26 de janeiro de 2009

O pasmo

A jornalista Inês Nadais escreveu um artigo no jornal Público. Não sei se foi uma "tradução" de outrém ou um artigo de fundo. O que me atraiu foi o pasmo, boquiaberto, exclamativo e tão insurgido sobre "o tempo em que havia leis lesa-majestade: o nosso tempo". Muito poderia escrever sobre esse "pasmo" mas o que me importa referir é que existem leis lesa-majestade, leis lesa-presidente da república, lesa-ministros, lesa-cidadãos. Existem leis. A Inês Nadais deve estar incomodada com o facto "majestade". Ainda bem. 

Agora vamos ao texto-lesador: "Do Rei Rama ao príncipe herdeiro, a nobreza era afamada pelos seus esquemas e enredos amorosos. O príncipe herdeiro tinha muitas mulheres, 'superiores' e 'inferiores', com uma galeria de concubinas para fins de entretenimento. (...), etc." – e vamos ao pressuposto, cara Inês Nadais, que o "escritor" tinha, ao invés, feito esta versão: "Do pai Nadais ao filho mais velho, aqueles tipos eram afamados pelos seus esquemas e enredos amorosos. O mais velho tinha muitas mulheres, 'superiores' e 'inferiores', com uma galeria de concubinas para fins de entretenimento". Gostava? Se fosse com a minha família, por menos palavras – eu que não alinho com esquemas "Bacalhoa" – colocava uma acção em tribunal, sem me importar com "o nosso tempo" ou com o "défice democrático". E não me trate por majestade!


1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Pobres bestas, João, pobres bestas... é o que dá um certo "gajismo" andar por aí a fazer copy-pastes sem sequer saber onde fica a Tailândia no mapa. "Eles" que experimentem a dizer 1/10 acerca dos "Venerandos" que temos tido e verão como ficam com o ... a arder!