15 de maio de 2009

O país Socialista ou o país onde ninguém quer ter "trabalho"


Com o desemprego a galopar por esta pradaria de Abril ouve-se que fecharam desde Janeiro 18 000 micro- empresas. Ontem em Madrid 2000 "sindicalistas" portugueses fizeram a festa a favor dos trabalhadores. Nunca ouvi da boca canhota destes sindicalistas uma palavra sobre a situação social dos "patrões" que vão à falência, a esmagadora maioria micro-empresas, empresas de cariz muito familiar e que não conseguem sobreviver na conjuntura. Muitos destes "patrões" ficaram com os bens penhorados e têm de responder pelos impostos e empréstimos bancários com o património pessoal, se ainda o têm. Mas o grave é que o código fiscal português não permite a nenhum "patrão" ter direito ao subsídio de desemprego. Depois de fazer descontos para a segurança social pela sua actividade, como qualquer trabalhador neste país da igualdade, o "patrão" não tem qualquer regalia social se o seu negócio falir e não me estou a referir a "falências" fraudulentas. Se correr mal o negócio o "patrão", esse "chulo" miserável, fica com menos do que tinha. Aos seus trabalhadores nada pode faltar – digo, da protecção do estado. Ontem em Madrid, 2 000 "sindicalistas" marcharam pelos direitos ao trabalho. Eu digo, pelo direito ao "emprego"!! Todos querem "empregos"! Ninguém quer ter o "trabalho" de ser "patrão"...

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