14 de setembro de 2009

Um dos termos que me deixa chateado



Neste passado Domingo, bem cedo, pela aurora, estava eu a ler uns elementos para um trabalho enquanto ouvia um programa de rádio. Deliciado. A música pára e apercebi-me que se tratava de um programa com vários comentaristas. Boa prosa sobre um assunto querido: vivências. Tudo corria de feição, o trabalho e a audição, quando uma comentadora disse que era uma esquerdista de tendências humanistas e que a sua família era o "socialismo". Uma outra torquiu que era uma socialista e também uma fervorosa humanista. Um outro aproveitou a oportunidade e de voz grave disse que era um humanista de esquerda. Apercebi-me perante a felicidade e da humidade naquelas vozes que aquele momento estava a ser um reencontro improvável de irmãos pródigos. Todos de esquerda boa ou todos à esquerda de qualquer coisa má. Daí para a frente até a música me pareceu comprometida e complexada! Coitada. Tão boa, tão Haydn, tão vienense. Só não consegui ler bem o embrulho "de esquerda com tendências Humanistas". De que se cobriam esses "intelectuais"? Concerteza deviam estar a referir-se ao humanismo dos campos de concentração dos Gulags e de Pitesti, ao humanismo de Lenine, Estaline, Dimitrov, Fidel Castro, Kim Jong-il, Pol Pot, Idi Amin, Mao Tse Tung e tantos tantos outros humanistas.

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