16 de março de 2010

Frustrados

Arredado da net, por uns dias, por motivos de melhores interesses deparo que o jornalismo se mantém na mesma cruzada ideológica contra os grandes e os poderosos. Por cá, as peças sobre as vítimas de assaltos, assassinatos e outras militâncias da escumalha não tem maior visibilidade que as sobre os coitados dos oprimidos dos bairros sociais – guettos – e a discussão acende se um agente da autoridade dispara sobre um meliante. Por lá, as peças sobre as revoluções sociais estão na mecha e à falta de uma verdadeira revolução em Portugal, que limpasse os dejectos-Humanos que vivem à custa da fabriqueta da história e do pecúlio público, a imprensa não olha a "fontes" para obter a linguagem certeira que qualifique de "Revolução" os protestos de uns tantos mil (num jornal são 90.000 noutro são 10.000) na Tailândia. Ressalvo que a Tailândia é uma Monarquia moderna, ou seja, vive no são equilíbrio entre a permanência do seu passado e a pujante presença do presente. Sobre este jornalismo não tenho muito a dizer, afinal, o complexo do pensamento único – linear, falacioso e igual aos demais porque sim, n'a boa – que certos intelectos ostentam só traz azedume e frustração à escrita. E nada pior que ler frustrados.

Sobre os "acontecimentos" na Tailândia remeto para o site Combustões a única "agência", de língua portuguesa, credível sobre a situação do país.

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