31 de maio de 2010

Os mesmos "campos"

Gostava de ouvir agora – com a mesma tenacidade com que se "debate" o holocausto – todos aqueles que exortam a inocência e a pureza dos judeus, os eternos "perseguidos". São todos iguais. Até nos "campos" de concentração.

24 de maio de 2010

Tanto para fazer


É chocante ler na internet os comentários despropositados que entopem e desviam o tema, e paciência, aos que realmente se interceptam na matéria. A internet, através do teclado, fomentou uma nova geração de opinadores. Cada teclado é uma imensa tipografia ao serviço da mente do utilizador. Dirão, alguns, um "direito" adquirido, uma "voz" (do povo) que – agora – não poderá ser calado e desunido. Bem, só posso dizer que a internet e as novas ferramentas de conversação e exposição veio, sem pragmatismos, expor a mediocridade e a excelência. É sobre a primeira que me sobeja escrever e sobre o novo argumento de arremesso: não há "conversa" que não recaia sobre o monarquismo e as monarquias. É bom sinal. Pena os argumentos mirabolantes, medievalistas, primários, assustadoramente confusos (datas, personagens, ficções), infantilmente misturados, incrivelmente ressabiados. A culpa não será concerteza, só, dos "manuais escolares". Há muito de conflito cultural e social, suavemente inconsciente. Uma reminiscência da decepação umbilical, a que o país se sujeitou há cem anos. Nada como uma crise de identidade (e na barriga) para promover o aparecimento das mentes conturbadas. Das mentes construídas a partir do telhado "e depois que se faça o resto". Esta mediocridade está boa para a República pois, em parte, é coisa parida por ela. Ah! Portugal. Tanto para fazer.

Ao abrigo


Um deputado socialista roubou 2 gravadores a dois jornalistas que lhe faziam uma entrevista. Os jornalistas só depararam com o facto após a entrevista e após confrontarem o deputado que o assumiu, ouviram dizer: que os gravadores estavam com um fiel depositário e que lhes seria dado o tratamento adequado! Este ladrão de gravadores interpôs uma providência cautelar ao abrigo.... e depois deixou cair a providência ao abrigo.... roubou e abrigou-se.
Ao abrigo... estamos a ser roubados por meliantes militantes, pelo regime, deputados, políticos, gentalha sem escrúpulos. E sem abrigo – moral – ficamos.

20 de maio de 2010

Um feriado de cem anos

Os deputados socialistas, pela voz de duas senhoras, querem proceder à eliminação de vários feriados – para ficarmos "equiparados" a Espanha – especificamente os feriados "católicos". Ora esses feriados são os Feriados tradicionais e eram tidos para desafogo da participação de fiéis, etc. Os outros foram-se acrescentando para fim de propaganda e festividade pontual, entre outros, refiro-me aos feriados que germinaram no tempo da II República, dos feriados locais das recentes cidades e vilas, do 5 de Outubro, do 25 de Abril. Todavia, não é só cortar, as empossadas senhoras também querem acrescentar/inovar. Numa nota de imprensa fala-se na criação do feriado -"Dia da Família" no dia 26 de Dezembro. Não é mau! Pensei que iam colocá-lo no dia 25 de Dezembro. Temos então 2 dias seguidos de feriado(!). E será que as senhoras deputadas socialistas ainda não enxergaram que de feriado pátrio estamos cheios e vazios!.... de feriado-alheado está o povo face à República há cem anos a esta parte.


16 de maio de 2010

Bruna


Depois da euforia do futebol, a euforia de Bruna. Tudo questões de moral. Ou não fosse a moralidade uma questão nacional. Bruna, uma professora que se despiu para uma revista erótica. A culpa de Bruna não é a moral dela, é estar no local errado no meio da moral dos outros. Ainda bem que não há leis para a moral, senão ninguém tinha moral para fazer nada. A Bruna despiu-se a preceito dos preconceitos da sua comunidade – escolar e local. Os pais andam agitados por causa dos filhos, por causa da Bruna, mas não desdenham levar a família ver a Ana Malhoa, cantora desnudada e tatuada militante, quando chegar o verão. O que eu quero dizer: não faltam Brunas na vida pública, no parlamento, nas presidências locais e nacionais, digo, Brunas das porcas, não jovens professoras cuja idade tonta não permite discernir, mas dessas cuja obscenidade nos devia levar a erguer a moral e a não perdoar ou esquecer. Mas não. O povo vai-se à Bruna mas permite-se continuar a ler, sem reacção, a(o)s Bruna(o)s que nos mentem, roubam e cuja imoralidade e comportamento nos coloca – verdadeiramente – em causa.

– Olhe Bruna, leve o seu caso ao Bloco de Esquerda, pode ser que um dia os professores consigam o direito a posar nús e a poderem dar aulas! Nesta república de abortos pagos e permitidos, casamentos homosexuais e filmes violentos sem "bolinha", a sua luta terá um fim feliz.

5 de maio de 2010

Quão bom

Mais um país que mostra o quão bom tem sido a governação pelo socialismo.