23 de janeiro de 2009

Cá se pagam


António Gomes Silva Pinheiro. Arriscou a vida. O seu conforto. Não se lhe conhecem virtudes de panfleto e demagogia barata. Enquanto físico-mor e médico, administrador do hospital das Caldas, praticou o altruísmo e o desprendimento. Administrou um hospital em tempo de guerra – as invasões francesas – e tratou indistintamente franceses, ingleses e portugueses. Construiu enfermarias, estradas, comprou e cultivou campos estéreis para cultivo e reserva de mantimentos. Enquanto civil fez guerrilha, deu guarida na sua casa a ingleses, informou Wellington dos movimentos dos invasores, instigou a população a ajudar as tropas. Enquanto partidário, anos mais tarde, decidiu apoiar D. Miguel. Foi destituído. Foi perseguido pelos liberais. Caiu no esquecimento. Despercebido. Os tempos passaram. Esta malta parece a mesma...


1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Ora aí tem mais um Marcelino da Mata...