessassem à Casa Amorim de Carvalho, que administramos. Com efeito, entre estes, encontrámos referências a António Pinheiro Caldas e a Amorim de Carvalho, bisneto do poeta oitocentista. E ao lermos, com mais atenção, os comentários tecidos a respeito ou à volta dos dois últimos nomes de intelectuais portuenses acima citados, logo nos apercebêmos que muitas das afirmações feitas ou das considerações formuladas por R. dos Santos, não têm fundamento, ou estão incorrectas, ou acabam por se resolver, algumas delas, em deploráveis insinuações de origem claramente sectária.
*
Logo no resumo biográfico relativo a Pinheiro Caldas, incorrectamente ou muito insuficientemente escreveu R. dos Santos que ele fôra «poeta de temas amorosos». E por aí se ficou o autor da História literária... Que não, que «de temas amorosos» pouco foi poeta Pinheiro Caldas, podemos afirmá-lo – sendo muito outras as características dominantes ou outros os aspectos de maior interesse da sua criação poética. Na recolha que fez para a 2.a ed. das Poesias (1864), apenas 22 composições em 84 são de temática amorosa ; e se considerássemos as belas poesias não incluídas neste livro, a importância do tema amoroso se amesquinharia numèricamente, com certeza, ainda mais, em relação às outras temáticas, adquirindo talvez certa preeminência, do ponto de vista qualitativo, as de carácter político e social. Helena Carvalhão Buesco (no artigo O Bardo in «Biblos. Enciclopédia Verbo das literaturas de língua portuguesa») perspectivou aspectos relevantes da temática expressa nesta revista, citando Pinheiro Caldas, e frisando (paralelamente às «contemplações e lamentações da expressividade romântica», não amorosa neste poeta) a existência, na poesia de Caldas, dos «temas sociais, normalmente associados à presença de personagens-tipo», considerando que o poeta ensaia (com outros, naquela revista) «a passagem a um lirismo mais aberto a um certo pendor conceptualizante, cujo expoente será, mais tarde (e a um nível incomparável), Antero de Quental». Também chama a atenção aquela dicionarista, para o facto de, em Pinheiro Caldas, se encontrar uma «reflexão poética sobre as características e os conflitos da própria poesia».
Como se sabe, ou se devia saber, foi Pinheiro Caldas que teve a ideia de publicar a célebre revista O Bardo; foi ele quem lhe deu o título e que propôs a sua publicação a Francisco Xavier de Novais e a dirigiu, com este poeta, durante o primeiro ano da sua existência.
Do ponto de vista estritamente formal, deve-se insistir no seguinte : era Pinheiro Caldas notável versificador, a nosso ver um dos ritmistas mais subtis do romantismo português. Nós demos no livro Dois escritores portuenses. O poeta António Pinheiro Caldas e Amorim de Carvalho (Casa Amorim de Carvalho, Prometeu, Porto, 2000) a interpretação de certos aspectos da bela rítmica de Caldas. Não podendo ser considerado grande poeta no vasto contexto da literatura de expressão portuguesa – é inegável ter ele marcado poderosamente o ambiente ultra-romântico em Portugal. Será, pois, de lamentar que o autor da História literária..., no resumo biográfico referente ao ilustre poeta ultra-romântico, se limitasse a uma redacção demasiadamente restrita, descuidada e inexpressiva.
*
Queremos agora corrigir ou precisar algumas afirmações feitas por R. dos Santos e responder a insinuações que ele avança, na referida obra da sua autoria, relativas a Amorim de Carvalho ou que, directa ou indirectamente, lhe dizem respeito.
Comecemos pelo mais impressionante : o assalto à revista Portucale, perpetrado (em 1946) por uma tríade de malfeitores constituída por Veiga Pires-João Pina de Morais- -Sebastião Pestana, com a consequente exclusão de Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga da direcção desse periódico e a usurpação da propriedade literária daquela publicação, – do que resultou (para que pudesse continuar o espírito da Portucale) a fundação, por Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga, mas, de facto, por Amorim de Carvalho apenas, da célebre revista Prometeu de que este intelectual foi o mentor. Ora, a respeito destes acontecimentos, adopta R. dos Santos, no seu livro, uma atitude de caracterizada má fé, procurando valorizar declarações tardias (de 1955), feitas numa nota, que se refere a esses acontecimentos, escrita por um certo Joaquim Moreira, – declarações que não vêm ao caso, pois nada provam contra os pontos de acusação que foram claramente expostos por Amorim de Carvalho : a) no texto de apresentação de Prometeu, b) no artigo que abre o 2.° fascículo da mesma revista, c) numa 1.a nota relativa à usurpação da propriedade literária da Portucale pela tipografia conluiada com a tríade celerada Pires-Morais-Pestana, d) em 2.a nota referente a declarações mentirosas (já em 1947 !) do Moreira – estas duas notas também publicadas no 2.° fascículo de Prometeu. As acusações formuladas por Amorim de Carvalho dirigem-se fundamentalmente à tríade Veiga Pires-João Pina de Morais-Sebastião Pestana. Se estas acusações não receberam nunca refutação dos principais interessados (nem, repita-se, nas asseverações tardias, em 1955, do Moreira), – que diabo vêm fazer as transcrições, desta nota do Moreira, no livro de R. dos Santos? A improbidade de R. dos Santos patenteia-se no facto de ele não transcrever nenhum texto de Amorim de Carvalho referente ao assalto à Portucale, e ir impingindo, ao leitor desprevenido, passagens das elucubrações do Moreira de mistura com comentários dele, R. dos Santos (estabelecendo confusão em tudo: por exemplo, colocando o Pestana ao lado de Amorim de Carvalho e de Kol d’Alvarenga, quando aquele fazia parte da tríade que excluíu estes dois da direcção da Portucale; e referindo-se a problemas havidos, posteriormente a 1951, na 3.a série da Portucale usurpada, quando os acontecimentos a que nos referimos se passaram em 1946 !) – toda esta mistela com o fim de deixar no espírito do leitor desprevenido, ingénuo, ignorante ou preguiçoso que não consulte as fontes de informação fidedignas que se encontram na Prometeu, – com o fim (dizíamos) de deixar no espírito do leitor a opinião falsa que o autor do livro aqui criticado quer que esse leitor perfilhe : a não responsabilidade dos biltres Veiga Pires e Pina de Morais no que foi, na realidade, o imoral assalto à revista Portucale por eles perpetrado de conluio com o Sebastião Pestana.
Insistiremos num ponto já por nós evocado rapidamente. A tortuosidade de R. dos Santos fica bem manifesta quando ele escreve, mentirosamente, com a maior desfaçatez, que o conflito na Portucale opôs «Amorim de Carvalho, Kol d’Alvarenga e Sebastião Pestana, de um lado, e Veiga Pires e Pina de Morais, do outro». Afirmação desavergonhada, esta, como já dissemos ; porque o conflito estabeleceu-se entre, de um lado, Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga (embora, dada a forte personalidade de Amorim, fosse este considerado pelo gang Pires-Morais-Pestana o homem a abater, mais do que Alvarenga), e, do outro lado, a tríade formada por Pires, Morais e Pestana que assinaram as cartas, publicadas em fac-simile na Prometeu, excluindo indecorosamente Amorim de Carvalho e Alvarenga da direcção da Portucale. Que o assaltante Pestana fosse, posteriormente, posto fora da Portucale pela dupla Pires-Morais, – isso já é outra história : são os habituais ajustes de contas entre homens de bandos, que resultam, em geral, na liquidação dos mais débeis (que não são forçosamente os menos desonestos) pelos mais empedernidos. Digamos desde já (a título de curiosidade, e conforme as repetidas afirmações verbais, a nós feitas, por Amorim de Carvalho) que o ilustre pensador ficara com a íntima convicção (por informações que lhe tinham sido fornecidas), que o assalto à Portucale fôra perpetrado no seguimento de um «mot d’ordre da maçonaria».
Não será nunca demais lembrar que os dois estupendos textos de Amorim de Carvalho, explicando como se processou o assalto à Portucale, e as 1.a e 2.a notas (esta, respondendo a devaneios e a mentiras – já em 1947 ! – do pobre Moreira), a que nos referímos atrás, ficaram sem resposta até à data de hoje, isto é, durante mais de 62 anos. Nem podiam nem poderão ter refutação convincente. O Moreira, cuja colaboração na Portucale «nunca passou de notas e comentários dum simples redactor», «foi sempre um sonhador» (Amorim de Carvalho, 2.a nota citada). «Era preciso » (escrevia ainda Amorim – na mesma 2.a nota de 1947 em resposta à nota mentirosa do Moreira surgida, neste mesmo ano, na Portucale usurpada –, sem saber o ilustre escritor que estava também respondendo antecipadamente às insinuações descabidas e desonestas do Moreira na sua nota de 1955 e às de R. dos Santos na sua obra de 2009), – «Era preciso atirar a público com um «nome» da antiga PORTUCALE, que a tal se prestasse, para se apagar o mau efeito do esbulho [praticado pela tríade de malfeitores : Veiga Pires-Pina de Morais-Sebastião Pestana] ; à falta de um escritor ou intelectual representativo da PORTUCALE, arranjou-se o sr. Moreira, que foi, na verdade, redactor, mas não foi senão como isso que deixou rasto na Revista – um rasto cada vez mais desvanecido, já no tempo de Cláudio Basto» e sob cuja direcção [antes, portanto, dos acontecimentos que aqui evocamos] o Moreira acabou por abandonar a revista. Que vêm fazer, então, agora, em 2009, as insinuações de R. dos Santos, citando, na sua História literária do Porto..., «à falta de um escritor ou intelectual representativo da PORTUCALE» (como escreveu Amorim), – citando (estávamos a dizer) o apagado e medíocre e já referido mentiroso Moreira que se auto-intitulava (na nota de 1955) «especialmente qualificado para avaliar [...] [das] responsabilidades e dignidades» dos intervenientes nos acontecimentos relativos ao imoral assalto à Portucale (este, sim, sobejamente demonstrado) levado a cabo pela referida tríade de malfeitores ? «Especialmente qualificado» ! Presunção e água benta...
Mas afinal, o que é que escreveu o medíocre e mentiroso Moreira na sua nota de 1955 citada por R. dos Santos? Será que o «Especialmente qualificado» vai cuidadosamente demonstrar a honestidade e a nobreza de carácter do Pires e do Morais? Nada disso! O «Especialmente qualificado» apenas pontifica que: nos referidos acontecimentos, «foi perfeitamente digna a posição» do Veiga Pires, Pina de Morais, Oliveira Júnior (este último era o gerente da tipografia que imprimia a Portucale, e que, informamos nós agora, conluiado com os dois precedentes malfeitores e o Pestana, usurpou a propriedade literária da Portucale). E mais não diz o «Especialmente qualificado»!

9 de dezembro de 2009

Eu também


Um dia, talvez, a justiça se erguerá triunfante sobre um povo caído na escravidão. Sebastianista, pois claro, ainda acredito que na 25ª hora um sobressalto de liberdade moverá os corações e inteligências adormecidos e restituirá aos portugueses a cidadania confiscada, abusada e ridicularizada por todos os pequenos e grandes lóbis que nos reduziram a caricaturas.

2 de dezembro de 2009

Muita Paz


O prémio Nobel da Paz, o homem mais apaziguador do mundo, entre 2008 e 2009 – presumo que em 2007 ainda estivesse no purgatório –, deu ordens para se enviarem mais 30 000 soldados para a guerra. Só falta ele dizer que é para a guerra santa!
No mesmo dia, Cohn-Bendit, amigo íntimo dos anarquistas e extremistas-esquerdistas, vocifera para que os "muçulmanos" retirem o seu dinheiro da Suíça!! Estilo vais-ver! Fica uma pergunta: será que todo o dinheiro é limpo e pode sair à vista de todos? Os bancos Portugueses poderão acolher esse dinheiro, caro Cohn-Bendit? É que nós cumprimos com todas as obrigações internacionais – apesar de não conseguirmos cumprir com as obrigações nacionais...

30 de novembro de 2009

Imbecis


Os mesmos imbecis laicos que clamam a retirada dos crucifixos nos edifícios públicos (e privados) mostram-se "escandalizados" pelo referendo levado a cabo na Suíça contra o erguer de "minaretes" em novas mesquitas. Imbecis.

Isto está fora da nossa Alçada


De Master a Mestrado há algumas diferenças! Académicas e não só. Uma professora devia saber isso. Uma Universidade devia conferir isso. Uma ministra da "Educação" devia saber ainda mais. A confirmar-se esta história, mais uma, o sistema socialista parece atrair gente que ostenta mais do que é. Proibiram o uso de títulos e merçês na república e deu nisto... os burgueses e a ralé igualitarista sempre foram uns salivosos fascinados por se apropriarem do desejado "títulozinho"....

29 de novembro de 2009

Melo Antunes, abril, MFA e rememorações


Tudo o que eu queria (e gostaria) de dizer está aqui.

27 de novembro de 2009

Pela direita


(...)
A tese da luta de classes, tão famosa desde meados do século XIX, apresenta uma perspectiva inteiramente oposta à da tese psicológica Aqui o direitista é o mais racional de todos os agentes políticos. A sua oposição aos princípios revolucionários não tem ligação alguma a motivações ocultas ou inconscientes. Significa apenas que possui a nítida consciência da ameaça que estes representam para os seus interesses. Sendo a história da humanidade uma contínua sucessão de classes dominantes e dominadas, cada classe é revolucionária-esquerdista antes de alcançar o poder e conservadora- direitista depois de o conquistar. O esquerdismo e o direitismo não são, pois, ideologias ou aspirações com uma consistência fixa, mas atitudes a que recorrem as classes sociaisà medida das suas conveniências. Existe, no entanto, um elemento constante nas relações entre as direitas e esquerdas que se sucedem durante o processo histórico. As direitas procuram, em geral, na filosofia idealista a justificação para a continuidade do seu poder, enquanto as forças revolucionárias encontram inspiração nas doutrinas materialistas.

Entrando, finalmente, nesse espaço largo e de contornos indefinidos que é a direita, encontramos também um amplo leque de concepções sobre o que a define e o que a opõe às esquerdas. Cada uma concebe a seu modo a grande fractura ideológica, e é nestas diferentes concepções que encontramos a característica saliente de cada uma das famílias que habitam a direita.

A direita clássica, contra-revolucionária, sempre se apresentou como a restauradora do equilíbrio natural das sociedades, da forma de organização social ditada pelo jogo das forças que brotam expontâneamente em cada nação ao longo da história, vendo o seu contrário na defesa de formas de organização social inteiramente concebidas nas cabeças dos filósofos, fórmulas abstractas com a ambição de serem aplicadas a todas as nações em qualquer tempo ou lugar.

A direita conservadora vê-se como a depositária da prudência e do senso-comum nas relações sociais, a força que combina harmoniosamente as noções de ordem e progresso, que faz da manutenção dos valores do passado o ponto de partida para a aquisição de novas vantagens sociais, seguindo a lição de Edmund Burke, para quem o conceito de herança resumia um bom princípio de filosofia social: a herança é um património com que se começa a vida, podendo acrescentar-se com outros valores. Por isso o progresso deve ser cumulativo e não revolucionário.

A direita liberal tem os seus valores ligados à propriedade privada e à economia de mercado, devendo a sua instalação na casa comum da direita ao combate que trava contra o socialismo.

A direita esotérica, que goza de certo acolhimento fora da sua família política, vê no mundo moderno a degradação da arte de viver tradicional, a perda de uma sabedoria primordial e a emergência do “reino da quantidade” que vem substituir o antigo “reino da qualidade”. E encara-se como a guardiã dos segredos iniciáticos que devem ser transmitidos às gerações vindouras para elas restaurarem a sociedade hierárquica e sagrada.

É natural que se possa encontrar um traço de união entre todas estas formas de ser da direita, mas a variedade é uma das grandes riquezas desta família que não tem nem a pretensão nem a possibilidade de constituir uma frente comum reunindo liberais, conservadores, nacionalistas, fascistas, tradicionalistas e esoteristas.


Carlos Bobone in Alameda Digital, nº 8

24 de novembro de 2009

Poema para sempre

(...)

Ó justiça dos séculos, ó justiça da História,
inscreve-lhes os nomes no muro da ignomínia,
para que as gerações lhe cuspam na memória!

Fez-se a paz. Portugal
tem um punhal no flanco.
No céu a pomba preta vai pintada de branco.

Crespo, Cunhal, Vasco, Antunes, Soares,
Costa o Judas, Otelo, Rosa, Santos...
Os vendilhões da Pátria! E mais, e tantos!
Hidra de cem cabeças vis alvares!

Fiquem os nomes seus patibulares
no mura da ignomínia, sim! Espantos
dos espantos, mais sinistros de quantos
inda tinhas, História, pra contares!

Monstros num monstro só, porque eles são
os irmãos-siamezes da traição!
Mentirosos, venais, macabros, reles!

Atira-os, ó Desonra, prá buraca
onde a História tem a sua cloaca!
E, ó Nojo, vomita em cima deles!

Nomes de ignóbil tema,
aqui ficam pra sempre,
– porque pra sempre fica este poema!...

(...)

excerto da poesia "Comédia da Morte", Vid. Obra Poética Escolhida. Volume III. A Comédia da Morte e outros Poemas. Lisboa, 1979

20 de novembro de 2009

A grilheta



Nos cafés, na rua, à porta das escolas, nos blogges, nos (insuportáveis) jornais, na (ranhosa) televisão) todos comentam a actual "situação" do país. Há os que (só) dizem mal e há os que diagnósticam bem! A sociedade portuguesa tornou-se uma verdadeira faculdade nacional de analistas. Todos são escurreitos para os diagnósticos e todos se aperaltam por saber diagnosticar. Mas, não sabem. O que todos fazem é pensar uns como os outros, nesse vício de uniformismo que o estilo de "Abril" nos legou. Seguem o raciocínio mentalcopiado. É pena. Eu não ouço analistas! O que me interessava ouvir são os "agentes" que estão com a mão na massa. Ainda não ouvi um só político a falar sobre o cancro do sistema e da desresponsabilização que esta demo-cracia provoca. Um autarca a não aceitar dinheiro dos impostos da especulação imobiliária. Um Governador Civil a falar sobre o ridículo do cargo. Um assessor a recusar uma oferta de tacho. Um tesoureiro de um partido a expor toda a proveniência dos fundos que pagam as campanhas. Um ministro a assumir as culpas, que não passe pela demagogia da "demissão". Um director-geral a recusar um salário desmesurado por ter problemas morais. Um ministro a propor uma lei que obrigue a que todos os cargos públicos sejam afectos através de um exame público e pela melhor qualificação. O presidente – independente-imparcial(?) – desta república a assumir o brutal envolvimento partidário na sua candidatura e a publicar todos as origens financeiras da campanha. Um só presidente da república que reconheça a nossa história e peça desculpa a todos os portugueses e demais africanos pela surreal descolonização. A república portuguesa está podre e todos os que a defendem são os mesmos que a chupam em benefício. Não é Portugal. É a República – a grilheta – que precisa de rebentar. Para nos libertar.

19 de novembro de 2009

Cheio


Ontem à noite na RTPN um dispositivo jornalístico mostrava-se boquiaberto por na "rotunda do marquês de Pombal" não se encontrar ninguém a festejar a nossa passagem ao mundial senão um casal de aficionados!! Seguiu-se a entrevista. Um e outro dizem que vão para "ali" sempre que a "selecção" ganha. Estão desapontados. Apesar de berrarem e acenarem com duas bandeiras os carros não param. – "Vamos embora que isto está como nunca vi"! Diz a mulher. O jornalista permanece e fala. Fala com um sotaque e tiques próprios dos grandes futebólicointelectuais – como se a rotunda estivesse cheia desse impingido Portugal egrégio que agora marcha sem precisar dos avós. Mas está. Cheio de nada.

12 de novembro de 2009

Recado urgente para o PS e demais fracturantes


Com tanta pressa em aprovar o "casamento" entre indivíduos do mesmo sexo os fracturantes (facturantes) esqueceram-se das outras uniões passiveis e possíveis. Eles dizem que não se pode ver a coisa pelo "sexo" procriador mas pela procriação do "amor". Seja, mas não se esqueçam das uniões entre o homem e os seus melhores amigos, uniões poligâmicas a três e quatro e a cinco....

Digestão da política nacional - II

Explicado aqui

10 de novembro de 2009

Digestão da política nacional


Após o recente período eleitoral com duas eleições que se sobrepuseram pelos argumentos falidos, Portugal volta ao mesmo circuito intestino e jorra a mesma diarreia. Eu dou um exemplo; quando vou a um restaurante peço a ementa, outros pedem o prato do dia. Eu peço a lista de vinhos, uns pedem o vinho da casa outros mais rústicos uma jarrinha. Se a lista/menu não me satisfaz saio e procuro outro restaurante ou paro num café e peço algo mais simples. A minha escolha não é só a minha carteira é o que me pede o meu estômago, a forma como eu sinto a digressão digestiva. Com a escolha dos partidos é a mesma coisa. Ninguém se pode escusar na falta de alternativas nem na obrigação moral de votar. A abstinência é uma prova de força e de resistência. As últimas eleições trouxeram-nos a vantagem de já conhecermos os pratos, os seus cheiros, a sua cor, a sua composição, nalguns casos putrefacta. O povo ocorreu à mesa e encomendou. Mais umas semanas e esperaremos. Quando a digestão começar a fluir pelos órgãos essenciais e o sangue aflorar a inteligência veremos os resultados. Já estou a ver os comensais do estrume a largar arrotos de hálito pestilento, os comentaristas a abanar o nariz do mau cheiro analítico, os sindicatos a exigir mais papel higiénico, os deputados do barlavento a servirem a mesma desculpa e a dizer ao povo que a culpa não é dos cozinheiros – que o serviço até é bom – mas que o povo está exigente demais para o que paga! Como neste país não há Livro de Reclamações (foi gamado em 1910).... Sei que nem todos pediram o mesmo prato mas infelizmente somos obrigados a cheirar os peidos das maiorias. São maiorias "entranhas" – queixam-se, mas vão sempre comer do mesmo.

4 de novembro de 2009

Ateus, proibam os feriados religiosos e as festas de Natal nas escolas públicas

Ateus, proibam as visitas de estudos, das escolas públicas, aos museus

Ateus, proibam-no de festejar assim

Ateus, implodam-No.

cruzes canhoto


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos "pronunciou-se unanimemente" sobre uma queixa de uma mãe que exigiu que se retirassem os crucifixos das salas de aula, em Itália, porque isso iria influenciar a educação do seu filho, segundo a senhora. O dito tribunal deu-lhe razão. Não sei se este parecer tem carácter vinculativo a todos os países "europeus"! A Associação Ateísta Portuguesa aplaudiu e exige que o governo português "fiscalize" os "abusos que ainda persistem" e retire todos os crucifixos das escolas públicas, hospitais e edifícios públicos pois tal exposição viola a liberdade religiosa. Parei para pensar. A dita mãe não pediu para retirarem o crucifixo da sala de aula onde o seu filho estuda. Pediu para retirarem todos os crucifixos de todas as salas públicas do seu país e, suspeito, se a deixassem, de todas as salas de aulas de todo o mundo. O mote: a "liberdade" religiosa. Não me vou alongar sobre a minha noção de liberdade religiosa, nem sobre a ignorância intolerante, fico-me pelos símbolos deste país. Quantos símbolos esta república ostenta que não colhem simpatias? Quantos símbolos visuais ou imateriais esta república exibe sem colher consenso? Os símbolos republicanos não podem ferir, de igual modo, a liberdade ideológica de cada um? Quer esta Associação proibir determinados gestos visuais em locais públicos como, por exemplo, fechar as duas mãos ou abrir os braços? Quer a Associação Ateísta alterar a configuração geométrica do símbolo das Farmácias, alterar o recorte original das Ordens e Comendas Portuguesas que os nobres da república tanto gostam de almejar? Quer a Associação Ateísta também proibir o uso do nome Maria ou Jesus? Lá se ia o Benfica.

3 de novembro de 2009

O que me move


2 de Outubro, 1995*, um dia de sol radioso... Uma mãe com uma barriga maior que o mundo e o pai mais ansioso do planeta entravam no hospital! Estavas tão feliz, tu sabias meu pai, sabias que ali, naquele lugar ias viajar pelo infinito e encontrar-te de novo... sabias, que quando eu olhasse para ti pela primeira vez algo que um dia havias perdido tinha voltado com a mesma força, a mesma ternura... E então, tu poderias tocar, embalar e envolver nos teus braços o que de mais precioso e sagrado sempre existira em ti... Esse amor, meu pai, esse Amor tão imenso e sofrido, tinha enfim regressado...

Joana
para o pai no Dia do Pai, 2005


* dia de nascimento da Joana

2 de novembro de 2009

pára, escuta e olha


Nesta vaga de "escandaleiras" envolvendo figuras ligadas à política o presidente da câmara do Porto surge nas televisões a dizer: "Fui eu que denunciei o caso de corrupção na minha câmara"! Não sei o que ele quer obter com estas afirmações, afirmar-se sério ou afirmar-se mais sério que outros com as mesmas funções? Só falta querer um louvor por amar os filhos. Bem, entretanto, sabe-se que a empresa que denunciou a tentativa de suborno é uma empresa "da casa" a quem quase exclusivamente a câmara do Porto adjudica, há vários anos, empreitadas de gestão de tráfego (semáforos) e que só relatou os factos após ter ganho o "concurso", a que foi candidata, curiosamente, sem outros adversários. Por aqui me fico, por aqui me vou.

30 de outubro de 2009

Corre opção


As notícias enfocam um "novo" caso de compadrio que envolve "figuras" on ou off da política. Estas notícias ganham ânimo na boca dos apresentadores, comentadores, jornalistas e bloggers. Tenho pena que tanto comentário provoque o efeito contrário na selva portuguesa – o rugir de um novo caso torna em brisa todos os anteriores. É sinal do tempo. Cada vez tudo é mais efémero inclusive as noções de moral e justiça. Nesta selva os predadores correm de barriga cheia pela gula e pela vaidade. A política que devia ser uma actividade altruísta, positiva e congregadora tornou-se um meio privilegiado de tráfico de benefícios pessoais. Toda a política inclusive a ética republicana, principalmente esta. O país não reage. Espanta-se de boca aberta como se os cargos dos políticos e de directores de empresas públicas produzissem uma auréola santifica na moleira dos preponentes. Pelo contrário, os preponentes fazem as suas opções. E todos têm uma opção de vida. Infelizmente este país não tem bons exemplos para dar e a escumalha, sem referências e valores, corre para a frente fruindo do acumulado de impunidades. Já vem de trás. Deixamos impune o regicídio, o terrorismo republicano (que se vai comemorar com uma grande festa em 2010!), o assentamento do Estado Novo, a descolonização, o PREC e agora vislumbramos o degredo moral do regime.
Dizem para aí que o país está moderno e que está a avançar. Eu vejo-os. A correrem por eles e a darem ao povão, entusiasta, umas voltas... de atraso.

28 de outubro de 2009

Coisas que interessam

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Conheci o trabalho de Kseniya Simonova há uns tempos atrás. É uma artista Ucraniana que utiliza como matéria prima: areia. Este filme que foi recentemente colocado no Youtube demonstra toda a sua sensibilidade e talento. Os recursos são simples e originais. Uma mesa de luz, areia, manipulada com dimensão plástica e impressiva, uma câmara e uma tela de projecção.
Vale a pena parar para ver e sentir.

26 de outubro de 2009

Independência


Um novo governo tomou posse. Na tomada, o presidente desta república disse que ia ser colaborante, um "referêncial de estabilidade", pois sabia o que era governar em maioria relativa. A maior parte do povo não deslinda o que estas palavras querem dizer. Não é por se ter ouvido uma mentira. Ao invés, é uma cassete gasta. O regime é presidido por parte daqueles que andaram à liça e a dispôr das verbas deste país. A propalada independência e imparcialidade face aos partidos ou governos é uma falácia. Um presidente da república não se devia "por a pau". A promiscuidade entre a presidência e a governança existe e nesta república é uma regra matemática. Como melhor exemplo lembro, porque, tal como dizem os comunistas – nunca esquecer –, a Amnistia Presidencial aos terroristas das FP25 tendo à cabeça o chefe da tribo da COPCON, Otelo Saraiva. Eles devem-se. Os portugueses deviam levantar a cabeça e decifrar as constantes "imparcialidades" dos presidentes da república. Talvez o óbice seja esse: levantar a cabeça. Devem andar muito pesarosas de olhar para o chão e para as migalhas.

23 de outubro de 2009

Obamagenealogia


Michelle (na fotografia, a dar voltas à vida) Obama (nome do marido) sabe agora que uma sua tetravó teve um caso, ou uma "relação", ou uma violação, não se sabe, com um homem branco. Esta tetravó descendia de escravos e fora escrava. Barack apelou aos genealogistas para que tentem descobrir este homem, pois disseram-lhe que havia sido descoberto um testamento de 1850 em que a cor do desconhecido, que não assumiu a paternidade do fruto, era clara e alva. Esta "descoberta" vem por em pé de igualdade as ascendências do casal. Obama já disse que Michelle era "a quinta-essência da mulher americana."
Sabe-se que os norte-americanos são o povo mais fanático pela genealogia, sabe-se que muitos ricos "rancheiros" já viajaram à Europa para enjeitar casamentos para os seus com a aristocracia; agora que se "quinta-realizavam" através da miscenização, eu não sabia.


foto picada no JN © HARAZ N. GHANBARI/AP

Cuidado com o Colégio Militar. Cuidado com o Colégio Militar


Depois de acontecerem coisas como estas:



... e como milhares de outras, não tenho dúvidas que se ultrapassou o limite da violência no Colégio Militar, pelo que proponho o fecho compulsivo do dito colégio e a colocação dos seus alunos em estabelecimentos de correcção.

pequenina importância


Vasco Pulido Valente, in Público

* Bispo do Porto

20 de outubro de 2009

"Nenhuma pessoa viva sabe o que é morrer; é uma experiência única, irrepetível e intransmissível; por isso não há comunicação de conhecimentos neste domínio. (...) Neste sentido não tem sido muito produtiva a investigação sobre este enigma ou mistério que nos perturba. Face à morte constatada, Homero dizia "que mais vale um cão vivo do que um herói morto". (...) Crentes, ateus e agnósticos todos partimos de uma atitude de fé: uns acreditam que a vida deverá ter continuidade e outros acreditam que não. Mas a demonstração apodíctica, a evidência, não existe nem para uns nem para outros. Nem o ateu pode demonstrar que o Transcendente não existe nem o crente tem argumentos evidentes para provar a realidade da diversidade substancial. A fé deve ter razões e ser razoavelmente plausível, mas não é científica nem é resultado de um silogismo evidente. A fé cristã sendo pois uma adesão ao não evidente, por acção da vontade, envolve sempre a situação de dúvida, de opinião e interrogação. (...) A esperança de "continuar" quem uma vez existiu com qualidade humana relevante, parece um apelo, uma exigência de coerência, de justiça, de ética e de sentido, é que as nossas razões de viver necessitam de uma direcção de verdade, da justiça e da virtude. De facto a perspectiva de Deus parece uma experiência englobante e sem Deus tudo parece caótico, insignificante, ilusório e absurdo."


frei Bernardo Domingues, o.p., in Tornar-se competente, crente e coerente, Porto, 2005


19 de outubro de 2009

Não vejo, não creio


O "fenómeno" Saramago é interessante e crucial! Acho por bem baptizar a sua teoria e inscrevê-la em todos os futuros testes psicotécnicos e afins. Aliás, as palavras deste sujeito, e a cartilha metafísica que deseja fincar, devem fazer ritual num novo código racionalista que devemos fazer para nós mesmos mal acordamos (pela noite ou pela manhã). Perguntemo-nos: já viste o amor? Não? Então ele não existe; Já viste um átomo? Não, nem agora com todos os computadores do mundo? Não? Então não existe; Já viste para lá do sistema solar? Não. Seu estúpido alienado, então não existe! Deixa de ser morcão, racionaliza-te ou queres acreditar nessas coisas como os estúpidos católicos acreditam em Deus?

O que ele gostava


Sobre isto: O que este "escritor" gostava era de escrever uma Bíblia. Se a que existe é um punhado de invenções como posso eu entender que um personagem (Caim) retirado de um "catálogo do pior da natureza humana" seja credível para uma airosa novela? E já agora, os catálogos que este sujeito escreve são de que género de natureza humana?
O que pensará este "iluminado" também do Corão? Ou será que não diz nada com medo que lhe tirem a tosse que lhe resta?

16 de outubro de 2009

Quando começam por aí a falar sobre Portugal eu corro a ler estas palavras...



« (...)
Houve um animal na Admistração Interna que me disse «O Sr foi colonizado». Eu disse - Eu nunca fui colonizado! Os meus antepassados foram colonizados , mas eu não. EU NASCI NUMA NAÇÃO CHAMADA PORTUGAL.


Depoimento de Marcelino da Mata, A Guerra de África 1961/64, Circulo de Leitores, Lisboa. 1995.

A excelência do exército Português


O chefe do Estado-maior do Exército, o General Pinto Ramalho, disse no exercício ORION 09 que o "exército Português caminha para a excelência". Tenho uma boa imagem deste general, com um curso dos Comandos, e de muitos outros de altas patentes. O "exército", a tropa, tem uma espinha desde que o regime mudou. De "lacaios" da 1ª república e do regime de Salazar a "heróis" num mês de Abril, a tropa está remetida a "acções" no exterior, a opinião pública despreza os antigos combatentes do ultra-mar (e a tudo o que lhe diz respeito) e a juventude deve achar que ser tropa especial é coisa para se fazer de dia – que de noite sobram as cervejas e as baybes.
Ao general Pinto Ramalho e ao supremo presidente Silva eu lembro um dos maiores heróis do exército Português, Marcelino da Mata, no tempo em que a "capacidade vertical" não se fazia à custa de helicópteros sofisticados e se chamava Portugal.

* Foto captada no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, em 1972, no Batalhão de Comandos em Brá-Bissao. À esq. Joaquim Spínola. À dir. Marcelino da Mata.


Saudade de João Camossa


Faz hoje 2 anos que faleceu João Carlos Camossa Saldanha. Homem invulgar e cativante, foi fundador do Centro Nacional de Cultura (e seu presidente em 1949)* e do Partido Popular Monárquico. Que saudade. Ele foi um dos culpados pela minha adesão à causa monárquica. João Camossa "nasceu" monárquico. O seu pai, o capitão-mar-e-guerra Augusto Saldanha, foi um dos resistentes ao 5 de Outubro de 1910, o que lhe valeu a prisão e muitos dissabores na carreira militar e na vida familiar. Os seus argumentos, simplicidade e emoção oratória não deixavam ninguém indiferente. Era um homem de histórias que adorava as tertúlias e a conversa inteligente. Não o revejo em nenhuma das actuais figuras políticas nem nesta moralidade e costumes. Não deve ter sido por acaso o seu alheamento do (recente) PPM e dos "lugares" que lhe ofereceram. Costumava dizer-me, no seu tom irónico, que se ele fosse "republicano" um "dedinho" do que ele dizia já lhe tinha dado direito a uma comenda!
Pelos seus ideais e pelas causas que o moveram, ergo uma homenagem ao João Camossa. Que as saudades que deixa sejam força para continuar a lutar por um verdadeiro Portugal.

* O Centro Nacional de Cultura tem em agenda uma homenagem a João Camossa no início de 2010.

15 de outubro de 2009

Travestis à muitos...


Diz o artigo: "Morrer Como Um Homem", de João Pedro Rodrigues, é a história de um travesti desfeito pela marginalidade. E é um retrato da vida de muitos travestis lisboetas do fim da década de 80, quando o excesso pós-revolucionário dava o último suspiro. Que sobra desse mundo? Tudo. O "excesso revolucionário" transformou-se-se em "défice democrático", a "outrora" marginalidade tornou-se estilo, que não olha a géneros. O travestismo é a opção de vida do meio político, descarado, "moderno" e desenvergonhado, dos senhores e senhoras políticas, dos ministros aos autarcas, aos cronistas e opinistas, a república não tem vergonha de mostrar as mamas, secas pelos oportunistas, até os "comunas" se travestem de "esquerda". Escrúpulos? Suspiros? Só na pastelaria.

12 de outubro de 2009

Phoder local



Tenho para mim uma certeza, quase explicação, que o phoder local é um dos responsáveis pelo abastardamento acelerado deste país. Ontem metade do povo correu às urnas, a outra metade está-se a borrifar ou de maleita. O povo foi às urnas e enterrou-se um pouco mais. O phoder local é desmesurado. Esta legislação assassina dá aos "presidentes" margem para mover patranhas, interesses públicos e privados. Podem impregnar de cimento uma planície, podem desviar os rios, podem transformar serviços em empresas públicas, podem sorver subsídios, esbanjar apoios, contrair empréstimos bancários, que o povo que os elege tem que ter o "orgulho" de "eleger" alguma coisa. O regime é lato e assim uns levam pelos outros. Quem quer alternância tem que esperar pois o esquema partidário coloca a sufrágio os seguintes da fila e as televisões mediatizam quem ordenha. No fundo o phoder local foi feito à medida das necessidades do povo. Entretanto, esta terra já foi de um país, depois foi de quem mais ordena, agora é de quem mais phode.

9 de outubro de 2009

Nobela



Criamos umas coisas na cabeça, às vezes induzidas, tipo: um homem imagina que lhes estão a crescer uns "palitos" e mata a mulher. Das várias coisas que criamos na cabeça a mania das grandezas é das grandes enfermidades mas nada pior do que a mania das "Instituições"; uma vez que instituídas é difícil tirarmos a panca. Existe uma criação mental, que tem sido muito contagiante, que é a mania dos prémios. Se eu der um prémio ninguém liga mas se for do Nobel já todos acham bem. À poucas horas atrás, o Nobel da Paz foi atribuido ao presidente dos Estados Unidos da América. E com o prémio vão os "palitos" da Paz. Para muitos, a partir de hoje, o Obama é o homem mais pacifico do mundo, o homem que mais contribuiu para a paz, o homem que é a paz mesmo que esteja na chefia da guerra do Afeganistão. Com tantos homens e mulheres no vasto mundo a paz ser entregue a uma só pessoa parece-me motivo para conflito. Esta mania que criamos na cabeça de eleger um entre todos sem se conhecer os "todos" é também uma enfermidade, uma provocação. Quem ganha é a cobiça e a inveja que são coisas que tão bem conhecemos das Nobelas...

8 de outubro de 2009

Haja Paciência


Muita. Para aturar o ressabiamento, o ódio, o desprezo, a ignorância, o cuspe dos que se dizem "defensores" em prol desta república. O que me dói é a sorrateira desonestidade que embrulha os assuntos professados pelos evangelistas do regime. O léxico mental destes revolucionários não passa de três palavras falsamente manipuladas: privilégio, passado, diferença. Como se o "Estado" fosse o único mérito para as nossas vidas e o politburo o único grupo com direitos, como se o futuro já existisse, como se a "igualdade" fosse respirada por decreto. Quando estes revolucionários se levantam de manhã não devem por os pés assentes na terra. Não querem... mas não há outro remédio. Por isso tudo agridem pela sua frustração. Paciência.

6 de outubro de 2009

5 de Outubro

O dia 5 de Outubro foi passado entre amigos, tal como nos últimos anos. Desta vez não houve bandeiras. De política pouco se falou porque quando o repasto é bom fica mal falar de coisas mal cheirosas. Ficamos por um brinde. À família, aos amigos, a Portugal, ao Rei. Uma simples frase tempera os sentimentos. Já muito cansado, à noite deparei-me com uma entrevista, na televisão, ao sr. Soares feita por um jovem fedorento. O sr. Soares não evitou dar uma lição de história e afirmou que não estávamos na 3ª república mas na 2ª porque o Estado novo foi uma ditadura e logo não foi república... Tenho receio deste homem e dos ingénuos que o escutaram ao longo dos anos. Este mesmo republicano disse no lançamento de um "livro" na sua fundação que a república "pode conviver perfeitamente com aqueles que são monárquicos e mesmo com os que são pretendentes à Coroa de Portugal"! Estes, que se dizem "herdeiros" do golpe de estado de 1910, irão ser os primeiros a agarrar-se até à exaustão para não perder a teta da vaca republicana, não tenhamos dúvidas. Com estes discursos pensam que dão esmolas. Que saibam que o ideal monárquico não anda de mão estendida.

4 de outubro de 2009

Sião


A providência levou-me a ligar a televisão ontem à noite. No canal que sintonizei fixei-me por largos minutos, e que sorte. Passava na TVi24 uma reportagem sobre a Tailândia. Não sei se vi desde o princípio mas deliciei-me com o conteúdo. Imagens belíssimas, texto bem escrito, uma repórter boa condutora da dicção e algumas entrevistas entre os quais ao Miguel Castelo Branco. Não tenho de esconder o meu orgulho em o conhecer pessoalmente. A prestação do Miguel, a sua paixão, a sua invulgar cultura, não ficou atrás das palavras do Embaixador Faria e Maya. O Miguel não é um mero investigador de doutoramento de passagem na Tailândia. É um Homem com um sentido de estado e de história que não se reporta a desabafos consoante as "tendências" nem conforme as "ondas". Para o bem, a sua postura no blogge "Combustões" tem sido uma marca neste país decorado de vulgaridade e falso modernismo.
Aproximam-se os 500 anos da chegada de Portugal à Tailândia. Não vai ser pela falta de empenho de embaixadores e de homens como o Miguel Castelo Branco que a efeméride não será relembrada. Temo é que em 2011, e sem "repúblicas" para celebrar, a República Portuguesa esteja mais autista do que hoje.

Voltar


O Verão já passou. Chegou o Outono e o pequeno jardim que tenho em casa cobre-se de folhas, de várias cores. É um dos meus momentos de predilecção. As folhas caídas são como frases que gosto de ler, que me chamam e me dizem que há um voltar. Um voltar permanente para além do meu desejo. O Outono é a única estação que me lembra as estações estivais. Há quem considere o fim do Verão melancólico, pelo chegar do frio e das chuvas. Eu gosto. De colher as folhas e esperar que nasçam de novo, de voltar.

28 de setembro de 2009

Bem vistas as coisas


Parte do povo votou. A abstenção ganhou as eleições com 38 a 40%, depois o PS com 36,5 %, depois o PSD com 29% depois o CDS com 10,5% depois o BE com 9,5% depois a CDU com 7,8% e por aí fora. Nos próximos dias a minha ementa é não ligar a televisão e desviar-me dos comentários que vão jorrar em estilo de psicanálise do sistema com os analistas a exigirem prémios para os seus prognósticos. Uma pequena maioria deu aval para mais do mesmo ideal socialista, mais das mesmas políticas plásticas. É notório. Nos próximos tempos não deverá haver ruído. Espero que à medida que a "crises" penarem no precipício, pelo menos, estes 36,5% não se venham queixar.

22 de setembro de 2009

"Eleitos"


Aproximam-se as eleições. Parte do país geme pelo conforto dos próximos quatro anos. Eleger o quê? Eleger quem? A democracia tornou-se uma plateia-palco, um palco-plateia. As "cadeiras" cobrem todo o regime disponível. Os tolos ainda não perceberam que o espectáculo que nos oferecem tem lugares marcados e os que o não estão são caros. Esta democracia republicana tornou-se uma plateia-prato, uma travessa-à mesa para os eleitos esfomeados da coisa pública.

19 de setembro de 2009

Sondagens?

É a este género de empresas que os media recorrem para sondar as intenções de voto? Parece.

18 de setembro de 2009

...anda comigo ver este país de bandalheira


Jornais, TV's e blogges comentam hoje o caso das "escutas". Falam de "Cavaco" de directores de jornais, sobre uma "notícia" que saiu num jornal. Parece que a "notícia" diz que a notícia das escutas foi encomendada! O que me garante que a "notícia" de hoje também não o foi? Falam de "Cavaco". O presidente desta república não se quer meter na lide partidária – da mesma que o elegeu. Falam de "Cavaco" sem o prefixo e o respeito inerente ao cargo. É notório o prestígio que o cargo/emprego do presidente representa para este povo, para estes partidos mal paridos. É notório que o cargo não tem notoriedade, independentemente de quem lá esteja arreado. Já tivemos um trono. Agora temos um penico.

16 de setembro de 2009

Os mais velhos


Pode ser um "problema" meu mas desde muito pequeno prefiro a companhia dos mais velhos aos mais novos. Como vivi e fui educado pelos meus avós, a presença, muitas vezes silenciosa, da experiência, do conselho, da história, do passado (e da sabedoria) são factores que me aconchegam. Muitas vezes digo às minhas filhas que opto por estar com as pessoas mais velhas porque, em principio, terei mais tempo para estar com os mais novos. Mas a verdade é que os mais novos, da minha idade ou de gerações anteriores, parecem-me, na maioria, não gostar de envelhecer! Eu gosto. Todavia este artigo não tem o propósito de falar do envelhecimento mas sim repudiar a facilidade com que muita gente apelida a candidata a primeira-ministra, Manuela Ferreira Leite, de "velha", "velhota", "caduca", "do tempo da outra senhora", "feia", "velha enfadonha e triste" e por aí fora. Basta abrir uma caixa de comentários dos jornais on-line e ficamos esclarecidos quanto ao nível de educação e cordialidade que floresce nesta sociedade moderníssima. Mas afinal estes opinadores vieram de onde? Não conheceram os pais, nunca conversaram com pessoas mais velhas, nunca tiveram que tratar de um familiar idoso, nunca tiveram a sorte de sentir o afago precioso de um avô? Na maior parte das vezes em que os referidos epítetos são utilizados o insulto é o único argumento. É sintomático. Em muitos artigos de opinião chega-se ao ponto de se comparar a "modernidade" e "futuro" com o "retrocesso" e "antiquado" que emana da figura e da "idade" da candidata. O discurso do "socialismo-moderno" também tem disto, de instigação.
Velhos? Com sorte, um dia estes "jovens" estarão a rezar para lá chegar.

14 de setembro de 2009

Peço ajuda

Com este frenesim sobre os investimentos públicos (até os taxistas me falam dos TGV's, OTAs e afins) eu acho que começo a ficar confuso. Afinal o Neo-Liberalismo de que tanto se queixa o sr. Mário Soares, e os familiares colaterais de "esquerda", é só quando os bancos, as finanças e o povão (influenciado pelas políticas liberais!) se endividam e gastam o que não têm ou também será quando os "governos" se endividam, nos comprometem e gastam o que não têm?
Obrigado, desde já.





Um dos termos que me deixa chateado



Neste passado Domingo, bem cedo, pela aurora, estava eu a ler uns elementos para um trabalho enquanto ouvia um programa de rádio. Deliciado. A música pára e apercebi-me que se tratava de um programa com vários comentaristas. Boa prosa sobre um assunto querido: vivências. Tudo corria de feição, o trabalho e a audição, quando uma comentadora disse que era uma esquerdista de tendências humanistas e que a sua família era o "socialismo". Uma outra torquiu que era uma socialista e também uma fervorosa humanista. Um outro aproveitou a oportunidade e de voz grave disse que era um humanista de esquerda. Apercebi-me perante a felicidade e da humidade naquelas vozes que aquele momento estava a ser um reencontro improvável de irmãos pródigos. Todos de esquerda boa ou todos à esquerda de qualquer coisa má. Daí para a frente até a música me pareceu comprometida e complexada! Coitada. Tão boa, tão Haydn, tão vienense. Só não consegui ler bem o embrulho "de esquerda com tendências Humanistas". De que se cobriam esses "intelectuais"? Concerteza deviam estar a referir-se ao humanismo dos campos de concentração dos Gulags e de Pitesti, ao humanismo de Lenine, Estaline, Dimitrov, Fidel Castro, Kim Jong-il, Pol Pot, Idi Amin, Mao Tse Tung e tantos tantos outros humanistas.

Compromissos


Têm surgido notícias exaltadas, plenas de oportunidade eleitoralista, sobre umas frases que, num debate televisivo, Manuela Ferreira Leite terá lançado sobre o não ao TGV, sobre favores aos Espanhóis, ingerências de Espanha na nossa vida política, etc. Eu acho muito bem. Não se trata de hostilizar ante reflectir posições económicas em prol de desígnios Portugueses. Os espanhóis fazem o mesmo. Todos os outros também. A única consequência que daí pode advir é o português-modernasso achar que a única oportunidade de "sair" do país foi à vida. Mas há mais vida fora dos carris do TGV. E outros compromissos muito mais importantes. Compromissos que não foram cumpridos pelo politburo-socialista e que não tocam a atenção dos espectadores.