3 de setembro de 2009

Além

A minha causa é a minha família. Os que estão, os que partiram. Os meus mortos, não me pesam e sei que um dia partirei leve e livre para continuar com eles, com todos. Não posso dizer que a morte me incomode. Perturba-me prever a minha ausência naqueles que amo e mais me consome prever dor naqueles que criei.

Esta notícia é dilacerante. "O meu filho está morto e eu morro com ele". Não posso dizer quão eu faria. Sei que não posso chamar herói a um pai que morre com um filho nos braços. Sei que não posso chamar vitima a um pai que desce a um poço e continua mesmo sabendo o risco da fatalidade. O meu constrangimento é o reflexo do amor que eu sinto pelas minhas filhas a mesma dor que é feita do amor que nos impele para lá da vida.

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