14 de fevereiro de 2009

Chamem


Há uns anos, os políticos que se apoderaram disto, diziam-nos que éramos uns atrasados, coitados, vivíamos na "cauda da europa", que a culpa era do "fascismo", dos "fascistas", do Salazar. Depois entramos para a "europa" via CEE, pela bênção do maior dos exilados. Depois disseram-nos que o futuro não aceitava a nossa agricultura – fascista – atrasada, as maças eram redondas demais, os perus tesos demais, os eucaliptos grossos demais, a faneca pequena demais e começamos a arredar com o nosso "atraso". Acabou-se com a indústria metalúrgica, a indústria terciária, o retalho artesanal, pouco rentável, acabou-se com a Escola Técnica, saudosista fascista, abriram-se milhares de Institutos para formar o Novo Português anti-fascista, anti-colonialista, anti-imperialista, anti-monarquista, pró-esquerdista, pró-burguesista, pró-abortista, pró-laicista. O Novo-Português deixou de ser atrasado, inculto, pobre, doente, emigrado, explorado. Choveram promessas. Choveram votos.
Eis, entretanto, que vem uma crise global (só económica, dizem eles!). E então? Porquê tanto alarido? Tanta preocupação?... Chamem os homens que nos governaram, os que governam, os que se apoderaram disto. Chamem. Eles que digam alto o que construíram... eles que nos mostrem o que valemos...

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