30 de novembro de 2009

Imbecis


Os mesmos imbecis laicos que clamam a retirada dos crucifixos nos edifícios públicos (e privados) mostram-se "escandalizados" pelo referendo levado a cabo na Suíça contra o erguer de "minaretes" em novas mesquitas. Imbecis.

Isto está fora da nossa Alçada


De Master a Mestrado há algumas diferenças! Académicas e não só. Uma professora devia saber isso. Uma Universidade devia conferir isso. Uma ministra da "Educação" devia saber ainda mais. A confirmar-se esta história, mais uma, o sistema socialista parece atrair gente que ostenta mais do que é. Proibiram o uso de títulos e merçês na república e deu nisto... os burgueses e a ralé igualitarista sempre foram uns salivosos fascinados por se apropriarem do desejado "títulozinho"....

29 de novembro de 2009

Melo Antunes, abril, MFA e rememorações


Tudo o que eu queria (e gostaria) de dizer está aqui.

27 de novembro de 2009

Pela direita


(...)
A tese da luta de classes, tão famosa desde meados do século XIX, apresenta uma perspectiva inteiramente oposta à da tese psicológica Aqui o direitista é o mais racional de todos os agentes políticos. A sua oposição aos princípios revolucionários não tem ligação alguma a motivações ocultas ou inconscientes. Significa apenas que possui a nítida consciência da ameaça que estes representam para os seus interesses. Sendo a história da humanidade uma contínua sucessão de classes dominantes e dominadas, cada classe é revolucionária-esquerdista antes de alcançar o poder e conservadora- direitista depois de o conquistar. O esquerdismo e o direitismo não são, pois, ideologias ou aspirações com uma consistência fixa, mas atitudes a que recorrem as classes sociaisà medida das suas conveniências. Existe, no entanto, um elemento constante nas relações entre as direitas e esquerdas que se sucedem durante o processo histórico. As direitas procuram, em geral, na filosofia idealista a justificação para a continuidade do seu poder, enquanto as forças revolucionárias encontram inspiração nas doutrinas materialistas.

Entrando, finalmente, nesse espaço largo e de contornos indefinidos que é a direita, encontramos também um amplo leque de concepções sobre o que a define e o que a opõe às esquerdas. Cada uma concebe a seu modo a grande fractura ideológica, e é nestas diferentes concepções que encontramos a característica saliente de cada uma das famílias que habitam a direita.

A direita clássica, contra-revolucionária, sempre se apresentou como a restauradora do equilíbrio natural das sociedades, da forma de organização social ditada pelo jogo das forças que brotam expontâneamente em cada nação ao longo da história, vendo o seu contrário na defesa de formas de organização social inteiramente concebidas nas cabeças dos filósofos, fórmulas abstractas com a ambição de serem aplicadas a todas as nações em qualquer tempo ou lugar.

A direita conservadora vê-se como a depositária da prudência e do senso-comum nas relações sociais, a força que combina harmoniosamente as noções de ordem e progresso, que faz da manutenção dos valores do passado o ponto de partida para a aquisição de novas vantagens sociais, seguindo a lição de Edmund Burke, para quem o conceito de herança resumia um bom princípio de filosofia social: a herança é um património com que se começa a vida, podendo acrescentar-se com outros valores. Por isso o progresso deve ser cumulativo e não revolucionário.

A direita liberal tem os seus valores ligados à propriedade privada e à economia de mercado, devendo a sua instalação na casa comum da direita ao combate que trava contra o socialismo.

A direita esotérica, que goza de certo acolhimento fora da sua família política, vê no mundo moderno a degradação da arte de viver tradicional, a perda de uma sabedoria primordial e a emergência do “reino da quantidade” que vem substituir o antigo “reino da qualidade”. E encara-se como a guardiã dos segredos iniciáticos que devem ser transmitidos às gerações vindouras para elas restaurarem a sociedade hierárquica e sagrada.

É natural que se possa encontrar um traço de união entre todas estas formas de ser da direita, mas a variedade é uma das grandes riquezas desta família que não tem nem a pretensão nem a possibilidade de constituir uma frente comum reunindo liberais, conservadores, nacionalistas, fascistas, tradicionalistas e esoteristas.


Carlos Bobone in Alameda Digital, nº 8

24 de novembro de 2009

Poema para sempre

(...)

Ó justiça dos séculos, ó justiça da História,
inscreve-lhes os nomes no muro da ignomínia,
para que as gerações lhe cuspam na memória!

Fez-se a paz. Portugal
tem um punhal no flanco.
No céu a pomba preta vai pintada de branco.

Crespo, Cunhal, Vasco, Antunes, Soares,
Costa o Judas, Otelo, Rosa, Santos...
Os vendilhões da Pátria! E mais, e tantos!
Hidra de cem cabeças vis alvares!

Fiquem os nomes seus patibulares
no mura da ignomínia, sim! Espantos
dos espantos, mais sinistros de quantos
inda tinhas, História, pra contares!

Monstros num monstro só, porque eles são
os irmãos-siamezes da traição!
Mentirosos, venais, macabros, reles!

Atira-os, ó Desonra, prá buraca
onde a História tem a sua cloaca!
E, ó Nojo, vomita em cima deles!

Nomes de ignóbil tema,
aqui ficam pra sempre,
– porque pra sempre fica este poema!...

(...)

excerto da poesia "Comédia da Morte", Vid. Obra Poética Escolhida. Volume III. A Comédia da Morte e outros Poemas. Lisboa, 1979

20 de novembro de 2009

A grilheta



Nos cafés, na rua, à porta das escolas, nos blogges, nos (insuportáveis) jornais, na (ranhosa) televisão) todos comentam a actual "situação" do país. Há os que (só) dizem mal e há os que diagnósticam bem! A sociedade portuguesa tornou-se uma verdadeira faculdade nacional de analistas. Todos são escurreitos para os diagnósticos e todos se aperaltam por saber diagnosticar. Mas, não sabem. O que todos fazem é pensar uns como os outros, nesse vício de uniformismo que o estilo de "Abril" nos legou. Seguem o raciocínio mentalcopiado. É pena. Eu não ouço analistas! O que me interessava ouvir são os "agentes" que estão com a mão na massa. Ainda não ouvi um só político a falar sobre o cancro do sistema e da desresponsabilização que esta demo-cracia provoca. Um autarca a não aceitar dinheiro dos impostos da especulação imobiliária. Um Governador Civil a falar sobre o ridículo do cargo. Um assessor a recusar uma oferta de tacho. Um tesoureiro de um partido a expor toda a proveniência dos fundos que pagam as campanhas. Um ministro a assumir as culpas, que não passe pela demagogia da "demissão". Um director-geral a recusar um salário desmesurado por ter problemas morais. Um ministro a propor uma lei que obrigue a que todos os cargos públicos sejam afectos através de um exame público e pela melhor qualificação. O presidente – independente-imparcial(?) – desta república a assumir o brutal envolvimento partidário na sua candidatura e a publicar todos as origens financeiras da campanha. Um só presidente da república que reconheça a nossa história e peça desculpa a todos os portugueses e demais africanos pela surreal descolonização. A república portuguesa está podre e todos os que a defendem são os mesmos que a chupam em benefício. Não é Portugal. É a República – a grilheta – que precisa de rebentar. Para nos libertar.

19 de novembro de 2009

Cheio


Ontem à noite na RTPN um dispositivo jornalístico mostrava-se boquiaberto por na "rotunda do marquês de Pombal" não se encontrar ninguém a festejar a nossa passagem ao mundial senão um casal de aficionados!! Seguiu-se a entrevista. Um e outro dizem que vão para "ali" sempre que a "selecção" ganha. Estão desapontados. Apesar de berrarem e acenarem com duas bandeiras os carros não param. – "Vamos embora que isto está como nunca vi"! Diz a mulher. O jornalista permanece e fala. Fala com um sotaque e tiques próprios dos grandes futebólicointelectuais – como se a rotunda estivesse cheia desse impingido Portugal egrégio que agora marcha sem precisar dos avós. Mas está. Cheio de nada.

12 de novembro de 2009

Recado urgente para o PS e demais fracturantes


Com tanta pressa em aprovar o "casamento" entre indivíduos do mesmo sexo os fracturantes (facturantes) esqueceram-se das outras uniões passiveis e possíveis. Eles dizem que não se pode ver a coisa pelo "sexo" procriador mas pela procriação do "amor". Seja, mas não se esqueçam das uniões entre o homem e os seus melhores amigos, uniões poligâmicas a três e quatro e a cinco....

Digestão da política nacional - II

Explicado aqui

10 de novembro de 2009

Digestão da política nacional


Após o recente período eleitoral com duas eleições que se sobrepuseram pelos argumentos falidos, Portugal volta ao mesmo circuito intestino e jorra a mesma diarreia. Eu dou um exemplo; quando vou a um restaurante peço a ementa, outros pedem o prato do dia. Eu peço a lista de vinhos, uns pedem o vinho da casa outros mais rústicos uma jarrinha. Se a lista/menu não me satisfaz saio e procuro outro restaurante ou paro num café e peço algo mais simples. A minha escolha não é só a minha carteira é o que me pede o meu estômago, a forma como eu sinto a digressão digestiva. Com a escolha dos partidos é a mesma coisa. Ninguém se pode escusar na falta de alternativas nem na obrigação moral de votar. A abstinência é uma prova de força e de resistência. As últimas eleições trouxeram-nos a vantagem de já conhecermos os pratos, os seus cheiros, a sua cor, a sua composição, nalguns casos putrefacta. O povo ocorreu à mesa e encomendou. Mais umas semanas e esperaremos. Quando a digestão começar a fluir pelos órgãos essenciais e o sangue aflorar a inteligência veremos os resultados. Já estou a ver os comensais do estrume a largar arrotos de hálito pestilento, os comentaristas a abanar o nariz do mau cheiro analítico, os sindicatos a exigir mais papel higiénico, os deputados do barlavento a servirem a mesma desculpa e a dizer ao povo que a culpa não é dos cozinheiros – que o serviço até é bom – mas que o povo está exigente demais para o que paga! Como neste país não há Livro de Reclamações (foi gamado em 1910).... Sei que nem todos pediram o mesmo prato mas infelizmente somos obrigados a cheirar os peidos das maiorias. São maiorias "entranhas" – queixam-se, mas vão sempre comer do mesmo.

4 de novembro de 2009

Ateus, proibam os feriados religiosos e as festas de Natal nas escolas públicas

Ateus, proibam as visitas de estudos, das escolas públicas, aos museus

Ateus, proibam-no de festejar assim

Ateus, implodam-No.

cruzes canhoto


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos "pronunciou-se unanimemente" sobre uma queixa de uma mãe que exigiu que se retirassem os crucifixos das salas de aula, em Itália, porque isso iria influenciar a educação do seu filho, segundo a senhora. O dito tribunal deu-lhe razão. Não sei se este parecer tem carácter vinculativo a todos os países "europeus"! A Associação Ateísta Portuguesa aplaudiu e exige que o governo português "fiscalize" os "abusos que ainda persistem" e retire todos os crucifixos das escolas públicas, hospitais e edifícios públicos pois tal exposição viola a liberdade religiosa. Parei para pensar. A dita mãe não pediu para retirarem o crucifixo da sala de aula onde o seu filho estuda. Pediu para retirarem todos os crucifixos de todas as salas públicas do seu país e, suspeito, se a deixassem, de todas as salas de aulas de todo o mundo. O mote: a "liberdade" religiosa. Não me vou alongar sobre a minha noção de liberdade religiosa, nem sobre a ignorância intolerante, fico-me pelos símbolos deste país. Quantos símbolos esta república ostenta que não colhem simpatias? Quantos símbolos visuais ou imateriais esta república exibe sem colher consenso? Os símbolos republicanos não podem ferir, de igual modo, a liberdade ideológica de cada um? Quer esta Associação proibir determinados gestos visuais em locais públicos como, por exemplo, fechar as duas mãos ou abrir os braços? Quer a Associação Ateísta alterar a configuração geométrica do símbolo das Farmácias, alterar o recorte original das Ordens e Comendas Portuguesas que os nobres da república tanto gostam de almejar? Quer a Associação Ateísta também proibir o uso do nome Maria ou Jesus? Lá se ia o Benfica.

3 de novembro de 2009

O que me move


2 de Outubro, 1995*, um dia de sol radioso... Uma mãe com uma barriga maior que o mundo e o pai mais ansioso do planeta entravam no hospital! Estavas tão feliz, tu sabias meu pai, sabias que ali, naquele lugar ias viajar pelo infinito e encontrar-te de novo... sabias, que quando eu olhasse para ti pela primeira vez algo que um dia havias perdido tinha voltado com a mesma força, a mesma ternura... E então, tu poderias tocar, embalar e envolver nos teus braços o que de mais precioso e sagrado sempre existira em ti... Esse amor, meu pai, esse Amor tão imenso e sofrido, tinha enfim regressado...

Joana
para o pai no Dia do Pai, 2005


* dia de nascimento da Joana

2 de novembro de 2009

pára, escuta e olha


Nesta vaga de "escandaleiras" envolvendo figuras ligadas à política o presidente da câmara do Porto surge nas televisões a dizer: "Fui eu que denunciei o caso de corrupção na minha câmara"! Não sei o que ele quer obter com estas afirmações, afirmar-se sério ou afirmar-se mais sério que outros com as mesmas funções? Só falta querer um louvor por amar os filhos. Bem, entretanto, sabe-se que a empresa que denunciou a tentativa de suborno é uma empresa "da casa" a quem quase exclusivamente a câmara do Porto adjudica, há vários anos, empreitadas de gestão de tráfego (semáforos) e que só relatou os factos após ter ganho o "concurso", a que foi candidata, curiosamente, sem outros adversários. Por aqui me fico, por aqui me vou.