20 de fevereiro de 2010

Alerta

Nasci numa cidade mas considero-me um homem do campo. Cresci num tempo repartido entre a casa do Porto e uma quinta em Vale de Cambra. Cresci a amar a terra, a subir a muros, árvores, a correr por entre o milho, a ouvir a água das represas, a aprender os ritmos do cultivo. A sentir o tempo. Nunca, até há uns poucos de anos, me tinha deparado com o surto alarmista das metereologias. O tempo entrou em estado de alerta permanente. E às cores. Hoje estamos em alerta amarelo e ainda nem uma pinga de chuva caiu. Vou esperar, pode ser que mais para a noite a previsão satisfaça os egos pró-tecnológicos.
Que pena não criarem um sistema de alerta para a realidade política. Eu sei que estaríamos sempre em alerta cor de trampa mas pelo menos tinhamos técnicos que nos avisariam disso todos os dias....

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