30 de abril de 2009

Assim se vê, a transparência do PC


Com a desculpa de angariar mais verbas para a festarola do Avante, foi avante uma proposta acarinhada pelo PCP, partido do povo unido que jamais será vendido, para o "dinheiro vivo" entrar generosamente nos partidos. O PCP na assembleia ferra os bancos pelo fartar das "offshores"... mas afinal esta medida não se propicia a ser, na prática, uma offshore na contabilidade dos partidos? "Pobre" República.... 

25 de abril de 2009

Viva o 25 de Abril - Dia do Santo Condestável


Hoje é canonizado pelo Papa em Roma D. Nuno Álvares Pereira, um dos maiores ícones de Portugal. Ao contrário de muitos "capitães", o Condestável não purgou por reformas, não fez política pessoal, não cultivou a imagem pública nem se armou em "incontestável". Na sua época, foi um militar brilhante, corajoso, participou em combates cujo risco e ousadia permitiram elevar a independência e essência Portuguesa. Escreviam os cronistas que o militar se ajoelhava antes e depois das batalhas. Ajoelhava-se por Portugal. Ajoelhou-se a Deus. A sua última batalha foi travada na sua fé cristã enquanto carmelita, despojando-se de tudo. O "25 de Abril" tem neste dia o seu maior militar. Dos poucos a quem eu aceito o epíteto Liberdade.

Adenda: Agradecendo os "alertas" já sabia desde ontem que, de facto, é hoje canonizado o nosso Condestável, todavia o desabafo acima serve de contexto para a data, ainda que imprecisa da canonização, mais simbólica ser para mim o dia 25. Por "coincidência" não foi no "largo do Carmo" que o "pessoal" fez a festarola de Abril? E quem mandou construir a Igreja do Carmo?

24 de abril de 2009

Encravados

Por todas as localidades o frenesim da evocação de "Abril" está bem patente. É como se tudo convergisse nesse espírito que nos afirma perentóriamente que há 35 anos foi parida a "Liberdade". O 25 de Abril é hoje manipulado como uma história que se conta às criancinhas, cheio de imagens, com heróis armados, cabeludos e de barba por fazer, que vão à frente, qual Moisés, a guiar o povo para o Egipto do nosso contentamento – esse povo que "nasceu" das trevas às mãos dos novos-homens que até, por acaso, nos ficaram sempre a orientar e que nos "cobram" a módico preço a cesariana da "democracia" ! Que sorte que tivemos.... Mas... não basta colocarem cartazes a relembrar o parto. Para mim, a coisa morreu prematuramente e da "Liberdade" que se anda a vender não se aproveita grande "cravo". Encravados, estamos.

FP


Para gáudio de muitos, um dos rostos do terrorismo nacional foi devidamente promovido – com a assinatura do presidente da república. Os FP25 andaram pela inoperância dos tribunais e foram amnistiados dos crimes de "sangue" por outro presidente desta república. Os FP, sigla que condiz em vernáculo com aquilo que são, andam por cá e com eles nos cruzamos nos "shoppings" e nos "continentes". Pela calçada jazem 17 inocentes assassinados que para os FP justificaram os ânimos revolucionários. Às portas do dia "25" esta "promoção" é uma revisitação dolorosa do abastardamento moral deste regime e um eco das convenções medíocres de uma corja que não sabendo assumir os seus fracassos assobia a "morena" e falseia a biografia dos seus "heróis".

14 de abril de 2009

Dali escreve-se Portugal


O blogge Combustões tem-nos brindado com vários directos noticiosos sobre a situação na Tailândia, onde reside actualmente. Tudo aquilo que tenho lido em outros sítios on-line, especificamente jornais, estão a anos de luz da veracidade contextual da cultura política Thai. O Miguel é Português, investigador, fruidor, como poucos, da essência da Portugalidade e em tudo o que escreve emana uma objectividade quase rara. Não é um homem elástico à moda dos discursos domésticos. O Combustões fala Portugal.

11 de abril de 2009

Spid

Após uma atenta leitura deste post e dos links relacionados, reforcei a minha opinião sobre a óptica da cultura-spid-moderna deste governo em exercício. Mais do que isso, reforcei a minha opinião sobre os "homens" que acham que nos devem obrigatoriamente educar no caminho da esquerda socialista como única via de salvação. Esta cultura governativa que nos quer modernos, rápidos, "tecnológicos", tipo séc XXI (é o séc. em que estamos!) tem tanto de ignorância e desvario como de abusivo no uso do erário público. O Novo Socialismo-tecnológico vai-nos deixar desléxicos a tentar descobrir as virtudes dos TGV's e Magalhães e outras bandas pouco largas. Chamam-lhes os "projectos nacionais" e pelo tom dos "técnicos", em fila para entrevista nas televisões, o fascínio é colectivo e não se vão cansar de tornar a nossa vida em ADSL (o LSD é mais barato mas também faz mal à saúde, mental). Enquanto tudo se atrasa no nosso país, justiça, direitos, cidadania, vontade de empreender, educação, tecnologia nacional, etc, o governo prepara-se para nos oferecer com trinta anos de atraso a locomoção mais rápida do mundo e da qual tanto carecemos para vencer o "nosso" atraso. Vamos Spidar.*

* Mistura dos termos Speed e Stupid lidos ao mesmo tempo e muito rápido...

10 de abril de 2009

Alguém


Talvez pela minha educação, nunca me vi durante a infância a pensar o que eu queria ser na vida. Nunca tive essa pressão da minha mãe ou dos meus avós maternos, que me educaram, mas não me faltavam as histórias de avós e ascendentes que foram isto e aquilo. Na verdade nunca me senti preocupado em pensar no meu ser no futuro. Vou ser sincero, preocupava-me mais pensar no que eu não queria ser! Não é de agora mas nos últimos anos tenho assistido a um fenómeno que me ultrapassa e que espelha bem a política demagógica que se anda a ensinar à nossas criancinhas, já contando, também, como os papás que assinam pela mesma pena: o fenómeno do querer ser "alguém". Esta visão, numa teoria plana, seria interessante não fosse colidir com o contexto contemporâneo propalado da igualdade e unidade, como maior bem, social. Na escolinha dizem para sermos grandes, em adultos remetem-nos todos para médios, na velhice ninguém se importa de tão pequenos. Face a esta incongruência é normal que um cidadão-pai mesmo que vote num partido de esquerda empurre o sonho dos filhos para o partido do alguém-na-vida. Os filhos mais tarde, quando são "alguém" (especialmente os que têm Partido) agradecem ao pai, e a todos, dizendo com orgulho que vieram do nada, melhor, do povo, etc. Incongruências à parte, o que me preocupa é o tipo de "alguém" que as pessoas querem ser. Os géneros Alguém disponíveis e que constato como exemplo dos últimos anos não primam na maioria pela adjectivação de valores, carácter, veracidade; fiquemos-nos pelos exemplos mais comuns: pelo que observo um dos géneros que está a dar é o "alguém" famoso na política ou nos negócios, rico, bonito, sempre-jovem, mesmo que nos sessenta; mas o tipo de "alguém-mesmo-alguém" é o género interventivo, na política, muito de esquerda mas com ar burguês-elegante, rico mas sem ares de rico e muito opinativo, desde política até assuntos do próximo-oriente. Sem ironia, que exemplos como espelho pessoal e social têm surgido? Que exemplos no presente nos sugerem exemplos de futuro?... ... alguém se preocupa em ser exemplo?

3 de abril de 2009

Portugal


Recolhi esta fotografia dos blogges "Combustões" e "Estado Sentido". Tudo o que me emocionou está lá. Se hoje eu constato o Miguel e o Nuno como dois emergentes intelectuais nada posso supor, pelas palavras descritas nos posts, do amigo e guardião Bernardo (o mais velho, na foto). Mas uma coisa eu sei. O meu Portugal é o sentimento exposto e vivido nesta imagem. Portugal de partilha de comunhão. Se para muitos a "descolonização" foi a festa da "liberdade dos povos", que se tinha de fazer a contra-relógio e ao sabor do expelir caseiro, para mim é óbvio, há muitos anos, que o complexo da "colonização" foi um argumento erguido pela seita descolonizadora para se arrastarem em "projectos" pessoais à custa da dita "independência". Grande parte da seita, em África, acabou por abrir com as próprias mãos mais valas comuns do que os tombados na guerra. Por cá a "pia de Pilatos" ficou sem água há muitos anos mas muitas mãos ficaram por lavar. Perguntem ao Bernardo. Procurem o Bernardo.

1 de abril de 2009

República Outlet


Nos media não se evoca outra coisa. Freeport. Gostaria de saber se algum jornalista já fez um estudo ao antes-e-depois deste folhetim ao Outlet. Ganharam clientes? O negócio aumentou? Quem não quer comprar esta notícia, e a trocava de bom grado por uns artigos com integridade, tem que ter muita paciência e bom feitio. As "notícias" querem chegar primeiro que a realidade e para isso há que antecipar o julgamento apetecido. No fundo, diria, que este povo pulsa pelo permanente ajuste de contas: o empregado contra o patrão, mesmo que este lhe dê emprego, o "pobre" contra o "rico", mesmo que o facto seja pelas aparências, o ateu contra o católico, mesmo que a fé seja um sentido íntimo, a plebe contra o "nobre", mesmo que o "nobre" tenha sido promovido ontem da plebe, os justos contra os pecadores, mesmo que os justos tenham pecado um dia. Na essência estamos hoje como estávamos em 1911 – em plena guerra de cuspe de ressabiados em busca de poleiro. Os cidadãos desta república não possuem o respeito institucional, nem pelas hierarquias nem pelos organismos, porque a plêiade republicana não se respeita e quem vem atrás segue o exemplo; e de exemplo em exemplo esta República vai, cantaroleira, comemorar 100 anos como um dito Outlet: "licenciada" irregularmente e com a "borla" e a burla a singrar.