5 de janeiro de 2009

O que move a vida



Esta fotografia que publico é do meu afilhado, Max. Em pose, ele exibe com ar assumido o "sabre" luminoso com que guerreia os inimigos das estrelas. Fico feliz por a minha prenda de Natal ter assaltado o seu coração. Estou pelo seu orgulho. O Max é uma das coisas que move a minha vida. Porque tenho duas filhas, uma delas mais velha, consigo percebê-lo e adivinhar o que o gratifica. O Max não representa o mesmo que a Joana ou a Beatriz. O seu nascimento mais tardio trouxe-o, todavia, como o terceiro, fruto de ser filho de uma das pessoas que mais gosto, um amigo, que me influenciou especialmente e me permitiu dizer – em casa – que eu tinha uma nova família. Quando a minha mãe era viva eu pedia-lhe para não esquecer o Gonçalo nas suas orações. Ela mais não fazia do que rezar o fio das minhas confissões e aspirações. Minha mãe. 
O tempo, que me move, diz-me que os momentos que mais aspiramos nunca estão planeados, mas só se definem se nos encontramos "lá". É nesse tempo-estado-amor que tudo é perene e crucial. Porque não é só nosso, não importa se foi, se é ou se vai ser. O Max entrou em mim por uma porta que já existia e assim lá irá estar, com "sabres" de luz, com naves, com heróis, ou tão somente. Mais do que "crescer" a vida é o alcance incessante de uma viagem que passa por nós e que em nós não pode ficar.