20 de maio de 2009

Grave(m-se)


Uma professora de Espinho está a ser julgada no idóneo tribunal colectivo: a "praça pública portuguesa"! Fazendo jus de uma postura socio-tecnológica, uma aluna levou um gravador para a sala de aula e gravou a dita. Parece que foi instigada pela mãe. Parece que foi instigada pela sua natureza. Parece que foi instigada por outrem. Parece que a conversa foi instigada pelos alunos. O que me parece é que ninguém põe em causa o "gravador". Talvez seja este o principio de uma nova ética. Não tarda a "aula" vai estar disponível no Youtube ou no iTunes. Era importante saber o nome da aluna para que este fenómeno, que avizinho, seja registado com o seu benemérito nome e passe doravante a ser vulgarizado o uso de gravações ocultas – para regozijo público e no "abono" da verdade – em salas de operações, cozinhas, plenários públicos e privados, na sede dos partidos, no palácio de Belém, casas de banho, tribunais, lojas, corredores, marquises, esquinas, debaixo dos lençóis, debaixo dos tapetes, no balcão do café, à sombra de choupos e eucaliptos. A cassete pirata ressuscitou e os "piratas" zarolhos (está-se a "ver") vão por isto na ordem....

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

De acordo, João, mas a conversa da "setôra" era simplesmente inacreditável, até podendo ser mal interpretada!

João Amorim disse...

Concordo, todavia, gravar às escondidas é mesmo típico de uma sociedade que está cada vez mais "Pidesca"...