22 de fevereiro de 2010

Alertas


O alheamento a que votamos o meio que nos envolve acaba por nos ensombrar das grandes evidências. Tivesse o homem olhado, um pouco, para o céu, para o mar, para as linhas de água que descem da maior à mais pequena encosta e muitas das tragédias provocadas pelas intempéries não passariam do permanente fluir da natureza. Eu sei a razão dos "alertas-amarelos"! Não são grassos tiques tecnológicos, são a razão do nosso afastamento e desinteresse pelo chão-terra que nos ergue e nos tomba. Os homens modernos não vacilam, tudo ocupam com o beneplácito das leis – única e exclusivamente preocupadas em taxar.

O horror com que vejo o que está a acontecer na Madeira faz-me olhar para as vítimas não como meras vítimas do tempo mas destes tempos de incúrias e alheamento.

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