19 de agosto de 2009

Um país à espera de todos enquanto todos esperam tudo deste país


Uns minutos pelas notícias e a tónica de Verão promete. Não me refiro à política. O sabor das actualidades sociais como o desemprego, o crime, a saúde, as violações a menores, etc, sabem a fel e incutem uma nostalgia de procedimentos. A "maravilhosa" era da internet permite-nos usufruir das novidades jornaleiras e ao mesmo tempo ler os comentários – interagidos – com os sites e blogges. Através dos comentários temos mais um elemento extra de avaliação do conteúdo da notícia, crónica e afim. Digamos, que nalguns casos, os comentários completam o texto redigido. Se a notícia/relato choca no conteúdo os comentários chocam pela rusticidade, escárnio, má-criação, insulto gratuito, na grande maioria dos casos. Através da internet tenho hoje a visão de um país onde os seus habitantes tudo exigem, tudo exortam – avulsamente, de acordo com as necessidades momentâneas ou os seus esgares. Em concreto, a saliva cai ao chão e as vozes ecoam e retornam umas pelas outras. Tudo exigem deste país como se ele fosse uma cartola nacionalizada de onde se tiram os proveitos à feição de cada exigência, à feição do mínimo esforço. Entretanto, a parada está a ficar vazia – apesar de eu saber que as fileiras para as carreiras/empregos do regime estão superlotadas – e o país (ou o que resta dele) está à espera de todos enquanto todos esperam tudo deste país.

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