30 de maio de 2009

Campeonato da Europa


Venho por este modo "agradecer" aos senhores pretendentes a uma cadeira no parlamento europeu por me incitarem a mais uma prova de cidadania apelidada de "votação"! Creiam-me que o meu "voto" nada tem que não a minha frustração por ver este "campeonato" ser disputado pelas mais vulgares e parcas figuras que o regime brota. O discurso "europeu" está reduzido a argumentos caseiros e foleiros e os pretendentes são verdadeiros jogadores-suplentes com o mesmo número – 0 – nas camisolas. Nesse dia, das eleições, perante a prova, serei obrigado a escrever no papelinho mais um verso improvisado pois os quadradinhos não serão precedidos de nomes que me garantam credibilidade. E "cruzes" já suportamos nós ao aturarmos esta persistente república que estagia incompetentes.

27 de maio de 2009

Loureiros e Oliveiras e Costas


Loureiro: Os Loureiro são antigos e naturaes d'este outrora reino; tomaram o appelido do senhorio do lugar de Loureiro; usaram das armas dos Figueiredos depois que Joanne Eannes de Loureiro casou com Catharina de Figueiredo. Alguns que por estes Dias usam do nome são destroncados e outros são bastardos de bolso plenno de oiro alheio e lingua atravessada.

Oliveira: Foi seu solar no concelho de lanhozo na freguezia de S. Tiago de Oliveira, de que tomaram o appelido. Depois se uniram ao da Patameira, instituido na familia dos Mirandas. Alguns membros destroncados e outros que bastardos por estes annos nascidos tomaram o erario privhado abotando o oiro alheio pensando que ouzavam Costas largas.

Ha Costas terroristas e Costas de mui antigas armas mas do que mais conhece são costas, homens de costas voltadas, sem costado moral em esta republica que trezanda a cheirar mal.

20 de maio de 2009

Devia ser obrigatório


assinar contra a inclusão do PPM na Coligação em Lisboa (e já agora em todo e qualquer círculo eleitoral). Assinar aqui: http://www.peticaopublica.com/?pi=JTMB

Grave(m-se)


Uma professora de Espinho está a ser julgada no idóneo tribunal colectivo: a "praça pública portuguesa"! Fazendo jus de uma postura socio-tecnológica, uma aluna levou um gravador para a sala de aula e gravou a dita. Parece que foi instigada pela mãe. Parece que foi instigada pela sua natureza. Parece que foi instigada por outrem. Parece que a conversa foi instigada pelos alunos. O que me parece é que ninguém põe em causa o "gravador". Talvez seja este o principio de uma nova ética. Não tarda a "aula" vai estar disponível no Youtube ou no iTunes. Era importante saber o nome da aluna para que este fenómeno, que avizinho, seja registado com o seu benemérito nome e passe doravante a ser vulgarizado o uso de gravações ocultas – para regozijo público e no "abono" da verdade – em salas de operações, cozinhas, plenários públicos e privados, na sede dos partidos, no palácio de Belém, casas de banho, tribunais, lojas, corredores, marquises, esquinas, debaixo dos lençóis, debaixo dos tapetes, no balcão do café, à sombra de choupos e eucaliptos. A cassete pirata ressuscitou e os "piratas" zarolhos (está-se a "ver") vão por isto na ordem....

16 de maio de 2009

"Quando não temos dinheiro vamos gamar" ou Que rico espectáculo que estamos a assistir


A primeira frase foi proferida por um "jovem" do bairro da Bela Vista. Enalteço a sinceridade. Reparo durante a entrevista que não se trata de consequência da fome e miséria, é um estilo, uma forma de agir neste "mundo". Em nome das "liberdades" colectivas a "liberdade" individual é usurpada, quando não eliminada, pelos "libertinos" que se passeiam à vista deste regime. O crime compensa, não paga juros, nem horas na prisão. Ganha-se para a droga e para as pulseiras e tatuagens da namorada, para o almoço e para o respeito do "gang". Actuam em grupo. Têm nomes e são "quase" profissionais! Pena que actuem nas zonas dos inocentes. Porque é que não vão actuar nas galerias de S. Bento e de Belém? Talvez aí lhes passassem a dar o crédito que merecem...

15 de maio de 2009

O país Socialista ou o país onde ninguém quer ter "trabalho"


Com o desemprego a galopar por esta pradaria de Abril ouve-se que fecharam desde Janeiro 18 000 micro- empresas. Ontem em Madrid 2000 "sindicalistas" portugueses fizeram a festa a favor dos trabalhadores. Nunca ouvi da boca canhota destes sindicalistas uma palavra sobre a situação social dos "patrões" que vão à falência, a esmagadora maioria micro-empresas, empresas de cariz muito familiar e que não conseguem sobreviver na conjuntura. Muitos destes "patrões" ficaram com os bens penhorados e têm de responder pelos impostos e empréstimos bancários com o património pessoal, se ainda o têm. Mas o grave é que o código fiscal português não permite a nenhum "patrão" ter direito ao subsídio de desemprego. Depois de fazer descontos para a segurança social pela sua actividade, como qualquer trabalhador neste país da igualdade, o "patrão" não tem qualquer regalia social se o seu negócio falir e não me estou a referir a "falências" fraudulentas. Se correr mal o negócio o "patrão", esse "chulo" miserável, fica com menos do que tinha. Aos seus trabalhadores nada pode faltar – digo, da protecção do estado. Ontem em Madrid, 2 000 "sindicalistas" marcharam pelos direitos ao trabalho. Eu digo, pelo direito ao "emprego"!! Todos querem "empregos"! Ninguém quer ter o "trabalho" de ser "patrão"...

10 de maio de 2009

Retornar a quê?


Ontem vi acidentalmente o fim de uma reportagem, penso que na "SIC", sobre uma indemnização que um "retornado" consegui de um "supremo" tribunal qualquer. Não vi o início da reportagem mas apercebi-me da questão. O senhor conseguiu, finalmente, ser indemnizado mas por dezassete vezes o valor que o Estado Português lhe queria dar, valor que se aproximou dos prejuízos que reclamava, desde Moçambique. Dizia, este senhor já com avançada idade, que se havia recusado nos anos 80 a assinar um documento que o Estado lhe propusera e no qual receberia um valor irrisório. A reportagem não tinha outro teor que não o valor conseguido em tribunal ao fim de vinte e tal anos de processos. A reportagem não focou ou contextualizou a questão inerente da descolonização. A reportagem não mencionou as circunstâncias que motivaram a fuga deste senhor, em particular. À reportagem interessava mostrar ao mundo que um homem consegui uma "pipa de massa" neste momento de crise, vejam lá! É esta mentalidade que prova os juízos, a educação que tem sido incutida (para justificar políticas) nos cidadãos deste país; num dia elogiam as reformas dos militares de Abril, as pensões dos "anti-fascistas", noutro dia choram as pensões de miséria, a falta de trabalho dos camaradas, noutro dia apontam o dedo a quem tudo perdeu e teve de fugir para salvar a vida – à conta das lides dos "anti-fascistas" e dos brincalhões do regime! Retornar! Que palavra tão mal intencionada. Como se os políticos e os sociólogos caseiros quisessem fabricar com "palavras" um acolhimento que nunca souberam dar em gestos aos Portugueses ultramarinos. Retornar precisamos nós. Enquanto não retornarmos à verdade-valor e em consciência julgarmos objectivamente a nossa história não há retorno para sermos de novo Portugal.

9 de maio de 2009

É tudo nosso


Durante um almoço com um primo que reside em Paris, mas que conhece sobejamente o Porto, vi-me inundado de críticas ao "descalabro urbanístico" ao "abandalhamento"que o meu conviva constata de cada vez que se desloca a esta cidade. Eu conheço parcialmente Paris e outras capitais e comungo em parte da opinião. Houve um tempo, muito recente, em que o povo foi acometido por uma febre discursiva que lhes gravava no encéfalo que "isto" era "tudo nosso". E o nosso, aqui, representa todo e qualquer património. Eu julgava que o antibiótico da educação e da cultura – prometida – tivessem feito baixar a temperatura do histerismo nacionalizador mas pelos vistos o efeito febril está numa nova mutação. 
De Lisboa chegam notícias de um novo projecto de "requalificação" do Terreiro do Paço, no Porto essa "requalificação" está a olhos vistos consumada. A nova  Avenida dos Aliados ficou irreconhecível. A uniformidade dos materiais polidos, a remoção dos antigos canteiros, a soma do envolvimento da arquitectura e a dupla avenida trouxe um monólogo quando anteriormente existia um diálogo – e uma história! – entre todos os elementos. Sou admirador da boa arquitectura e não me vou alongar com a minha opinião, apenas desabafar que cada local, cada bairro, cada rua, cada ermo, tem especificidades que a serem radicalmente alteradas tornam-se noutra coisa. Mais grave parece ser o caso do Terreiro do Paço. A culpa parece-me ser evidente: a partir do momento que os autarcas e políticos em exercício têm poder ou desculpas para fazer, fazem. É este poder que deve ser regulado. O "exercício" traz muita saliva, uma delas é que a cidade, a praia, o campo, as árvores, os "palácios", as praças, tudo... tudo deve ser "devolvido" ao povo e "embalado" de forma a que o povo perceba! Talvez seja por isso que os embelezamentos urbanos estejam tanto na moda a condizer com o resto. E se o povo tem tanto porque é que se sente tão pobre?...

3 de maio de 2009

Vergonha para a democracia


O actual primeiro-ministro, que tem sobre si suspeitas, por provar, de interesse económico em negociatas, vem a público falar sobre "Vergonha". Para o primeiro-ministro os insultos e empurrões a um candidato do seu partido são "uma vergonha para a democracia". Eu diria mais, estas "agressões" são uma face desta democracia e nem remeto para a apologia do que se chama Educação ou Civismo. O Partido Socialista é um dos culpados desta "vergonha". Nos próximos tempos o verniz vai estalar e eu espero que seja na cara dos responsáveis pela vergonha em que deixaram este país e não no cidadão inocente. Não chegam desculpas externas para justificar esta "vergonha". A "democracia" em Portugal nunca foi uma "menina" bonita, antes pelo contrário. Desde que se impôs pela força do terrorismo até os tristes dias a nossa "democracia" nunca cobriu o peito nem desmamou os predilectos que a rodeiam. Para já os "incidentes" foram à conta de uns camaradas que bem gostavam de "tomar conta disto" ao estilo Estalinista. Quando a outra "vergonha" – a fome, o desemprego, a deseducação, a má intenção – justificar a propagação de todo o género de "incidentes" quero ver a reacção desta "democracia"...

2 de maio de 2009

Regimes humanos


Mário Soares, em viagem pelas antigas colónias, declarou o mal do fascismo, evocando a "desumanidade dos regimes fascistas". A ladainha do anti-fascismo é uma pílula de incremento de credibilidades, principalmente daqueles que não a têm. Muito menos coerência. Disse o sr. Soares que O Tarrafal – a  prova – foi pensado "para levar os antifascistas, republicanos (?) e anarquistas contestatários do regime e deixá-los ali morrer". Apoiaria agora, o sr Soares, os novos anarquistas contestatários? Ou só é bom contestatário quem for anti-fascista? E dos outros regimes desumanos porque não falou? Ou será que são mais "humanos" por se aproximarem da "humanidade" do sr. Soares?