15 de outubro de 2009

Travestis à muitos...


Diz o artigo: "Morrer Como Um Homem", de João Pedro Rodrigues, é a história de um travesti desfeito pela marginalidade. E é um retrato da vida de muitos travestis lisboetas do fim da década de 80, quando o excesso pós-revolucionário dava o último suspiro. Que sobra desse mundo? Tudo. O "excesso revolucionário" transformou-se-se em "défice democrático", a "outrora" marginalidade tornou-se estilo, que não olha a géneros. O travestismo é a opção de vida do meio político, descarado, "moderno" e desenvergonhado, dos senhores e senhoras políticas, dos ministros aos autarcas, aos cronistas e opinistas, a república não tem vergonha de mostrar as mamas, secas pelos oportunistas, até os "comunas" se travestem de "esquerda". Escrúpulos? Suspiros? Só na pastelaria.

Sem comentários: