5 de junho de 2009

Ler o "Combustões"


(...) "Todos somos criaturas com envolvente familiar, social, cultural e histórico: não escolhemos a nossa família de nascimento e não escolhemos a pátria em que nascemos, pois estas são-nos impostas pela natureza no acto do nascimento. As pátrias não são negócios contratuais, existem antes e depois do cidadão, pelo que Portugal não nos pertence, mas somos nós que pertencemos a Portugal. Portugal é uma fundação de destino e a identidade está disseminada pelo passado e pelo presente, nos mortos e nos vivos. Portugal não é um estar aqui negociável, não cabe em programas nem se pode reduzir a "propostas". Não cabe aos portugueses de hoje questionarem-se sobre a viabilidade ou inviabilidade de Portugal, mas cabe-lhes lutar por uma ideia portuguesa na Europa e da Europa." (...)

In Combustões


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