6 de março de 2009

Foi roubada


Ao chegar à farmácia, perto de minha casa onde costumo comprar os medicamentos, deparei com um aglomerado de pessoas. Todas com cara de preocupação. A casa tinha sido assaltada. A jovem farmacêutica estava em pânico e a cada entrada de cliente fugia para dentro do balcão. Dois homens assaltaram o estabelecimento e os vários clientes que aí se encontravam; eram 16h00 da tarde. Só levaram dinheiro. Um dos assaltantes, de cara destapada, já havia lá entrado a aviar seringas e, disseram, costuma fazer compras no "pingo-doce" em frente. Diria que os homens aproveitaram alguma folga e estando no local aviaram as bolsas dos cidadãos mais próximos. Pelo meio, alguma violência gratuita não vá os ditos ficarem com a fama abaixo dos restantes "gangs". Dantes, no tempo em que eu era rapaz, os ladrões tinham medo da justiça e da autoridade, agora, a autoridade tem medo dos ladrões, quase todos com tiques de violência e de arma no coldre. Dantes, há uns anitos, um criminoso tinha vergonha de ser julgado e era uma afronta ser rebocado de algemas. Agora ser criminoso compensa e os juízes fornecem pulseiras que não devem ficar nada mal com os piercings e os tatoos. Temo que esta sociedade se torne demasiado empobrecida e ressabiada e por força da sua frustração não incrimine esta violência que se denota crescente-crescente. Talvez o Bloco de Esquerda tenha uma solução. Talvez o socialismo já tenha um plano em acção. Para já  há muitos inocentes a pagar na pele as lindas políticas dos últimos trinta anos. Já não falo no pacote "democracia-liberdade", nem na segurança-de-pessoas-e-bens, nem no Estado-de-Direito que estes políticos de poleiro tanto esgrimam; pelo menos a liberdade deve ter sido muito mal distribuída ou então também deve ter sido roubada...

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