8 de abril de 2010

Os fãs


Durante quinze dias uma série de jovens manteve-se a dormir e a permanecer às portas do Pavilhão Atlântico de forma a salvaguardar os melhores lugares para um concerto de música. Cada um gasta os minutos da sua vida como quer. Ou como pode. A banda, com nome hoteleiro, tocou no dia e à hora prevista mas o pavilhão não encheu, nem ficou superlotado e houve quem dissesse que a lotação estava muito além das expectativas.... Este facto, faz-me lembrar as fábulas, da vida. Neste país há muitas tendas para pernoitar, principalmente nos pavilhões da política. Espera-se, perora-se, cogita-se, sempre a aguardar os melhores lugares disponíveis... da plateia. Os camarotes nunca vagam. Alguns aguardam desde "jovens" por essa vaga disponível, na esperança que o sacrifício lhes traga um bom lugar, bem remunerado, independentemente da capacidade ou inteligência. São os fãs – do espectáculo, triste, em que vivemos.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Nunca tive pachorra para essas pepineiras.