18 de janeiro de 2009

O que seria


No Estado Sentido, Nuno Castelo Branco fez uma pródiga revelação: "Eu conheci o Roxo". Poucas são as vezes que nos cruzamos com Homens que tiveram importância, pessoas que nos moldam. Não falo de figuras mediáticas, figuras das letras, ou figuras castiças, ou homens menores impressos em gigantes out-doors consoante a época política ou a época do ano. Falo de Homens (ou mulheres) que não procuraram o ângulo certo da câmara, nem foram cartaz para seitas de adorno e favores. Falo de Homens cujos gestos nunca serão biografados porque a gerência quer as novas audiências entretidas com os básicos elementos do positivismo primata do prazer. As histórias dos Homens não são Histórias bonitas.

E o que seria hoje do Roxo? – diz o Nuno. Não seria. A traição provoca nos traídos a eminência do afastamento.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Pois é, João, é uma desdita. E os outros de quem nem sequer sabemos os nomes?