30 de dezembro de 2009

Um "problema"


Por estes dias, abundam copiosas peças sobre o problema da natalidade. Um ou outro texto focam-no de facto; na maioria das opiniões a questão da "natalidade" surge pela sustentabilidade futura da segurança social, vulgo: futuros pagantes de impostos! Aqui e ali vai-se escrevendo a palavra "família". De onde ouço falar muito da "família" é das hostes do fisco: ajudas para cá, ajudas para lá – incentivos, subsídios de 100 euros por cada feto não abortado. A forma como a "família" é abordada neste socialismo é preocupante. Falo do socialismo-néon-ADSL que procura impingir e potenciar uma modernidade [a todos os (des)níveis] social composta por "ocasionais", por "unidos", por "ajuntados", por "casamentos"-Gay, pelos "micro" e "móno" parentais. O adjectivo "família tradicional", ou lá o que isso for, não-fractura/não-factura. Este Socialismo que vejo cada vez com mais adeptos é uma miragem para a solução da sustentabilidade da segurança social, por várias razões. Uma miragem onde cada um dos adeptos vai procurar regalar-se com os proveitos dos filhos dos outros e principalmente à custa da ambição dos que se tornam "ricos" cujos filhos são sempre para estes adeptos: os filhos da pu... .
O "problema" da natalidade começa na educação. Primeiro no berço – em "casa", depois na escola. Continua na opção responsabilidade-sim, responsabilidade-não, aborto-sim, aborto-não, continua na formação moral do indivíduo, na experimentação familiar e social, continua no exemplo legislativo que a governação dá ou orienta, continua pelo pendor do regime, na confrontação de valores, na resistência afectiva que cada indivíduo tem face aos obstáculos das ingerências sociais, materiais e até espirituais e continua até nos depararmos com o primeiro filho. Até nos depararmos como mais um núcleo da Família que agora somos, tão eminentes como aqueles que nos precederam. Depois os "problemas" continuam; a ser outros e a ser os mesmos.
O "problema" da natalidade de que se fala por estes dias não tem nada a ver com o que eu escrevi no parágrafo anterior. Tem a ver com a falta de pessoas-contribuintes. Tenham elas "famílias" ou não. Tenham elas desejos, ou não. O "problema" é que este socialismo é uma máquina de triturar valores, ansejos e ambições, de passar tudo no passe vite e oferecer-nos como ementa uma receita que dá mais vómitos do que forças para laborar. Uma política de tasco que nos cobram como artigo de luxo...

28 de dezembro de 2009

Longitude


Em antítese aos meus argumentos publicados no post anterior – a facilidade com se esboroa a história em patéticas teorias de conveniência e conivência política –, eu tenho descoberto nos artigos do investigador Miguel Castelo Branco uma harmonia e correcção de argumentos que são exemplares. Falo das experiências vividas em África e na Ásia pelo investigador, experiências, diria, de alma. Profundas, sem procura de expiação ou complexos. Para quem não sabe o Miguel Castelo Branco é um português natural de Moçambique. Nas suas viagens e vivências estará o segredo para o seu estado sincero e de boa consciência no que escreve – e ensina. A minha tese é corroborada pela semelhança endógena que deparo no comportamento moral e intelectual com o seu irmão Nuno Castelo Branco, também autor no blogge "Estado Sentido".
Para aqueles que retêm na sua memória apenas o que lhes fica em cima da pele ou dou um exemplo do que é viver com aquilo que fica impregnado no âmago:

" (...) Há dias encontrei uma velha professora universitária nos arquivos nacionais. Eu estava na companhia de um americano que ali também faz investigação. A senhora, nos seus setenta anos, perguntou-me o que ali fazia. Naturalmente, estando ela sentada, não fiquei de pé nem me sentei na cadeira vazia que ela me indicara. Vergei as pernas e coloquei-me, como o fazem os thais, num nível inferior à cabeça da professora. O americano, esse ficou de pé, com as manápulas nos bolsos e a mascar pastilha-elástica. No fim, perguntou-me: "que raio de posição a tua, até parece que lhe deves alguma coisa". A típica atitude do ocidental, que olha para os professores como pessoas que não possuem predicados para fazer dinheiro; logo refugiam-so no ensino. São dois mundos."

Miguel Castelo Branco, in Combustões

Os pais da "culpa"


O ano ainda não findou e os jornais e revistas já fazem a crónica do ano findo. O suplemento "Ipsilon" do jornal Público entrevista uma "escritora" que publicou um dos "livros do ano"! Trata-se de uma vitima do "colonialismo" que agora conta toda a verdade sobre os hipócritas das colónias, esses portugueses que foram para o ultra-mar desprezar os pretos e expor os seus complexos. O livrinho chama-se "Caderno de Memórias Coloniais". Não o vou ler. Basta-me a entrevista tão inócua quanto esclarecedora. Sobre a autora, que se diz filha de um "electricista" que ia às "casas dos senhores da alta" fazer as instalações, não posso tecer comentários pois não a conheço, sobre o tema acho que está muito actual. O tema gira à volta do pai da autora, da sua vida familiar. O que a autora propõe é a generalização da sua "paternidade" e experiência. Porque sim ou porque: "Eu não suportava ouvi-lo dizer coisas como "os pretos são uns cães"; "[no livro, Isabela Figueirado chama a Lourenço Marques um campo de concentração com cheiro a caril]"; "A minha mãe tinha muito medo que eu fosse brincar com meninos pretos, porque sabia que eu não fazia a distinção"...
A revisitação está na ordem do dia e o regime e os bandalhos que programaram a descolonização necessitam pontualmente destas "prendas" – quanto mais exacerbadas melhor – para fortificar o ego revolucionário e inquisidor ante o inimigo fascista que ainda "habita" em muitos portugueses e não "compreende" porque a descolonização se fez como fez; e para quem se fez.

23 de dezembro de 2009

Escrito numa oferta neste Natal


Querida filha Joana
Não me chames pai natal, chama-me pai.
Deves estar surpreendida com esta oferta, nesta altura. Não percebo a razão de se dar prendas no Natal. O Natal devia ser a única prenda que se devia dar e aceitar mas para isso deviamos ter a Fé – desse amor. Um amor que desde cedo eu senti a falar em orações enquanto olhava o presépio onde dormia um menino muito mais desprotegido do que eu. O mesmo menino que agora me protege.
Aceita esta oferta não como uma prenda mas como um prémio bem merecido. Afinal, não são todos os pais que se podem orgulhar de ter uma filha que faz com que muito do amor do Natal seja uma presença, todos os dias.


Maria

O Natal representa, não uma epifania circunstancial de alívio da má consciência, mas a consciência de Isabel denotada na Palavra: presença permanente e jubilatória do Espírito Santo na Fé consagrada de Maria, Mãe de Deus.


João Gonçalves, in Portugal dos Pequeninos

14 de dezembro de 2009

OBSERVAÇÕES CRÍTICAS A RESPEITO DE UMA HISTÓRIA LITERÁRIA DO PORTO - I parte

Começamos hoje, ainda que pontualmente, uma colaboração neste blogge de Júlio Amorim de Carvalho.
O texto que se segue é a primeira parte de um artigo sobre uma recente obra editada que se reporta à "história literária do Porto".

Artigo de:
Júlio Amorim de Carvalho


Ao visitarmos, há dias, a loja de um alfarrabista, no Porto, deparou-se-nos uma obra recentemente editada, volume de boa qualidade gráfica, com título que desperta, sem dúvida, interesse. Era a História literária do Porto através das suas publicações periódicas. Autor : Alfredo Ribeiro dos Santos. Ao consultarmos o vistoso livro, fomo-nos detendo ora num ou noutro nome de personalidade portuense ou relacionada, em dado momento, com o Porto – personalidade que tivéssemos conhecido ou que conhecêssemos pessoalmente (como Álvaro Ribeiro, Carlos Bastos – cujo espólio se conserva, em parte, na Casa Amorim de Carvalho –, José Marinho, Pedro Veiga, Fidelino de Figueiredo, Pinharanda Gomes, António José de Brito, o nosso primo Nadir Afonso…); ora em nomes que mais directamente interessassem à Casa Amorim de Carvalho, que administramos. Com efeito, entre estes, encontrámos referências a António Pinheiro Caldas e a Amorim de Carvalho, bisneto do poeta oitocentista. E ao lermos, com mais atenção, os comentários tecidos a respeito ou à volta dos dois últimos nomes de intelectuais portuenses acima citados, logo nos apercebêmos que muitas das afirmações feitas ou das considerações formuladas por R. dos Santos, não têm fundamento, ou estão incorrectas, ou acabam por se resolver, algumas delas, em deploráveis insinuações de origem claramente sectária.
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Logo no resumo biográfico relativo a Pinheiro Caldas, incorrectamente ou muito insuficientemente escreveu R. dos Santos que ele fôra «poeta de temas amorosos». E por aí se ficou o autor da História literária... Que não, que «de temas amorosos» pouco foi poeta Pinheiro Caldas, podemos afirmá-lo – sendo muito outras as características dominantes ou outros os aspectos de maior interesse da sua criação poética. Na recolha que fez para a 2.a ed. das Poesias (1864), apenas 22 composições em 84 são de temática amorosa ; e se considerássemos as belas poesias não incluídas neste livro, a importância do tema amoroso se amesquinharia numèricamente, com certeza, ainda mais, em relação às outras temáticas, adquirindo talvez certa preeminência, do ponto de vista qualitativo, as de carácter político e social. Helena Carvalhão Buesco (no artigo O Bardo in «Biblos. Enciclopédia Verbo das literaturas de língua portuguesa») perspectivou aspectos relevantes da temática expressa nesta revista, citando Pinheiro Caldas, e frisando (paralelamente às «contemplações e lamentações da expressividade romântica», não amorosa neste poeta) a existência, na poesia de Caldas, dos «temas sociais, normalmente associados à presença de personagens-tipo», considerando que o poeta ensaia (com outros, naquela revista) «a passagem a um lirismo mais aberto a um certo pendor conceptualizante, cujo expoente será, mais tarde (e a um nível incomparável), Antero de Quental». Também chama a atenção aquela dicionarista, para o facto de, em Pinheiro Caldas, se encontrar uma «reflexão poética sobre as características e os conflitos da própria poesia».
Como se sabe, ou se devia saber, foi Pinheiro Caldas que teve a ideia de publicar a célebre revista O Bardo; foi ele quem lhe deu o título e que propôs a sua publicação a Francisco Xavier de Novais e a dirigiu, com este poeta, durante o primeiro ano da sua existência.
Do ponto de vista estritamente formal, deve-se insistir no seguinte : era Pinheiro Caldas notável versificador, a nosso ver um dos ritmistas mais subtis do romantismo português. Nós demos no livro Dois escritores portuenses. O poeta António Pinheiro Caldas e Amorim de Carvalho (Casa Amorim de Carvalho, Prometeu, Porto, 2000) a interpretação de certos aspectos da bela rítmica de Caldas. Não podendo ser considerado grande poeta no vasto contexto da literatura de expressão portuguesa – é inegável ter ele marcado poderosamente o ambiente ultra-romântico em Portugal. Será, pois, de lamentar que o autor da História literária..., no resumo biográfico referente ao ilustre poeta ultra-romântico, se limitasse a uma redacção demasiadamente restrita, descuidada e inexpressiva.
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Queremos agora corrigir ou precisar algumas afirmações feitas por R. dos Santos e responder a insinuações que ele avança, na referida obra da sua autoria, relativas a Amorim de Carvalho ou que, directa ou indirectamente, lhe dizem respeito.
Comecemos pelo mais impressionante : o assalto à revista Portucale, perpetrado (em 1946) por uma tríade de malfeitores constituída por Veiga Pires-João Pina de Morais- -Sebastião Pestana, com a consequente exclusão de Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga da direcção desse periódico e a usurpação da propriedade literária daquela publicação, – do que resultou (para que pudesse continuar o espírito da Portucale) a fundação, por Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga, mas, de facto, por Amorim de Carvalho apenas, da célebre revista Prometeu de que este intelectual foi o mentor. Ora, a respeito destes acontecimentos, adopta R. dos Santos, no seu livro, uma atitude de caracterizada má fé, procurando valorizar declarações tardias (de 1955), feitas numa nota, que se refere a esses acontecimentos, escrita por um certo Joaquim Moreira, – declarações que não vêm ao caso, pois nada provam contra os pontos de acusação que foram claramente expostos por Amorim de Carvalho : a) no texto de apresentação de Prometeu, b) no artigo que abre o 2.° fascículo da mesma revista, c) numa 1.a nota relativa à usurpação da propriedade literária da Portucale pela tipografia conluiada com a tríade celerada Pires-Morais-Pestana, d) em 2.a nota referente a declarações mentirosas (já em 1947 !) do Moreira – estas duas notas também publicadas no 2.° fascículo de Prometeu. As acusações formuladas por Amorim de Carvalho dirigem-se fundamentalmente à tríade Veiga Pires-João Pina de Morais-Sebastião Pestana. Se estas acusações não receberam nunca refutação dos principais interessados (nem, repita-se, nas asseverações tardias, em 1955, do Moreira), – que diabo vêm fazer as transcrições, desta nota do Moreira, no livro de R. dos Santos? A improbidade de R. dos Santos patenteia-se no facto de ele não transcrever nenhum texto de Amorim de Carvalho referente ao assalto à Portucale, e ir impingindo, ao leitor desprevenido, passagens das elucubrações do Moreira de mistura com comentários dele, R. dos Santos (estabelecendo confusão em tudo: por exemplo, colocando o Pestana ao lado de Amorim de Carvalho e de Kol d’Alvarenga, quando aquele fazia parte da tríade que excluíu estes dois da direcção da Portucale; e referindo-se a problemas havidos, posteriormente a 1951, na 3.a série da Portucale usurpada, quando os acontecimentos a que nos referimos se passaram em 1946 !) – toda esta mistela com o fim de deixar no espírito do leitor desprevenido, ingénuo, ignorante ou preguiçoso que não consulte as fontes de informação fidedignas que se encontram na Prometeu, – com o fim (dizíamos) de deixar no espírito do leitor a opinião falsa que o autor do livro aqui criticado quer que esse leitor perfilhe : a não responsabilidade dos biltres Veiga Pires e Pina de Morais no que foi, na realidade, o imoral assalto à revista Portucale por eles perpetrado de conluio com o Sebastião Pestana.
Insistiremos num ponto já por nós evocado rapidamente. A tortuosidade de R. dos Santos fica bem manifesta quando ele escreve, mentirosamente, com a maior desfaçatez, que o conflito na Portucale opôs «Amorim de Carvalho, Kol d’Alvarenga e Sebastião Pestana, de um lado, e Veiga Pires e Pina de Morais, do outro». Afirmação desavergonhada, esta, como já dissemos ; porque o conflito estabeleceu-se entre, de um lado, Amorim de Carvalho e Kol d’Alvarenga (embora, dada a forte personalidade de Amorim, fosse este considerado pelo gang Pires-Morais-Pestana o homem a abater, mais do que Alvarenga), e, do outro lado, a tríade formada por Pires, Morais e Pestana que assinaram as cartas, publicadas em fac-simile na Prometeu, excluindo indecorosamente Amorim de Carvalho e Alvarenga da direcção da Portucale. Que o assaltante Pestana fosse, posteriormente, posto fora da Portucale pela dupla Pires-Morais, – isso já é outra história : são os habituais ajustes de contas entre homens de bandos, que resultam, em geral, na liquidação dos mais débeis (que não são forçosamente os menos desonestos) pelos mais empedernidos. Digamos desde já (a título de curiosidade, e conforme as repetidas afirmações verbais, a nós feitas, por Amorim de Carvalho) que o ilustre pensador ficara com a íntima convicção (por informações que lhe tinham sido fornecidas), que o assalto à Portucale fôra perpetrado no seguimento de um «mot d’ordre da maçonaria».
Não será nunca demais lembrar que os dois estupendos textos de Amorim de Carvalho, explicando como se processou o assalto à Portucale, e as 1.a e 2.a notas (esta, respondendo a devaneios e a mentiras – já em 1947 ! – do pobre Moreira), a que nos referímos atrás, ficaram sem resposta até à data de hoje, isto é, durante mais de 62 anos. Nem podiam nem poderão ter refutação convincente. O Moreira, cuja colaboração na Portucale «nunca passou de notas e comentários dum simples redactor», «foi sempre um sonhador» (Amorim de Carvalho, 2.a nota citada). «Era preciso » (escrevia ainda Amorim – na mesma 2.a nota de 1947 em resposta à nota mentirosa do Moreira surgida, neste mesmo ano, na Portucale usurpada –, sem saber o ilustre escritor que estava também respondendo antecipadamente às insinuações descabidas e desonestas do Moreira na sua nota de 1955 e às de R. dos Santos na sua obra de 2009), – «Era preciso atirar a público com um «nome» da antiga PORTUCALE, que a tal se prestasse, para se apagar o mau efeito do esbulho [praticado pela tríade de malfeitores : Veiga Pires-Pina de Morais-Sebastião Pestana] ; à falta de um escritor ou intelectual representativo da PORTUCALE, arranjou-se o sr. Moreira, que foi, na verdade, redactor, mas não foi senão como isso que deixou rasto na Revista – um rasto cada vez mais desvanecido, já no tempo de Cláudio Basto» e sob cuja direcção [antes, portanto, dos acontecimentos que aqui evocamos] o Moreira acabou por abandonar a revista. Que vêm fazer, então, agora, em 2009, as insinuações de R. dos Santos, citando, na sua História literária do Porto..., «à falta de um escritor ou intelectual representativo da PORTUCALE» (como escreveu Amorim), – citando (estávamos a dizer) o apagado e medíocre e já referido mentiroso Moreira que se auto-intitulava (na nota de 1955) «especialmente qualificado para avaliar [...] [das] responsabilidades e dignidades» dos intervenientes nos acontecimentos relativos ao imoral assalto à Portucale (este, sim, sobejamente demonstrado) levado a cabo pela referida tríade de malfeitores ? «Especialmente qualificado» ! Presunção e água benta...
Mas afinal, o que é que escreveu o medíocre e mentiroso Moreira na sua nota de 1955 citada por R. dos Santos? Será que o «Especialmente qualificado» vai cuidadosamente demonstrar a honestidade e a nobreza de carácter do Pires e do Morais? Nada disso! O «Especialmente qualificado» apenas pontifica que: nos referidos acontecimentos, «foi perfeitamente digna a posição» do Veiga Pires, Pina de Morais, Oliveira Júnior (este último era o gerente da tipografia que imprimia a Portucale, e que, informamos nós agora, conluiado com os dois precedentes malfeitores e o Pestana, usurpou a propriedade literária da Portucale). E mais não diz o «Especialmente qualificado»!

9 de dezembro de 2009

Eu também


Um dia, talvez, a justiça se erguerá triunfante sobre um povo caído na escravidão. Sebastianista, pois claro, ainda acredito que na 25ª hora um sobressalto de liberdade moverá os corações e inteligências adormecidos e restituirá aos portugueses a cidadania confiscada, abusada e ridicularizada por todos os pequenos e grandes lóbis que nos reduziram a caricaturas.

2 de dezembro de 2009

Muita Paz


O prémio Nobel da Paz, o homem mais apaziguador do mundo, entre 2008 e 2009 – presumo que em 2007 ainda estivesse no purgatório –, deu ordens para se enviarem mais 30 000 soldados para a guerra. Só falta ele dizer que é para a guerra santa!
No mesmo dia, Cohn-Bendit, amigo íntimo dos anarquistas e extremistas-esquerdistas, vocifera para que os "muçulmanos" retirem o seu dinheiro da Suíça!! Estilo vais-ver! Fica uma pergunta: será que todo o dinheiro é limpo e pode sair à vista de todos? Os bancos Portugueses poderão acolher esse dinheiro, caro Cohn-Bendit? É que nós cumprimos com todas as obrigações internacionais – apesar de não conseguirmos cumprir com as obrigações nacionais...