30 de agosto de 2009

Mundivisão!


Enquanto o ainda primeiro-ministro deste regime exorta por mais votos para satisfazer a modernidade que promete para este país parte da juventude ouve, agradece e enceta a luta contra o "passadismo" e o "conservadorismo"(1) vegetando, subsidiando-se, violando, assaltando, matando. Não se pode travar este "progresso"? Antes que ele nos trave a nós?(2)

1) Esta doutrina contra os valores "do passado" opondo-os aos valores "do futuro" prova o estigmatismo mental que existe nestes astrólogos-da-política.
2) Ler várias vezes este artigo!

28 de agosto de 2009

Olha as certezas


Eu li a Bíblia! E não me pareceu um livro "absurdo" (sic.) mas somente um fascinante livro de História escrito por vários e em vários momentos, o Novo e o Velho Testamento que necessita de reinterpretação face às numerosas figuras meta-linguísticas. Saraamargo diz que Deus não existe, está somente na "nossa" cabeça, que foi por nós inventado e que nos tornamos escravos da nossa invenção. Vou-me abster de comentar sentimentos. Para mim "Saramago" também não existe pois não está na minha cabeça. E eu não inventaria um absurdo.

Saraamargo


"Deus, o demónio, o bem, o mal, tudo isso está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventámos. Não nos damos conta que, ao termos inventado Deus, nos tornámos imediatamente escravos dele", diz Saramago ao jornal espanhol La Vanguardia. E prossegue afirmando que este livro "não é um ajuste de contas com Deus, mas um ajuste de contas definitivo com os homens que o inventaram".

Depois de ter escrito no DN um texto a roçar o situacionismo bacoco, o "nobel" emigrante prepara-se para aumentar o pecúnio através da impressão de mais tinta sobre papel. Este povo, que não lê mas compra livros às toneladas para oferecer, deve estar ansioso! Os briefings são elucidativos. O marketing racionalista faz escola na cultura igualitária. Uma pitada de desdém fica sempre bem para a plateia dos cientificistas. Qualquer um ajusta as suas contas da maneira que pode, sabe e consegue. Ajustes de contas definitivos é coisa que parece não faltar na nossa sociedade, desde facadas, balas, pancada.... parece. Porque quer, pela forma de "romance", ajustar contas com a "invenção" Divina? De quem se pretende libertar, o camarada? ... o "rumo da idade" prossegue sem invenções e não deverá trazer novidades para o camarada...

24 de agosto de 2009

Os filhos d ... 25 de Abril

Vale a pena ver para se perceber o "estado" intelectual deste tipo de ocupas. Fala-se em fome mas a fome não pode ser desculpa para o crime. E querem queixar-se? Queixem-se ao socialismo....

23 de agosto de 2009

Plasmáticos


A natureza expressa-nos a sua presença de inúmeras maneiras. E a sua força. É a relação entre o meio ambiente e a nossa consciência que nos enquadra no "mundo". Por vezes esquecemos que o planeta não é um piso inerte que palmilhamos para obter ou destruir. Neste Verão português de desiludidas "paisagens" a morte levou uma família que desfrutava o sol à beira mar. Os cidadãos ocorreram em peregrinação desafogada para usufruir da sensação mediática in loco, sem olhar a lutos ou pudor, como que para alimentarem a drive virtual que parece estar no lugar da Alma de cada vez mais humanos. Parece que a realidade é cada vez mais rectangular-plasmática em formato Insensível HD.

21 de agosto de 2009

... meia página


Ontem, assisti a um debate na televisão sobre "redes-sociais" porque intervinha um autor-blogger de que sou admirador, por distintas nuances. Pouco usufrui face a questões tão arredondadas. O que pareceu: quem não está nas redes-sociais (vulgo twitters e afins) não está! Já era! Todos possuem uma "página". Todos querem molhadas de entradas nas suas páginas mesmo que que estejam escritas a branco mesmo que não passem de piropos para ocupar tempo, todos querem ser Contactados.
Como utilizador de um blogge não entendo a euforia pela "plateia" pois desde o meu primeiro artigo não condiciono a minha escrita ao quórum do sitemeter.
A discrição passou de moda nesta era-silicone onde o decote da vidinha não olha a qualquer pudor. De ministros, deputados, autarcas, anónimos, anónimos frustrados por ainda serem anónimos, à senhora primeira da república a exibição de dotes e actividades é total. A maior parte das gentes, porque a publicidade saloia lhes diz, acham que estar "ligado" é ser "moderno-ó-jovem-e-daí-até-só-pode-...-republicano".
Nesta febre da comunicação alguém está consciente para sentir a solitude necessária para se conseguir ouvir?....

19 de agosto de 2009

Um país à espera de todos enquanto todos esperam tudo deste país


Uns minutos pelas notícias e a tónica de Verão promete. Não me refiro à política. O sabor das actualidades sociais como o desemprego, o crime, a saúde, as violações a menores, etc, sabem a fel e incutem uma nostalgia de procedimentos. A "maravilhosa" era da internet permite-nos usufruir das novidades jornaleiras e ao mesmo tempo ler os comentários – interagidos – com os sites e blogges. Através dos comentários temos mais um elemento extra de avaliação do conteúdo da notícia, crónica e afim. Digamos, que nalguns casos, os comentários completam o texto redigido. Se a notícia/relato choca no conteúdo os comentários chocam pela rusticidade, escárnio, má-criação, insulto gratuito, na grande maioria dos casos. Através da internet tenho hoje a visão de um país onde os seus habitantes tudo exigem, tudo exortam – avulsamente, de acordo com as necessidades momentâneas ou os seus esgares. Em concreto, a saliva cai ao chão e as vozes ecoam e retornam umas pelas outras. Tudo exigem deste país como se ele fosse uma cartola nacionalizada de onde se tiram os proveitos à feição de cada exigência, à feição do mínimo esforço. Entretanto, a parada está a ficar vazia – apesar de eu saber que as fileiras para as carreiras/empregos do regime estão superlotadas – e o país (ou o que resta dele) está à espera de todos enquanto todos esperam tudo deste país.

14 de agosto de 2009

Liberdade... liberdade


Os bravos do "31 de Armada" sabiam no que incorriam quando subiram à varanda. Cometeram vários crimes, etc... ... e içaram uma bandeira monárquica subtraindo uma bandeira municipal (talvez tenham a pena agravadíssima). O simbolismo foi forte e está a bater mais forte ainda na cabeça dos situacionistas, que não esperavam "tal coisa" neste país tão moderno, onde os comentários sobre este tema roçam a buçalidade, dos ressabiados e dos "republicanos convictos"; sim, daqueles que ameaçam de porrada toda a insurgência e condenam os actos de terrorismo perpetrados contra a nossa isenta República, a mesma que foi gerada pelo crime e terrorismo! E é aqui neste anátema que vai surtir a mais bela oportunidade de bulir com as consciências... É que não se pode defender a liberdade quando ela suporta a ausência dela. Aos defensores do golpe de estado de 1910 só resta continuar a arranjar desculpas para justificar o aborto mal parido da república. Aos monárquicos resta a esperança da livre expressão, da livre opinião e da voz do povo para se iniciar um referendo sobre o regime. ... se não for tudo para a cadeira.

11 de agosto de 2009

NÃO DEVOLVAM A BANDEIRA... DEVOLVAM A REPÚBLICA

Bravo 31

Do dia 10 para o dia 11 de Agosto


Está tudo como estava? Aparentemente nada parece ter mudado; a vida continua, a nossa, dos outros, as cartas com as facturas chegam, os envios dos impostos, também, o sol aquece, o trânsito sufoca, o lixo continua nas ruas a lembrar-nos que temos gente de todas as espécies à nossa volta. Os jornais falam de tudo e de nada sem dizer nada do muito que havia para dizer, mas um pormenor – em letras escondidas, discretas – alerta-nos para um novo tema: o Regime foi discutido. Para o bem e para o mal, bem falado mal falado, bem escrito mal escrito, os portugueses souberam que se pensa, fala e se sente um outro tipo de regime, uma outra "solução". E todos têm uma opinião a dizer. Grande parte das centenas dos comentários que li (pelos blogges e jornais on-line somam-se milhares de opiniões) são puramente ressabiados e desfocados mas nada que me admire após 99 anos de porrada demagógica e republicana! Aquilo que eu sinto e que me fez vibrar foi que pela primeira vez desde a II República um grupo de bravos acendeu o rastilho de um confronto onde não são benvindos formigas-brancas, caceteiros, pides, capitães, MFA's ou censuradores. A História dirá se esta data ficará ou se será dissolvida pelo "deixa-andar" a que nos forçam há noventa e nove anos.

10 de agosto de 2009

1910 - 2009


Um grupo de bravos hasteou durante a noite a bandeira Monárquica na praça do Município de Lisboa. Como me apeteceu correr para a rua.
As minhas felicitações ao "31 da Armada".

9 de agosto de 2009

Monólogos da Democracia


A actriz Guida Maria, conhecida pela sua interpretação na peça "Monólogos da Vagina", deu uma entrevista ao JN no dia 26 de Julho deste ano. Numa e outra resposta fiquei com a impressão de que podemos desabafar pois vivemos num país livre, sem medo de represálias, sem medo de perder o trabalho ou emprego, sem seitas obscuras, sem compadrios e "familiares do santo regime". Por breves momentos. Os meus cumprimentos à actriz.

JN: Atingiu a maioridade em plena ditadura. A democracia com que terá sonhado é aquela que tem hoje?
GM: Para ser totalmente honesta, estou farta da democracia! Farta que comandem a minha vida! Pensei que íamos ser todos mais felizes, viver melhor. A verdade é que vivia melhor na altura do outro senhor, esse chamado Salazar. Chamem-me lá o que quiserem, não me importo. Ganhava rios de dinheiro, com 18 anos ganhava 14 contos – em 1968 era uma fortuna. Tinha mais trabalho. Os meus filhotes levavam açoites quando precisavam e não ficavam traumatizados, fumava em todo o lado...
JN: A liberdade que ganhou em 1974 sufoca-a?
GM: Mas que liberdade? Só sou livre dentro de minha casa, e só se não incomodar os vizinhos...
JN:Na biografia que lançou recentemente "Guida Maria - uma vida" – diz que é do tempo do beija-mão (...) O país também mudou por aí?
GM: Sim, sim, completamente! Portugal é um país de gente mal educada, sem berço, selvagem. As pessoas hoje não dizem bom dia, quanto mais ir ao beija-mão. Talvez seja isto progresso, não sei.

8 de agosto de 2009

O compêndio "Combustões"

O site "Combustões" é para se ler e fruir de fio a pavio. Em nenhum outro blogge encontro tanta coerência ética e afectiva, do primeiro ao último texto. O seu autor, um Homem-elite, Miguel Castelo Branco, oferece-nos uma prosa sóbria, mas vigorosa, objectiva e acutilante.
Em modesta homenagem ao quarto aniversário em blogge deste brilhante intelectual português, transcrevo um dos primeiros textos que li no Combustões, que infelizmente só descobri há um ano e pouco atrás.



4 de agosto de 2009

O dinheiro vem de onde?


Leio os jornais e só vejo não-notícias! As crónicas são uma falácia. Veja-se este "título": "o dinheiro sobrou de campanhas eleitorais"! Não seria mais sério descobrir o percurso do dinheiro e qual a percentagem de responsabilidade deste sujeito na sua administração? No dia em que este regime acabar com "sacos" de todas as cores e for explícita e legalmente traduzida a proveniência dos dinheiros para os empregos à assembleia e à presidência deste regime abastardado ficamos todos mais "íntegros". É que até eu, que nunca me quis envolver em cargos públicos, me sinto culpado por contribuir com o voto para esta pocilga...