11 de junho de 2009

Exemplo...



António Barreto escreveu para o "Dia de Portugal". Gosto de ler este sociólogo. Aprende-se muito com a demagogia. Em velocidade cruzeiro aparece a palavra "Exemplo"! Exemplo e mais exemplos. A força do exemplo, concordo. Eu sei. As pessoas que eu mais amava e que foram o meu exemplo desapareceram. Ficou o exemplo... Fiquei? Não sei se consigo não ser mais do que uma cópia. Este Portugal de que escreve António Barreto já é um exemplo! Um belo "mar" de exemplos que expõe os pretensos e os que os precederam, de perto, concerteza. O problema não é dar exemplo(s) é correr-se o risco de mirar exemplares! Que espera dos homens, este sociólogo, quando a ética e moral dos bons exemplos não são passiveis de decifração a não ser que sejam "exemplos" pró-amplificados-afectos à linguagem oficial desta República, que tudo "iguala" enquanto divide? Que tipo de exemplos em série pede e para quem fala o António Barreto? Concerteza não fala do regime. Pois é por aí que se deve principiar. Não basta pedir actos livres aos homens simples ou "poderosos" quando as leis cercam, quando a justiça é interesseira, quando o grito é surdina, quando o maior dos exemplares – o Estado, na sua génese e nos seus "homens" – não é exemplo nenhum.

*imagem picada em Travelling light

2 comentários:

Luís Bonifácio disse...

O Álvaro Barreto é Engenheiro.
O António Barreto é que é Sociólogo.

João Amorim disse...

Troquei o nome. É o que dá escrever de madrugada.
Já rectifiquei!
Obrigado.