28 de dezembro de 2009

Os pais da "culpa"


O ano ainda não findou e os jornais e revistas já fazem a crónica do ano findo. O suplemento "Ipsilon" do jornal Público entrevista uma "escritora" que publicou um dos "livros do ano"! Trata-se de uma vitima do "colonialismo" que agora conta toda a verdade sobre os hipócritas das colónias, esses portugueses que foram para o ultra-mar desprezar os pretos e expor os seus complexos. O livrinho chama-se "Caderno de Memórias Coloniais". Não o vou ler. Basta-me a entrevista tão inócua quanto esclarecedora. Sobre a autora, que se diz filha de um "electricista" que ia às "casas dos senhores da alta" fazer as instalações, não posso tecer comentários pois não a conheço, sobre o tema acho que está muito actual. O tema gira à volta do pai da autora, da sua vida familiar. O que a autora propõe é a generalização da sua "paternidade" e experiência. Porque sim ou porque: "Eu não suportava ouvi-lo dizer coisas como "os pretos são uns cães"; "[no livro, Isabela Figueirado chama a Lourenço Marques um campo de concentração com cheiro a caril]"; "A minha mãe tinha muito medo que eu fosse brincar com meninos pretos, porque sabia que eu não fazia a distinção"...
A revisitação está na ordem do dia e o regime e os bandalhos que programaram a descolonização necessitam pontualmente destas "prendas" – quanto mais exacerbadas melhor – para fortificar o ego revolucionário e inquisidor ante o inimigo fascista que ainda "habita" em muitos portugueses e não "compreende" porque a descolonização se fez como fez; e para quem se fez.

3 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Bah... essa atrasada mental talvez tenha vivido um ano em Moçambique. aliás, a mãe lá saberia porque não queria que ela "fosse brincar" com os meninos negros. É que esse tipo de brincadeiras, trazem netinhos antes do tempo, ora bolas!

sem-se-ver disse...

comentário enriquecedor:

leia primeiro, critique depois

:-)

Nuno Castelo-Branco disse...

Li o texto e fiquei de boca aberta com tanto disparate.