4 de março de 2010

Disfunção pública

Num período em que a falta de liquidez do estado é visível, quando a crise financeira que o país vive é fruto da indecorosa gestão da governança pública, os funcionários públicos fazem greve! Por melhores salários. Esquecem-se que são o único grupo que beneficia, escandalosamente, do principio do não despedimento, privilégio da ditosa revolução abrilesca que a caminho do socialismo abrigou, em muitos casos com critérios de cunhas e compadrios, uma parte da população à dita mercê. Os outros, os que podem ser despedidos (e aqui nem interessam as leis e "compensações"), têm de suportar mais impostos e receitas para os empregados do estado usufruírem dos "seus" direitos. A constituição da república portuguesa não distribui a igualdade. A protecção – contra o despedimento – que a lei dá aos funcionários públicos é, por estes dias, uma desigualdade entre cidadãos tanto mais que a manutenção deste "estado" é a principal razão do nosso défice. Os funcionários que fazem greve não parecem perceber. Ou percebem! E talvez essa seja a razão de neste país nada "mudar". Estão todos absorvidos com a defesa dos "direitos". Sem pudor. O autismo dos funcionários públicos, neste periodo difícil, é sintomático, ademais acham que são eles, sempre, "os mesmos" a pagar a crise! Entretanto os impostos directos e indirectos vão ter de aumentar para pagar a "ordem social", a "dignidade individual", os investimentos "públicos" e os salários dos filhos do estado, pagos com os impostos dos bastardos de Abril.

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