10 de março de 2010

Não bulam com os "capitães" e outros que tais


A propósito deste artigo, um comentador anónimo borrou-se para perguntar ao autor: "onde é que estavas no 25 de Abril"?! Esta expressão, "onde é que estavas no 25 de Abril?", é um dos ícones do complexo de "abril" e representa um dos falsos pilares da nossa actual "democracia". O que este anónimo e outros ressabiados querem proferir é a elevação divina de uns quantos milicianos, oficiais de carreira, paisanos e militantes comunistas (sim, desse mesmo comunismo tão gémeo do fascismo) que à data de 1974 participaram na festa. Qualquer opinião contrária ao "carácter" desses deuses do Olimpo é vista como uma ofensa nacional a que convém de imediato reagir; não importa o que esses seres fizeram até 24 de Abril ou depois de 26 de Abril interessa o que fizeram a 25, porra! Esses deuses revolucionários granjearam estatuto através das histórias de encantar que nos foram disparadas aos ouvidos nessa marcha apressada a caminho do socialismo! É este complexo complexo que nos teima em deixar, porque tem mais raízes que as ervas daninhas, e que de uma forma lata, permite que sejamos condescendentes com políticos que lançaram para a morte conterrâneos, com militares que tenham sido assassinos e terroristas, com políticos que são corruptos, e por aí fora.
Eu, no dia 25 de Abril frequentava a 4ª classe e estava na escola a brincar no recreio, como sempre se fazia no intervalo das 10h30. Estava um dia de sol e o meu pai foi-nos buscar mais cedo. Almoçamos em família. Foi para mim um dia feliz.

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