29 de abril de 2010

YouTumba


Tenha uma profunda convicção de que as maiores calamidades e crimes cometidos pelas massas enlouquecidas (onde incluo o estado de guerra, as revoluções, os regicídios) o foram pelo propósito do mais pequenino e reles sentimento: a inveja. Depois, o ódio, a comparação...
Este reles sentimento grassa e cresce imparável no corpo dos homens e mulheres. Cada vez mais. Se ouve tempos em que se conseguia perceptir uma vergonha, encoberta de outras coisas, por tal sentimento hoje, com as novas "técnicas", o homem moderno expõe os pecados mortais como se fossem prémios a-ver-quem-dá-mais. Um exemplo: o Youtube. Olho para o Youtube (para além de pseudo-Arquivo), que nos atiram em qualquer site ou blogge, e vejo uma exposição individual de tal modo tão vã e patética que chego a pensar que a grande maioria dos que estão "instalados" nesse site formam – porque fomentam – o exército perfeito de fiscais espiões da vida alheia. Daí à inveja, à reprovação, aos ódios, à comparação ... Tumba.

O que é o Comunismo?

Durante anos todos os intelectuais marxistas atribuíram os maiores massacres da "humanidade" ao seu inimigo de estimação, Hitler – o pai, avô, do "fascismo". Pela luta contra o "fascismo" os comunistas portugueses empreenderam sagas a favor da "liberdade"... dos povos, sempre de braço bem levantado contra a tirania dos fascistas-capitalistas-católicos-e-sei-mais-o-quê. Na aurora desses dias, Estaline – homem-santo para Álvaro Cunhal – prosseguia a eliminação de todos os inimigos do regime comunista. Desde que o último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov teve de o assumir, sabe-se que o massacre de Katyn não foi "mais um" dos nazis! Foi mais um crime do comunismo. Baixem os olhos comunistas portugueses. As valas continuam-se a abrir.

21 de abril de 2010

Eyjafjallajokull


Num tempo em que todo o espiritual é posto em causa, a natureza vem segredar-nos que o nosso lugar é instável e não permanente como nos parecem fazer crer as aparências tecnológicas. Podemos viajar através de cabos de fibra, podemos guardar "100 megas" de "informação" em matéria não maior que 0000,2 x 0000,2 m, mas nada podemos fazer que não pronunciar o nome de Deus quando nos borramos perante o curso natural daquilo que é, verdadeiramente, a Existência.

19 de abril de 2010

Não ter medo


Não temos que ter medo de nada nem de ninguém, mas essa coragem não vem da força dos nossos braços ou dos nossos exércitos, não vem da influência dos lobys amigos ou da eloquência dos nossos fazedores de opinião, não vem da grandeza das nossas manifestações de massas que tentam desagravar os ofendidos e entrar no campo das contabilidades estatísticas, não vem pela desvalorização ou anatematização daqueles que nos criticam ou condenam. Não. A nossa coragem e nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fernando Mota in Iktuslogos

Tão longe. Tão perto.

Quem se quiser informar sobre as notícias, conturbadas, na Tailândia, quem quiser ouvir a voz de um Português, único, em terras da diáspora, tem de ler, fruir, o que nos conta em voz de cetim, o Miguel Castelo Branco.

Uma conversa


Hoje, numa conversa com uns amigos, em Lisboa, falamos de muita coisa. De design, de projectos, de casamentos, de monarquias (onde eu estava em absoluta minoria), da visita do Papa. Vejo que a "República" não está na ordem do dia! Ninguém quer ter o fardo de cem anos desta coisa mais turva que a poeira de mil vulcões...! No fundo, eu era o único a celebrar uma nova ideia, um novo rumo, uma nova esperança no Eterno azul-e-branco português. Gosto de conversar. E de ouvir. Quando vou a Lisboa e, entre outros amigos, tenho o privilégio de estar com o meu melhor amigo – laico e republicano! – volto feliz. Estar entre aqueles que admiro mas que em muitos detalhes são opostos da minha opinião não deixa de ser um prazer. Não discuto para ganhar. Não converso para amealhar. Não pretendo ser a razão. Em muitas das diferenças encontro semelhanças e novas forças para os meus sentimentos. Em muitos óbices encontro o óbvio. Nunca penso que sou o melhor. Mas nunca deixarei de intuir que o que eu penso, e sinto, não se dissolverá no lume brando, carbonarizado, das maiorias!

16 de abril de 2010

A mesma poeira

Disperso por muitas razões vou fugazmente sabendo das "notícias". Hoje ouvi duas que me pareceram exactamente a mesma: o tráfego aéreo na Europa continuaria consideravelmente perturbado e que vários grupos ateus-extremistas preparavam-se para viajar para Portugal e manifestar-se aquando da visita do Papa. São, sem dúvida, poeiras com a mesma toxicidade...

8 de abril de 2010

Os fãs


Durante quinze dias uma série de jovens manteve-se a dormir e a permanecer às portas do Pavilhão Atlântico de forma a salvaguardar os melhores lugares para um concerto de música. Cada um gasta os minutos da sua vida como quer. Ou como pode. A banda, com nome hoteleiro, tocou no dia e à hora prevista mas o pavilhão não encheu, nem ficou superlotado e houve quem dissesse que a lotação estava muito além das expectativas.... Este facto, faz-me lembrar as fábulas, da vida. Neste país há muitas tendas para pernoitar, principalmente nos pavilhões da política. Espera-se, perora-se, cogita-se, sempre a aguardar os melhores lugares disponíveis... da plateia. Os camarotes nunca vagam. Alguns aguardam desde "jovens" por essa vaga disponível, na esperança que o sacrifício lhes traga um bom lugar, bem remunerado, independentemente da capacidade ou inteligência. São os fãs – do espectáculo, triste, em que vivemos.

2 de abril de 2010

Uma Boa Nova


Já não era sem tempo. Pela história do PPM urge ressuscitar este partido.

1 de abril de 2010

Quem consporca e está a mais deve sair


A receita é antiga e já tem marca. Quando alguém tem problemas... ataca a Igreja. Quando alguém está em baixo... ataca a Igreja. Quando o homem bate na mulher... ataca-se a Igreja. Melhor só atacar... os Padres..... vem de longe este tique jacobino e entre nós engorda implacavelmente:

"A atitude de pegador, demonstrada por Sua Santidade o Papa Bento XVI é corajosa, valente e é a única que pode e deve ser tomada, a bem da Igreja e a bem das vitimas desses miseráveis que ousaram conspurcar a sotaina que envergavam, renegando todos os votos e juramentos feitos. Só essa atitude pode extirpar os tumores malignos que disseminaram no seio da Igreja Católica. Só após esta ablação, pode a Igreja Católica ressurgir, mais forte, unida e sã, podendo assim demonstrar a tudo e a todos a sua superioridade moral!"

Luís Bonifácio in Nova Floresta

Tudo o que por estes dias me apetece dizer está aqui:


Os porcos de ontem odiavam o dinheiro, mas usurpavam os bens produzidos pelos outros animais, reduzidos de novo à servidão. Os porcos de hoje não trabalham. Se falam em capitalismo, vivem da riqueza dos contribuintes, da tirania fiscal, do terrorismo da lei que só se aplica aos reticentes. Vivem acomodados na faladura sobre as pobrezas do mundo, mas todo o dinheiro que lhes enche as contas bancárias provém do Estado e dos contribuintes. É o socialismo de financiação. Nunca correm riscos: nunca abriram uma loja, uma empresa, não deram emprego a quem quer que fosse. O dinheiro vem todo dos outros. Assim vale a pena.

Miguel Castelo Branco in Combustões