6 de março de 2009

Alinha, alinha


A vida é difícil. Foi difícil. Está difícil. Mas no meio deste mar ou se rema ou se fica ao sabor das ondas e da corrente. Nos últimos tempos muitos vão no sabor passivo da corrente. Porque não sabem ou não querem nadar, bóiam, agarrados ao regime, com a barriga a arrotar e olhos atentos. Dançam. Muitos que víamos a leste ou a oeste estão aconchegados no oposto-conveniente. O melhor exemplo são os políticos, esses homens raros, desprendidos, prontos a sacrificar-se por todos nós, pelo país. Esses políticos, emergidos do mar da "democracia", aceitam todos os convites ou fazem-se convivas. Na onda de Amarais-Miguéis-Moreiras, muitos são os personagens que "cresceram" à custa de um eleitorado mas de soldados milicianos passaram a generais de campo particular. Uma vaga despudurada de homens-modernos fazem uso da sua "independência" e dançam de partido em partido, de autarquia em autarquia, de poleiro em poleiro, ao som de projectos, contratos, interesses, ajustes, biscates, cotas e costas-quentes. É um alinha, alinha, "passa-palavra", "passa-palavra"... Para descargo da audiência alguns dizem-se free-lancers. De consciência inteira


Imagem "picada" no Ultraperiferias

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