16 de maio de 2010

Bruna


Depois da euforia do futebol, a euforia de Bruna. Tudo questões de moral. Ou não fosse a moralidade uma questão nacional. Bruna, uma professora que se despiu para uma revista erótica. A culpa de Bruna não é a moral dela, é estar no local errado no meio da moral dos outros. Ainda bem que não há leis para a moral, senão ninguém tinha moral para fazer nada. A Bruna despiu-se a preceito dos preconceitos da sua comunidade – escolar e local. Os pais andam agitados por causa dos filhos, por causa da Bruna, mas não desdenham levar a família ver a Ana Malhoa, cantora desnudada e tatuada militante, quando chegar o verão. O que eu quero dizer: não faltam Brunas na vida pública, no parlamento, nas presidências locais e nacionais, digo, Brunas das porcas, não jovens professoras cuja idade tonta não permite discernir, mas dessas cuja obscenidade nos devia levar a erguer a moral e a não perdoar ou esquecer. Mas não. O povo vai-se à Bruna mas permite-se continuar a ler, sem reacção, a(o)s Bruna(o)s que nos mentem, roubam e cuja imoralidade e comportamento nos coloca – verdadeiramente – em causa.

– Olhe Bruna, leve o seu caso ao Bloco de Esquerda, pode ser que um dia os professores consigam o direito a posar nús e a poderem dar aulas! Nesta república de abortos pagos e permitidos, casamentos homosexuais e filmes violentos sem "bolinha", a sua luta terá um fim feliz.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

ehehehehe, também me parece um exagero, esta coisa do saneamento da Bruna. Até porque não dá aulas nua.