6 de setembro de 2009

Manipuláveis


Parece que o "mundo" anda turbulento. É compreensivel, por várias razões. Nunca, em tão pouco tempo, fomos sujeitos a mudanças civilizacionais, digo, de noções tecnológicas. A medida dessas mudanças imprime o comportamento individual e social. Este texto escrito no limbo cibernético é um exemplo. Contudo o indivíduo é mais inalterável do que a matéria-Lixo, que produz. Chamaria a esta "era" a da efemeridade material. O propósito da febre produtiva de artefactos tem um só fito: o lucro.
Os "modelos" tecnológicos enquanto recursos são positivos mas esgotam-se em si, não ultrapassam o mérito de "modelos-ferramentas" carenciados de Homens que as saibam usar. Daí que, a visão de vivermos num mundo "muito evoluído" só possa ser caricato e um pleonasmo pois o Homem não deveria estar atrás da sua invenção. Este "novo mundo" em que estamos rodeados de máquinas para todos os sentidos, em que estamos rodeados de pregadores-politico-mediáticos, de consciências alheias que falam por nós através das máquinas (da maquinaria que serve o poder) deveria-nos remeter para uma noção de valores que nos equilibrasse e nos ajudasse a decifrar tanta "interferência". Mas não. A maioria gosta de se transvestir com os artefactos o que é o mesmo que dizer, deixar que os adereços falem por si. Numa sociedade infestada e psico-dependente de ícones materiais é fácil tornarmos-nos idênticos, iguais, manipuláveis. Manipuláveis.

Sem comentários: