22 de março de 2009

Querem mais


Fala-se muito da "liberdade de imprensa". O efeito "Bacalhoa" persiste. Como não sou, nem me sinto, manipulado por jornalismos deixo a discussão começar e acabar. O jornalismo de que falam e que juram estar a ser atacado para mim não existe. Os jornais, as televisões e as rádios estão amparados por conivências políticas e de espécie politico-social. O jornalismo informativo, ou aquilo que evocam como a sua génese, é hoje um crónica disfarçada de juízo antecipado. As notícias querem chegar primeiro que a realidade (vejam-se os "julgamentos" prévios que o jornalismo-justiceiro avoca). Para mim, se está ao balcão a falar, numa dada estação de televisão, uma Manuela ou um Manuel é-me indiferente, independentemente do brio do profissional; o objectivo da "notícia" é conciliar a facturação (vender) e para isso é essencial manter o ouvinte, leitor ou espectador firme até a próxima porrada de publicidade, nem que para isso se injecte propaganda, facciosismo, especulação. O problema não é a imprensa querer ser "livre", é querer ser mais livre do que a cidadania, mais livre que o comércio, mais livre do que a palavra, mais livre do que a liberdade pode libertar. O problema são os media quererem o espaço "livre" do nosso consciente. Com certeza existirão maus jornalistas – digo assim porque me parece que quase todos os jornalistas, e os seus amigalhaços, se trajam como os moraleiros-mores desta era – mas face ao rácio de eminências, nesta classe profissional, no futuro votaremos para eleger o primeiro-jornalista e este vai nomear o jornalista-do-interior, o secretário-de-estado-dos-artigos-da-pesca, etc, por essa letra fora.
 

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Bah... os jornais pertencem aos grupos económicos que controlam a política. Do que está à espera, João?