14 de junho de 2009

É grave


O presidente da República Portuguesa sublinhou em Itália que é grave o falhanço da Nato no Afeganistão. Enquanto o estado se prepara para enviar mais tropas para o dito país a fim de evitar esse falhanço, aqui nesta República tudo parece falhar ao nível da segurança. Sei que falou de "coisas" distintas mas também sei que o país observa impotente a crescente criminalidade e forças policiais na rua nem vê-las. Não tenho preconceito sobre o "uso" das forças militares em acções no território nacional; a presidência desta República deve achar que usar a "tropa" pode dar um ar "fascista", que a "tropa" foi feita para o teatro de guerra (as legitimas, como no Iraque... claro), para ajudar nas "revoluções", que interessem, ou para a "garantia" da soberania do estado! A Constituição da República Portuguesa também não dita melhor, tudo o que não for "marchar" para o socialismo não serve – mudar leis em conformidade com uma nova realidade só para grandes questões: como o aborto. O exército é mais do que isso. Fui e sou contra o fim do serviço militar obrigatório por muitas razões. Recentemente, numa passagem por Tancos, parei na porta-de-armas da base onde fiz o meu serviço militar. Na altura éramos 3000. Disse-me o cabo de serviço que estavam 16 na base, o resto não andava ou andava em serviços no estrangeiro... Lá se ia o 25 de Abril. O presidente da República Portuguesa, sublinhou em Itália que é grave o falhanço da Nato no Afeganistão. Por aqui, pelos vistos, a desordem não é grave. Viva a presidência.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Como é que é? Então, esta gente não fez "a coisa" com o argumento de tropas fora de Portugal nunca mais?