1 de abril de 2009

República Outlet


Nos media não se evoca outra coisa. Freeport. Gostaria de saber se algum jornalista já fez um estudo ao antes-e-depois deste folhetim ao Outlet. Ganharam clientes? O negócio aumentou? Quem não quer comprar esta notícia, e a trocava de bom grado por uns artigos com integridade, tem que ter muita paciência e bom feitio. As "notícias" querem chegar primeiro que a realidade e para isso há que antecipar o julgamento apetecido. No fundo, diria, que este povo pulsa pelo permanente ajuste de contas: o empregado contra o patrão, mesmo que este lhe dê emprego, o "pobre" contra o "rico", mesmo que o facto seja pelas aparências, o ateu contra o católico, mesmo que a fé seja um sentido íntimo, a plebe contra o "nobre", mesmo que o "nobre" tenha sido promovido ontem da plebe, os justos contra os pecadores, mesmo que os justos tenham pecado um dia. Na essência estamos hoje como estávamos em 1911 – em plena guerra de cuspe de ressabiados em busca de poleiro. Os cidadãos desta república não possuem o respeito institucional, nem pelas hierarquias nem pelos organismos, porque a plêiade republicana não se respeita e quem vem atrás segue o exemplo; e de exemplo em exemplo esta República vai, cantaroleira, comemorar 100 anos como um dito Outlet: "licenciada" irregularmente e com a "borla" e a burla a singrar.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

... e vão 10.000.000 de euros/portugueses.