28 de março de 2009

O Fenómeno


O secretário-geral da Segurança Interna deu uma entrevista onde comenta o "relatório de segurança interna 2008"! Fala do risco de explosão de violência nas periferias urbanas como se fosse uma parda hipótese a acontecer. Depois fala em "fenómeno" como se ele e os que nos legislam não tivessem nada a ver com isso. Ou este homem desconhece o país ou está a ler outro qualquer relatório. A violência disparou há uns bons anos em todo o país "urbanizado" de forma consistente e a quantidade de armas residentes dava para armar Milícias suficientes detonar uma revolução. O crime-moderno não emana de discussões de território, partilha e duplos-amores, é, sobretudo, uma linguagem que certos jovens-adultos desta república exercitam sem pudor, uma linguagem que lhes foi dada a aprender pelo socialismo de porta aberta e do "serve-te do que quiseres". A injustiça social, a que nos levaram sucessivos governos, não justifica tudo porque se fosse assim a justiça moral já tinha feito cair este regime várias vezes. Nesta república abastardada a lei é arbitrária, desajustada e deslocada da realidade. É crucial adequar a lei e a autoridade ao fenómeno da criminalidade pois este "pagas agora reclamas depois" tão em exercício desde o "fisco" à justiça, vai trazer ainda piores resultados. Os Shoppings e os Hotéis estão aí. Os Stands têm bons carros. O comércio tem boas roupas. A "igualdade" entre pares está decretada, então, quando o prazer é imenso e não há dinheiro vai-se ao assalto; tenho a certeza que até existem "cidadãos" que acham correcta esta forma de distribuição de riqueza pautada pelas súbitas necessidades e assassinatos súbitos. Bem dizia aquela publicidade, nos anos bons deste socialismo: Europe's West Coast. Na realidade a república portuguesa está a ficar Europe's Far-West. E não há Xeriff...

Sem comentários: