28 de fevereiro de 2009

"Politólogos"

A acompanhar o "circo socialista", decorado sem pudor, os canais de "informação" encheram-se de cientistas políticos. Tal senhor, politólogo, tal senhora, politóloga, eu nem imaginava que fossem essas as profissões de algumas caras "conhecidas". Um, de que não recordo o nome, de tenra idade, falava de Espinho, e foi apresentado como Politólogo - filiado no Partido Socialista. Talvez a pretensa presença de tais personalidades seja adicionar credibilidade aos comentários mas é pena que muitos deles sejam comprometidos politicamente, aliás, portadores de um pensamento-veículo sem "espaço para manobra"! Não pretendo comentar o discurso proferido por tais eminências mas o cocktail não esteve longe dos comentários ao futebol, quero dizer, de uma confrangedora e previsível linguagem. Eu sei que as boas ideias não abundam e que a "razão" dos canais de "informação" é "noticiar" mas tanta obcecação chega a desinformar. E como pode o "povo que mais ordena" resistir e advir isento a tanto publicitar gratuito?
 

Imagem "picada" em www.contraformas.com

27 de fevereiro de 2009

Real real ou um português em Buckingham


O arquitecto Siza Vieira recebeu – merecidamente – a "Medalha de Ouro Real" atribuída pelo Instituto Real dos Arquitectos Britânicos (que atribui esta Medalha desde 1848), em nome da Rainha Isabel II. O arquitecto deu uma entrevista em que dedicava este prémio "de muito prestígio" à sua família. Deve ter ficado mais "encantado" do que quando recebeu os três prémios Secil. Embarcou para Londres e teve "aulas" de protocolo. E lá foi mais um homem da "esquerda" moderna receber um prémio a uma monarquia (outro ficou doidinho por ir à Noruega!). Já estou a ver os camaradas nacionais a sonhar ter aulas de protocolo e a sonharem contar aos netinhos o dia em que entraram num "palácio com gente lá dentro". É... não é por se andar sempre de chinelos que não se cansam os pés...

24 de fevereiro de 2009

"Príncipe assumido"


Não sei qual a razão (sensacionalismo?) ou virtude desta notícia/entrevista-rosa-choque e como pode a Índia ter "parado": 
É por um Príncipe ser gay ou por um gay ser Príncipe??

23 de fevereiro de 2009

Desafio afinado


A Inês lançou-me um desafio. Não a quero deixar ficar mal. Propôe-me a dizer 6 verdades e 3 mentiras, a ver se alguém descobre o que é o quê. Tem piada e eu vou tentar jogar o mais próximo da realidade portuguesa. Entretanto lanço este repto – este desafio – ao Luís Bonifácio, à Cristina Mendes, ao João Távora e ao Nuno Castelo Branco.
Aqui vai:

A) Os dias de céu azul são mais bonitos na área metropolitana do Porto
B) A História de Portugal começa em 1910 mas só somos um país como deve ser a partir de 1974
C) O 1º-Ministro liga ao Chavéz mas não liga nada a Chaves
D) Os Comunistas são bons os Fascistas são maus
E) O Benfica tem 1.500.000 milhões de adeptos-em-débito devido ao sub-prime
F) Os funcionários do "fisco" têm uma atracão fatal por loiras-donas-de-casa em carros descapotáveis do marido
G) O IVA devia ser pago 2 meses antes de ser emitida, sequer, a factura
H) A música "Grândola Vila Morena" foi influenciada por uma loira de olhos azuis, Sueca, monárquica liberal, oriunda da nobreza rural, "bem composta", descomprometida de certas "cenas", que passeava por Portugal
I) Quem não é do Bloco de Esquerda é "gay"

22 de fevereiro de 2009

Bloggempatia


Só agora descobri, o blogge da Inês, minha amiga, que se chama "nêspera" que na minha terra se chama magnólio. A ilustração faz-me lembrar uma cadela Pastor Belga chamada foztex!! Será? Espero que as flores dentro da foztex não sejam cravos! Será? Vai já para  a lista ao lado para ficar leitura obrigatória. Parabéns Inês!

21 de fevereiro de 2009

Encher a barriga de manhãzinha


O governo pretende dar um apoio ao emprego e por isso colocou no balde a prerrogativa da não aumentar o funcionalismo público e está a voltar a admitir funcionários nas autarquias, juntas, institutos, etc. Eu não li nada, não sabia! Onde estão as notificações para os "concursos públicos" e admissões? Foi publicado? Bem, não interessa! Como todos sabemos a despesa pública "fixa" absorve 50% do PIB e as comissões, acessorias, adjuntisses, compadrios, grandes e pequenas cunhas, absorvem até 100% do PIB que não é mais do que um pib. Para o resto vai-se buscar lá fora! Esta "medida" pode parecer bondosa mas esconde um perigo a curto prazo: um gasto mensal insustentável. Sim mensal! Porque ninguém gosta de receber como recebem os fornecedores do estado – a 6, 7... 9 ou 18 meses, quando não mais! – Que paguem os outros que não são funcionários públicos. Vai ser lindo. Vai ser, já é, o "cada um trata de si" e viva a "cunha" e o partido! É o tipo de "quadro" que eu não consigo apreciar mas que por certo encandeia a "esquerda moderna", socialista e adeptos da massificação. À custa da "crise" e apesar dos tempos sombrios muitos começam a gostar do guarda-sol do "estado protector". Antever, projectar, construir, qual quê? ... é encher a barriga logo de manhãzinha!


Eu sei que ele é Porreiro, mas se ele vier podem comprar-lhe um bilhete de ida-e-volta?


Mestre do Socialismo em Espinho? Ou será apenas o "relacionamento muito forte"? Mesmo que não venha fica o convite... que ternura... 

20 de fevereiro de 2009

Respeitem-se


Face ao crescendo de notícias envolvendo políticos no activo, e de outros des-activados, denoto o evidente timbre deste sistema e deste regime: javardo. Presumir a culpa dos outros está no sangue deste povo, tornou-se um tique. Os mesmo que culpam sem discernir abrem ladeiros a sua dignidade intocável. Atacar pois que julgar. Não aceito este estilo. Mesmo que não goste de um qualquer personagem, tenho de aceitar a inocência até prova em concreto, até prova dada pela justiça, em lei. Se assim não for estamos reféns da ignomínia e da inveja oculta e alheia. Por outro lado, quando os personagens-alvo são políticos, eleitos, presumo a inerência de carácter que o cargo exalta. A liberdade não pode provocar o abuso. A liberdade não pode tolerar vinganças. A liberdade de imprensa não pode motivar a mentira – nem a falsa verdade. O respeito entre o cidadão e o Estado deve ser mútuo, eu sei-o, mas sem uma cidadania de empatia institucional, sem uma cidadania de carácter e de assumpção perante a Lei, o nervo do regime apodrece. É o que sinto neste ares... o regime começa a cheirar mal...

19 de fevereiro de 2009

Tudo pelo cadeirão




In Combustões

Lá está o primeiro chavão


A Comissão Nacional para a Comemoração do Centenário da República lançou ontem um spot e um site. Na cerimónia, o presidente da comissão, o banqueiro Artur Santos Silva, por quem nutro admiração, disse que não se vai mencionar a "monarquia" porque "em Portugal o regime não se discute". Disse bem. Não se discute! Isto leva-me a pensar que o Dr. crê no que diz e fala com a cassete-inconsciente no automático. 
De facto esta frase é um dos motes que ecoam, azedos, desde 1910. Vamos lá a repetir: A REPÚBLICA IMPÕE. A REPÚBLICA IMPÕEM-SE.

18 de fevereiro de 2009

... e a poligamia, e a poligamia??

...vão lutar por ela? Não se esqueçam desta "forma" de "união", esquerdistas modernos, para quando um referendo?

Cambada de atrasados


Fico desiludido com o Bloco de Esquerda e da sua cambada "à esquerda". Muito desiludido. Então os amigos Louçâs, Oliveiras, Câncios, andam a prometer o casamento homossexual? Essa ideia já foi e está a ser empilhada em muitos países "desenvolvidos". O que eles devem avançar já, como modernos que são, é para o Casamento Zoófilo. No meio de tanto "animal" que abunda e de tanta coisa a ser "legalizada", este pode ser mais um passo para a propalada Liberdade. Os zoófilos também têm direitos.

17 de fevereiro de 2009

Os gays são de esquerda?


Realizou-se um programa "Prós-e-contras" sobre o "casamento homossexual" na RTP1. Mais um programa para divertir o povo. Na primeira fila (não podia ser na última???) lá estavam sentados os "senhores" da "igualdade". A cada palavra da oposição riam-se com esgar de troça! É tão giro ser inteligente. Porque é que não deram visibilidade e a primeira palavra aos gays e lésbicas? Porque é que estão constantemente a promover a "esquerda bem"? Por acaso eles são homosexuais? E os homossexuais não sabem falar? A namorada do primeiro-ministro é alguma porta-voz ou está a ser bondosa com o "seu mundo"? Não têm nada mais importante para fracturar? Ou se não "fracturarem" não facturam?

14 de fevereiro de 2009

Chamem


Há uns anos, os políticos que se apoderaram disto, diziam-nos que éramos uns atrasados, coitados, vivíamos na "cauda da europa", que a culpa era do "fascismo", dos "fascistas", do Salazar. Depois entramos para a "europa" via CEE, pela bênção do maior dos exilados. Depois disseram-nos que o futuro não aceitava a nossa agricultura – fascista – atrasada, as maças eram redondas demais, os perus tesos demais, os eucaliptos grossos demais, a faneca pequena demais e começamos a arredar com o nosso "atraso". Acabou-se com a indústria metalúrgica, a indústria terciária, o retalho artesanal, pouco rentável, acabou-se com a Escola Técnica, saudosista fascista, abriram-se milhares de Institutos para formar o Novo Português anti-fascista, anti-colonialista, anti-imperialista, anti-monarquista, pró-esquerdista, pró-burguesista, pró-abortista, pró-laicista. O Novo-Português deixou de ser atrasado, inculto, pobre, doente, emigrado, explorado. Choveram promessas. Choveram votos.
Eis, entretanto, que vem uma crise global (só económica, dizem eles!). E então? Porquê tanto alarido? Tanta preocupação?... Chamem os homens que nos governaram, os que governam, os que se apoderaram disto. Chamem. Eles que digam alto o que construíram... eles que nos mostrem o que valemos...

13 de fevereiro de 2009

Não


Leio, ouço, por muito lado que a forma actual de representação do Estado é o modo ideal, supra, único, de satisfazer a vontade e desejos deste povo. Ouço essas "vozes" reivindicarem a cada segundo das suas vidas este Estado percentualmente dividido. Essas "vozes" que se erguem muito alto, em dez-bicos-de-pés, para que todos ouçam essa "verdade" que lhes vai no bolso: a República, para a qual não pode haver alternativas. Não! Noventa e nove anos representados por políticos como "nós", e zeladores da "igualdade" entre todos! Não! Noventa e nove anos representados por políticos que apenas representaram os legítimos interesses, sem saber o enredo da nossa história, improvisadores, de guião de folhas em branco. A República. Nestes noventa e nove anos nunca houve tempo para pensar. Os primeiros anos derrotaram-nos. Os anos do meio, sacrificaram-nos. Os últimos anos hipotecaram-nos. E no meio de tanta evolução quantos presidentes – não comprometidos – por nós falaram? Enquanto não começarmos a ouvir as nossas vozes, e não o vozeirão instalado, não encontraremos o nosso Estado. Às vezes um passo atrás permite-nos ver em perspectiva – ver que Portugal se está a transformar numa "urna"! Não há que ter medo, de ousar outro regime; um que nos reporte enquanto País ao invés de reportar desígnios pessoais; não há que ter receio, muito menos desse medo de se perder a democracia. Há que dizer que precisamos de políticos em S. Bento, não queremos políticos em Belém.

10 de fevereiro de 2009

Identificar os ricos


Não fosse dito pelo primeiro-ministro e eu não me fixava 2 segundos nesta frase. Acho que o "1º" cometeu três erros graves nesta afirmação. Primeiro, levantou a capa da inveja rasteira e odiosa de uns. Segundo, sombreou a eficácia empreendedora de outros. É nestas afirmações que não me revejo na "esquerda moderna" permanentemente em busca por um Estado Identificador. Uniformizador. Este ministro, gastou toneladas de saliva a exortar o empreendorismo e a iniciativa privada. Agora, no fim da jorna, bisga na maioria dos semeadores da colheita. Se ele tivesse dito que ia "identificar" os desonestos, os incumpridores, os abutres, os chulos do governo e do Estado, em prol do altruismo-social, do carácter da cidadania e do país, eu repetiria duas vezes as suas palavras. Mas identificar o "rico" é por si só a afonia dos "pobres de espírito". Por último, o socialismo "socrático" demonstra ser o facho dos ressabiados quando lhe convém. Cuidado, pois o rastilho está implantado e mais faíscas destas podem fazer o cartucho explodir.

9 de fevereiro de 2009

Coelhas no bloco

Será que se pusermos 1 bloco + 1 bloco numa cartola tiramos bloquinhos?

Essa "Esquerda" Grande


O profeta Louça do bloco à esquerda entusiasmou-se! Cheguei a vê-lo babar-se. A caserna tornou-se maior que ele, maior que Portugal, quando o guru exaltou: uma "Esquerda Grande"!

Para mim isto é a "esquerda" grande que eu conheço e que lhe dedico com os melhores cumprimentos.

7 de fevereiro de 2009

Para lá das 10 semanas


Será que os seres humanos que apoiaram perentóriamente o "aborto politicamente assistido" sofrem do complexo de se sentirem eles próprios uns abortos sobrevividos?

E se uma mulher pode abortar livremente um feto, numa clínica, porque é que não pode abortar um "trabalhador", na sua empresa? Porque o "trabalhador" tem mais de 3 meses? Ou porque o "trabalhador" tem direitos? É a lei?

O que dizem os mesmos seres humanos da "interrupção voluntária do trabalho"? A lei-mãe do trabalho deve ter um cordão umbilical mais "sensível" que o cordão da vida!

5 de fevereiro de 2009

Última Hora – boas notícias para os fabricantes de calçado e descontentes em geral


Parece que afinal há forma de se debelar a crise financeira e a crise moral. Este último "ataque" veio confirmar a nobreza do acto. Atirar sapatos à cabeça de outrem pode ser a palmilha de salvação: produz-se mais sapatos – ou outros recomendáveis objectos (já estou a ver os portugueses a inovar neste procedimento) – e corre-se com os políticos ou afins. Em Portugal não faltam alvos. Cuidado com o cheiro....

"Panila, já tá"


A f. é a favor do panilamento. Vejo que é uma mulher de causas essenciais. Vai à luta pelo muito que representa o pouco. Ainda bem. Mulher moderna. Se anda à procura de novas causas, das minorias, que tal apoiar a "monarquia"? Ou isso não lhe dá tusa?

O Autocarro


Não vejo qualquer problema em circularem autocarros com frases a dizerem que "provavelmente não existe Deus... diverte-te...". Tudo não passa de um autocarro com publicidade, de índole comercial ou política! A maior parte da publicidade é inócua e passiva. A acção da boa publicidade induz processos-memória no acto de "compra". Mas Deus não se compra. Nem a falta dEle. Aliás, acho que os mentores desta campanha devem ter urgido esta ideia para motivar os milhares de desempregados e sofredores com a crise. O que me preocupa é o "Provavelmente"! Então os gajos estão convictos ou não?? Já me sinto enganado....

Imagem picada no "Arrastão"

4 de fevereiro de 2009

Desanubiar, outra vez



Ler este site descontrai:


A minha filha de 6 anos pede-me para escrever umas perguntas: se vieram de todo o país e se há 18 distritos deviam ter vindo pelo menos 18 e não uma "meia dúzia" ou eram menos? e se construírem aqui em Portugal a "meca do fascismo" ela vai ficar virada para Meca?

Para desanubiar




Face aos tempos melancólicos e turvos, a linguagem dos camaradas do PREC é um suporífero mental. Só de olhar ficamos logo "desactivados" e levitados no tempo.

A minha filha de 13 anos pede-me para escrever umas perguntas: de que maneira pensam acabar com os ricos e burgueses, esses fascistas, ao pontapé na cabeça? E se acabarem de vez com os "burgueses" e "capitalistas" quem vai abrir empresas para dar empregos aos "trabalhadores" e se se deve cerrar o punho esquerdo ou o direito no ar?
Obrigado.

2 de fevereiro de 2009

"Vamos começar"



Vindos de um almoço, muito feliz (precedido de uma longa viagem), chegamos pontualmente ao Panteão Real, em S. Vicente, para evocarmos a memória do Rei D. Carlos e do príncipe D. Luís Filipe. Num corredor deparamos com algumas pessoas que ladeavam os Duques de Bragança. Após os cumprimentos Dom Duarte exclamou:
– "Chegou um grupo. Temos quorum. Vamos começar".

O grupo, éramos 8! Depois no Terreiro do Paço, algumas dezenas. Na Sé, várias centenas de pessoas.
Aquela frase marcou todo o meu dia e o meu contentamento. Tão pródiga, tão crucial como mote para o triste desalento que atravessamos. 
Do interior ao litoral, do Brasil a Angola, de Goa à Tailândia, a história de Portugal está escrita pelos que se encontraram. Está. Enquanto houver Homens que não se acovardem de chorar os seus lutos, enquanto existirem Homens sem medo de ouvir e partilhar diferenças – em prol ingente – Portugal estará pronto para "começar". Com 8 ou com milhões, a vida é um todo esperança sem grilhetas a egoísmos ou partidos.  Apenas parte e regressa. Recomeça.