26 de março de 2009

Tolice


O filósofo Manuel Maria Carrilho (Embaixador de Portugal na Unesco, em Paris, cuja nomeação deve ter sido devida ao seu brilhantismo e inatingível curriculum, só pode!) enviou uma carta à "Fundação Res Publica, (uma Fundação brotada espontâneamente do sentimento português, só pode!). Na introdução diz isto: "Em 1995, ao criar o Ministério da Cultura, o Partido Socialista deu um passo histórico neste sector, assumindo o desígnio de fazer da cultura uma dimensão estrutural e estratégica de um mais intenso e equilibrado desenvolvimento do País. Foi um passo a que infelizmente a Direita não deu sequência de 2002 a 2005, ao longo de três anos de governação que redundaram numa contínua desvalorização das políticas culturais. A cultura passou assim, com reforçadas razões, a fazer parte do património do PS, um património que é vital manter, renovar e valorizar.". Aparte a prosa e a demagogia, fica em evidência o complexo que a inteligência socialista e comunista comungam e propalam: quem é artista é de esquerda, a cultura é de esquerda, a esquerda é a mãe da cultura, pátatipátatá. É um complexo de apropriação que tem tratamento! Convém. Lá porque um tolo é tolo não temos todos que fazer figuras de tolos mesmo que habitemos num país de tolos e onde quem não é tolo... é tolo.

Sem comentários: