19 de abril de 2010

Uma conversa


Hoje, numa conversa com uns amigos, em Lisboa, falamos de muita coisa. De design, de projectos, de casamentos, de monarquias (onde eu estava em absoluta minoria), da visita do Papa. Vejo que a "República" não está na ordem do dia! Ninguém quer ter o fardo de cem anos desta coisa mais turva que a poeira de mil vulcões...! No fundo, eu era o único a celebrar uma nova ideia, um novo rumo, uma nova esperança no Eterno azul-e-branco português. Gosto de conversar. E de ouvir. Quando vou a Lisboa e, entre outros amigos, tenho o privilégio de estar com o meu melhor amigo – laico e republicano! – volto feliz. Estar entre aqueles que admiro mas que em muitos detalhes são opostos da minha opinião não deixa de ser um prazer. Não discuto para ganhar. Não converso para amealhar. Não pretendo ser a razão. Em muitas das diferenças encontro semelhanças e novas forças para os meus sentimentos. Em muitos óbices encontro o óbvio. Nunca penso que sou o melhor. Mas nunca deixarei de intuir que o que eu penso, e sinto, não se dissolverá no lume brando, carbonarizado, das maiorias!

Sem comentários: